A arte de viver bem
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A arte de viver bem

Os benefícios de práticar o Budismo de Nichiren Daishonin

A vida de cada pessoa é uma obra-prima. Ninguém é “comum”, também não é superior nem inferior. Cada pessoa é o todo — não somos “pedaços” que se somam para criar algo maior. Essa visão budista revolucionária afirma que todo ser é nobre justamente por ser do jeito que é — cada um é uma obra de arte que deve ser cuidada, respeitada, capacitada, incentivada

“A vida de cada pessoa [...] em seu âmago é perfeita e completa — não há nada de estranho a ser subtraído e nada falta que precise ser adicionado” atesta o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda. Desrespeitar mesmo que uma pessoa é o mesmo que denegrir a humanidade inteira — prezar cada homem e cada mulher como únicos e completos é fazer da convivência humana uma sinfonia de diferentes instrumentos, sons, cores e ritmos. A beleza está na diversidade e num coração que percebe essa variedade com satisfação.

“Eliminar desejos seria hipocrisia — perderíamos o melhor da vida: a solução budista é sintonizar a ‘energia vital’ dos desejos na direção do bem (iluminação)”


Independência

Gente feliz de verdade decreta independência em relação às circunstâncias: sai da passiva atitude de culpar as situações e assume a postura ativa de que a riqueza do próprio coração é a mais importante e transformadora estratégia de mudança do destino.

Perceber a si e aos outros como Torres de Tesouro da mais elevada dignidade muda radicalmente o cotidiano: o egoísmo é quebrado, a humanidade nasce no coração e uma enorme energia brota de si mesmo. É a mais sábia e alegre forma de viver.

 

O ‘gosto pela vida’

Os princípios budistas existem para serem aplicados para as pessoas serem felizes, fortes e capazes de produzir por si mesmas uma lista enorme de benefícios pessoais, familiares e sociais. Um budista desenvolve um gosto pela vida tão entusiasmado que nem problemas nem reveses do destino o desanimam. A revolução humana é o mais instigante princípio — é um processo de iluminação pessoal impulsionado diariamente pela recitação de Nam-myoho-renge-kyo e pela prática do shakubuku cujo efeito imediato é enriquecer e transformar o coração, a mente. É um movimento constante de aumento da força vital mental — a cada passo a vida vai ficando mais excitante e mesmo problemas são experimentados com vigor, coragem e altruísmo.

 

“O inverno nunca falha em se tornar primavera”

Sem energia vital, o inverno (as dificuldades) é gélida prisão. Com a força expansiva do Nam-myoho-renge-kyo, as dificuldades são encaradas com esperança. Uma vez que esperança é a maior força vital, o impulso para lutar extrai força do ritmo inato do universo. “Este inverno vai passar e se tornará primavera! Minha vitória começa agora e vai inspirar muita gente!” Essa fé combativa é pura vitalidade para suportar tudo, não importando quanto seja difícil e doloroso, e conquistar a vitória no final.

 

Desejos mundanos são iluminação”

Nada pior que um desejo não realizado: causa angústia, desânimo, medo e ansiedade. A solução natural seria diminuir os desejos ou extingui-los para evitar mais sofrimento. Certo? Errado!

Eliminar desejos seria hipocrisia — perderíamos o melhor da vida: a solução budista é sintonizar a ‘energia vital’ dos desejos na direção do bem (iluminação). Com o poder do Nam-myoho-renge-kyo, os desejos mundanos são experimentados como iluminação. Praticar o budismo na SGI faz todo o nosso ser inflamar com o forte desejo de atingir grandes objetivos — cada desafio diante dos olhos são sons incentivadores para mais luta, mais coragem. A sabedoria para uma vida valorosa e criativa está na recitação cada vez mais animada do Nam-myoho-renge-kyo e na prática do shakubuku.

 

Transformar sofrimento em felicidade

Cada indivíduo cria e elucida o mundo exterior conforme seu estado de vida.
Um artista, por exemplo, interpreta sua realidade externa a partir da sua cultura, sua história, suas emoções, e a retrata por meio de valores estéticos, seja pela pintura, dança, música. Sempre carregada de conhecimentos empíricos, a expressão artística transmite ao observador o que de fato o artista quer exprimir. O famoso compositor e pianista alemão Ludwig van Beethoven perdeu a habilidade de ouvir no auge da carreira. No entanto, mesmo diante do infortúnio, não se lastimou e encorajava-se a todo momento clamando: “Viva somente pela sua arte. Agora você tem a condição limitada devido ao problema de audição; contudo, saiba que essa é a única maneira de você viver”. Com essa decisão, Beethoven superou a surdez e criou sua grande obra-prima, o quarto movimento da Nona Sinfonia chamado “Ode à Alegria”, canção carregada de melodias alegres e vibrantes, tal como era o desejo do compositor.

 

Seja criativo e feliz

Ao empregarmos um significado criativo à vida, agregando valores positivos para as questões do cotidiano, estamos aplicando os conceitos essenciais da arte aos diversos dramas da vida enfrentados. A filosofia budista pode ser descrita como um exercício constante da arte de viver, pois a capacidade do ser humano de se recriar para alcançar a plena felicidade é infindável.

 

Benefício da prática budista

A prática da fé no Budismo de Nichiren Daishonin proporciona incontáveis e imensuráveis benefícios. Acreditar e aplicar os ideais humanísticos de Daishonin possibilita enxergar os diversos eventos do cotidiano com discernimento e percepção. É possível afirmar que essa compreensão também é resultado da fé no budismo, como assegura o presidente Ikeda: “Na vida diária, precisamos ter condições de ver com clareza a melhor direção a seguir. Não devemos viver de forma tola. Quando exercitamos nossa criatividade e nos empenhamos com tenacidade com base na fé, sem ficar impacientes, podemos discernir o caminho a seguir. Desenvolvemos também o discernimento em relação ao futuro de nossa família, da comunidade e também da sociedade”. 

“Um mundo sem a arte é cinzento e sem vida. Somente quando as flores da cultura brotarem é que o nosso mundo poderá se tornar brilhante e alegre”

 

Fé inabalável

Diante dos cenários conflituosos que se descortinam em nossa realidade, qual é a nossa conduta para que não nos curvemos diante da fatalidade do destino e possamos criar um cenário auspicioso e inspirador tal como as mais belas obras-primas?

Praticar a filosofia humanística do Budismo de Nichiren Daishonin não significa viver livre das “amarras” do infortúnio, mas adquirir a força vital para não ser derrotado pelo sofrimento. Uma pessoa de “fé inabalável” desenvolve um estado de vida com o qual é capaz de perceber os dramas enfrentados, desafiá-los e, por fim, ultrapassá-los.


Fonte: BS, ed. 2.259, 24 jan. 2015, p. C2

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