A atitude na prática revela a fé
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A atitude na prática revela a fé

Uma forte fé está relacionada ao nosso comportamento

Pergunta: Existem pessoas que se dedicam há muito tempo na prática da fé mas, aparentemente, não demonstram um desenvolvimento satisfatório. Por que isso acontece?


Resposta: Antes de mais nada, é importante ressaltar que uma mesma situação adversa pode ter várias causas, o que torna difícil identificar exatamente sua origem. Entretanto, se o Gohonzon é absoluto e ainda assim não desfrutamos de plena felicidade (que como já vimos, não significa ausência de problemas), algum aspecto de nossa prática certamente deve ser aprimorado. Uma das possíveis causas pode estar relacionada ao nosso próprio comportamento. O tempo de nossa prática no budismo não é necessariamente um indicativo de fé sincera e de que não necessitamos de aprimoramento.


O conceito budista denominado  “a atitude na prática revela a fé” (gyotai soku shinjin em jap.) demonstra que, uma vez que a prática da fé é a própria vida diária, nossa fé encontra expressão em nosso comportamento no dia-a-dia. Em um dos escritos de Nichiren Daishonin consta: “Não deve comentar com outras pessoas, lamentando que este mundo é difícil de ser suportado. Se o senhor proceder desta forma, estará agindo contra a atitude de um sábio”. Essa passagem nos ensina que, mesmo praticando a fé, se possuirmos a atitude de reclamar, isso destruirá nossa boa sorte. Em outras palavras, esse é um comportamento que não se adequa a uma pessoa sábia.


De fato, sem que percebamos, devido à nossa condição de mortal comum, constantemente somos dominados por um “mundo da ilusão”, sendo arrastados pelos três venenos da avareza, ira e estupidez. Esse “mundo da ilusão”, conforme a explicação do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, é “um mundo em que a vida é dominada pela ignorância (escuridão) quanto ao seu próprio significado. Essa ignorância é a própria fonte da miséria e do sofrimento das pessoas”.


Na série Diálogo sobre a Sabedoria Humanística, o presidente Ikeda afirma: “Não há diferença substancial entre o mortal comum e o buda. A diferença reside em sua mente, em suas ações. Devemos sempre nos lembrar da exortação de Daishonin de acreditar que a nossa própria vida é uma entidade do Myoho-renge-kyo, bem como de sua advertência de que se buscarmos a iluminação fora de nós, não estaremos praticando a Lei Mística mas um ensino inferior.


O Dr. Ikeda finaliza: “Os benefícios de Myoho-renge florescem dessa firme fé. A fé sincera no Myoho-rengue-kyo manifesta-se como a condição de vida iluminada do buda. A fé contínua na Lei Mística é a própria consecução do estado de buda”.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 1.811, 10 set. 2005, p. A6
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