A flexibilidade do budismo
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A flexibilidade do budismo

O budismo deu prioridade às questões de “Como salvar as pessoas dos sofrimentos que elas estão passando no momento”

Extraído de um discurso do presidente Ikeda após ele ser perguntado se existiria outra característica além da “igualdade” que teria tornado o budismo uma religião universal. Artigo publicado no jornal Brasil Seikyo, ed. 1.235, 24 jul. 1993, p. 3.

Acredito que possam ser levantados vários questionamentos, mas, se destacarmos apenas um, diria que é sua filosofia realista [do budismo] que jamais se distancia da realidade das pessoas.

Isso está relacionado também com a sabedoria dos “caminhos médios”. Muitas pessoas devem ter se simpatizado com sua postura contrária às práticas de austeridades extremadas ou a vida de prazeres sem nenhum rumo.

Parece um pouco óbvio, porém, diversas religiões ou mesmo destinos da própria vida têm tendência ao extremismo.

O budismo deu prioridade às questões de “Como salvar as pessoas dos sofrimentos que elas estão passando no momento” e “Como fazer com que as pessoas possam ser verdadeiramente felizes”.

Dessa forma, este ensinamento jamais fora influenciado erroneamente por argumentos metafísicos ou por lógicas abstratas. Esse ponto deve ter conquistado a simpatia de muitos indivíduos.

É a sabedoria da flexibilidade e, ao mesmo tempo, a profunda benevolência que consideram ilimitadamente as outras pessoas.

Foi esse sentimento que tocou o coração de todas. Só um sentimento pode mover outro sentimento. Somente a natureza humana pode mover o ser humano.

Pode-se dizer que, por serem o buda Shakyamuni e seus discípulos pessoas autênticas, o budismo pôde ser propagado tão amplamente.

Apesar de se falar em religião aberta, no final, tudo retorna ao ponto da personalidade aberta, ao sentimento aberto, que possui uma sincera e calorosa consideração pela vida humana.

Em suma, tudo está relacionado com a própria pessoa.

 

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