A melhor coisa do mundo!
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A melhor coisa do mundo!

A prática do Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon é fruto da genialidade do buda Nichiren Daishonin

Ao descobrir a Lei Mística (myoho) que opera com base na simultaneidade da causa e efeito (renge), Daishonin revelou ao mundo que toda pessoa tem condição plena de manifestar aqui e agora essa poderosa Lei e ser plenamente feliz. Ele acrescentou o “nam” ao título do Sutra do Lótus (Myoho-renge-kyo) e propôs a mais sensacional e eficiente prática religiosa. Recitar e propagar com fé e entusiasmo o Nam-myoho-renge-kyo revolucionou o budismo e tornou-o uma religião do povo.


Força para transformar a vida

A prática do Nam-myoho-renge-kyo deve ser feita com confiança total de que não há nada mais maravilhoso, “Não há felicidade maior para os seres humanos do que recitar Nam-myoho-renge-kyo”. Ao recitar daimoku dotado da fé de que “Nam-myoho-renge-kyo é minha própria vida”, acessa-se a força vital inata e se experimenta uma felicidade indestrutível e paz de espírito infinita.


A prática do daimoku é ampla. Para facilitar o entendimento, apresentamos alguns pontos que constam no livro Sobre Atingir o Estado de Buda nesta Existência de autoria do presidente Ikeda:

O que é

O buda Nichiren Daishonin instituiu um meio para todas as pessoas serem sólida e plenamente felizes. Ao formular a recitação do Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon como um eficaz meio, tornou o estado de buda acessível a todo ser humano. Antes dele, manifestar a suprema condição humana chamada iluminação cabia apenas a estudiosos e budistas depois de décadas de meditação e obediência a regras monásticas. Daishonin inaugurou a autêntica religião do povo na qual toda pessoa é digna de respeito e tem pleno poder de tornar-se um buda, transformar o destino e viver totalmente feliz.


A fé que vence a dúvida

Daimoku é uma prática abrangente que engloba a fé, a recitação e a propagação. O ponto central da eficácia da prática do Nam-myoho-renge-kyo proposto por Daishonin é a “fé que vence a dúvida”. O daimoku é a expressão da vida de Daishonin. Portanto, é fundamental praticá-lo com o mesmo entusiasmo do Buda que batalha para vencer a ilusão fundamental alojada no coração por meio da crença absoluta de que “sou o Nam-myoho-renge-kyo” e, portanto, tenho direito absoluto de ser feliz aqui e agora e tornar todos à minha volta também felizes.


“Há dois apectos da recitação do daimoku: o daimoku de fé e o daimoku de prática. O primeiro se refere ao aspecto espiritual de nossa prática. Consiste na luta que travamos em nosso coração contra a escuridão fundamental, ou seja, uma batalha contra as forças negativas e destrutivas que há dentro de nós. Essa batalha implica romper a escuridão que envolve nossa natureza de buda e fazer surgir, mediante o poder da fé, o estado de buda. O daimoku de prática se refere à recitação do Nam-myoho-renge-kyo e à transmissão da Lei Mística a outras pessoas”.


Mudança interior

Buscar a felicidade fora de si é um erro tão grave que anula até o benefício da recitação do Nam-myoho-renge-kyo. A plena felicidade e transformação, também chamada Lei Mística, existe dentro de si e toda mudança nasce no coração, na mente. Lamentações e acusações esvaziam os benefícios do daimoku. A postura mental ao praticar o daimoku precisa ter como eixo a Lei que existe dentro do próprio coração! O presidente Ikeda afirma: “Daishonin adverte que se buscarmos a Lei Mística fora de nós mesmos, por mais daimoku que recitemos, não manifestaremos a iluminação”. Recitar com fé máxima que a Lei está em si e a tornar ativa aqui e agora é importante.


Ritmo e energia

A voz é essencial. A energia sonora de quem recita Nam-myoho-renge-kyo deve ser a “voz da fé inabalável e de espírito de procura”. Da mesma forma que uma pessoa apaixonada expressa esse sentimento na voz, o daimoku é a voz de quem acredita sem a menor dúvida que a Lei Mística existe dentro de si; é uma voz ressoante, um rugido leonino, um brado de vitória focado e concentrado; é energia pura capaz de vencer obstáculos e funções maléficas. É a voz da fé de uma pessoa comum que decidiu tornar-se um buda. “Por essa razão, devemos sempre recitar um daimoku ressonante, com um ritmo vibrante e vigoroso, semelhante ao galopar de um corcel".


Ser um sol

Recitar Nam-myoho-renge-kyo não é um ensinamento que permite somente ao Buda brilhar como o Sol. É uma prática que possibilita a cada indivíduo fazer seu próprio sol despontar. O presidente Ikeda afirma: “A prática da recitação do daimoku é, de fato, o caminho supremo para manifestar o estado de buda e possibilitar a cada pessoa ser um sol esplêndido, por direito próprio”.


O nome da Lei

Como Nichiren Daishonin chegou ao Nam-myoho-renge-kyo? Ele inicialmente descobriu que há uma “verdade mística”; apercebeu-se dessa verdade e notou com clareza que ela existe em todos. Seu forte desejo de que todo indivíduo também manifestasse essa verdade foi a chama de sabedoria que o fez criativamente descobrir que o nome desse princípio é a misteriosa Lei (myoho) que se embasa na simultaneidade da causa e efeito (renge).


O termo Myoho-renge-kyo já existia; era o título do Sutra do Lótus. Foi Nichiren Daishonin quem identificou esse título como o princípio último e completo da vida. O passo seguinte do Buda para tornar acessível a Lei foi instituir a prática chamada “recitação de daimoku”. Para isso “acrescentou o ‘nam’ à verdade universal de Myoho-renge-kyo”. Recitar Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon de forma audível expressa a determinação e o juramento de dedicar nossa vida à verdade de Myoho-renge-kyo em pensamentos (mente), palavras (boca) e ações (corpo).


Estado de vida sólido

Qual o maior objetivo da prática do daimoku? É “instituirmos uma vida sólida e segura, que nos proporciona coragem e convicção para sermos indivíduos autônomos”. Não praticamos o budismo para “nos tornarmos um ser divino que irradia luz”. O objetivo é quebrar a concha da ilusão mental por meio da fé total de que a Lei existe dentro de si e com isso “realizar uma transformação profunda em nosso próprio ser”. Daimoku é, portanto, uma luta interior momento a momento entre duas tendências opostas: revelar nossa natureza de buda ou deixar que a escuridão nos governe.


Vida sincronizada ao Gohonzon que supera qualquer problema

“Quando recitamos Nam-myoho-renge-kyo, nossa vida e o universo entram em sintonia com o Gohonzon, como as engrenagens de uma máquina, e passamos a nos mover na direção da felicidade e da realização. Manifestando vigor, sabedoria e boa sorte que nos capacita a superar quaisquer problemas ou sofrimentos”, finaliza o Dr. Ikeda.


Capa do livro Sobre Atingir o Estado de Buda nesta Existência


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.276, 23 maio 2015, p. C2
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