A paixão é o requisito para uma fé genuína
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A paixão é o requisito para uma fé genuína

Ser jovem é viver com paixão

A paixão é o que marca a juventude. Juventude que desconhece idade. Uma pessoa de paixão não sucumbe a nenhuma barreira, inclusive aquelas impostas pela idade. Viver com vitalidade é viver com paixão.


De onde nasce a paixão?

A paixão nasce da disposição de dedicar a própria vida. Quando a pessoa se compromete com a própria vida, desperta para sua missão. Ela sabe por que vale a pena viver e age na certeza de que está seguindo o curso correto.

Alguém que entende sua missão de vida, a razão da existência neste mundo, possui a força e a paixão capazes de mudar a história e construir uma nova era.


O perigo de viver sem paixão

A inveja e a irresponsabilidade, a apatia e a crueldade reinam quando as pessoas carecem de paixão. Essas são as armadilhas da autopreservação.

O estado lastimável que o mundo se encontra atualmente necessita de pessoas com apaixonada dedicação a ideais elevados. Isso acontece, por exemplo, na política, ao observarmos a quantidade de problemas gerados porque os políticos fogem da responsabilidade e apenas trabalham para proteger sua posição.


O perigo da “tranquilidade sensata”

O presidente Ikeda comenta: “Há exatamente 150 anos [em 1846], o grande filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard (1813–1855) observou: ‘Nossa época é essencialmente de compreensão e reflexão, sem paixão, rompendo momentaneamente em entusiasmo, recaindo sensatamente na tranquilidade’”.


Domínio da inveja

“Ele descreve a situação do mundo de hoje. Uma época em que as pessoas carecem de paixão e voltam-se para seu interior será dominada pela inveja. Quando essa tendência torna-se firmemente arraigada na vida das pessoas, elas tentam derrubar as outras que se destacam numa tentativa de nivelar a geografia humana, por assim dizer. Essa é a essência do argumento filósofo dinamarquês” cita o líder da SGI.


Paixão é convicção

O presidente Ikeda continua: “Na era atual, a única coisa que pode afastar o nivelamento” da sociedade moderna é uma inabalável convicção religiosa atingida pelos indivíduos. A filosofia de Kierkegaard retorna consistentemente ao ponto de que as pessoas têm de conhecer sua missão na vida, que elas precisam reconhecer um ideal ao qual possam dedicar sua vida e pelo qual morreriam. (...) ‘Por que nasci neste mundo?’ ‘O que preciso para me realizar na vida?’ O Buda surgiu para ajudar as pessoas a lidar com essas questões universais”.


A felicidade é definida pela paixão

“Os verdadeiros praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin se empenham com paixão em prol do kosen-rufu e fazem sua vida brilhar. Não importa quão inteligente seja, se uma pessoa perder a paixão e o entusiasmo, não seria exagero dizer que ela é um cadáver vivo. A paixão também é um requisito para ser feliz. Na maioria das vezes, a felicidade é definida pela nossa capacidade de sentir ou não paixão pelas coisas que fazem parte da vida”, alerta o Mestre.


exemplo de grande paixão

No Sutra do Lótus, encontramos a história de Purna, um discípulo do buda Shakyamuni, campeão de shakubuku, cuja principal característica é a paixão. Ele é um personagem que representa uma vida de grande realização.

No livro o A Sabedoria do Sutra de Lótus, consta: “A tradução de Kumarajiva do sutra fala da habilidade (de Purna) de ensinar, beneficiar e alegrar os quatro tipos de seguidores. Ele fazia as pessoas se sentirem alegres ao pregar a Lei. Era nisso que Purna dava ênfase. Quando alguém realmente sente alegria do fundo de seu coração, as pessoas ao redor se transformam”.


A fonte da eloquência

“Qual era a fonte do poder de eloquência de Purna? Um dos fatores era provavelmente sua paixão de propagar e partilhar com os outros o ensinamento de seu mestre. Não importando a habilidade de falar que as pessoas possam ter, se elas carecem de paixão, não serão capazes de tocar o coração dos outros. E a fonte da paixão é a convicção. Acredito também que tenha sido a honestidade e a integridade de Purna. Ele era “uma pessoa de sinceridade”, por assim dizer. Com certeza, muitos foram tocados pelo seu calor humano e pela sua consideração”, finaliza o presidente Ikeda.


Conclusão

Paixão é a disposição de dedicar a própria vida. Sua fonte é a convicção em ideais elevados. A paixão gera a vitalidade da juventude que desconhece o impasse. Uma pessoa de grande paixão é livre de quaisquer interesses ou astúcias, é alguém de caráter sincero. Em síntese, paixão é o pré-requisito para a fé genuína.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.139, 14 jul. 2012, p. A4

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