Ao nos isolarmos, nós nos perdemos
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Ao nos isolarmos, nós nos perdemos

Expandindo nosso relacionamento humano.

Aqueles que têm aversão a se envolver em atividades em prol das pessoas, que pouco a pouco se fecham e se isolam dos outros, preferindo ficar sós por julgarem que isso os permite ter mais liberdade, geralmente acabam tendo dificuldade de um tipo ou de outro.


Relacionamentos e interações são essenciais. Precisamos nos conectar e associar com os outros, dentro e fora da organização. Isso expande e enriquece a nossa vida.

O grande pensador indiano Rabindranath Tagore (1861–1941) declarou: “Ele [o ser humano] se perde quando se isola; e descobre seu eu maior ou verdadeiro em sua vasta rede de relacionamentos humanos”.1


Ao nos isolarmos, nós nos perdemos; é dentro da ampla gama de relacionamentos que descobrimos nosso eu maior — a compreensão de Tagore está em sintonia com a visão budista e com os ideais da Soka Gakkai.


Pessoas legítimos são focados em seu crescimento como ser humano e em como poderão auxiliar e apoiar o maior número de pessoas possível. A sincera interação com muitas pessoas constrói um verdadeiro líder.


Afastar-se das interações leva ao isolamento, ao egoísmo, à intolerância e ao egocentrismo. Negar-se a participar da organização e do contato com os demais corresponde à frieza, à falta de compaixão e a uma oportunidade desperdiçada de se autoaprimorar num ambiente de apoio e inspiração mútuos.


Johann Wolfgang von Goethe (1749–1832) observou: “É uma grande tolice esperar que os outros se harmonizem conosco (...). Pois é no conflito de naturezas opostas à nossa que devemos reunir força e lutar para abrir caminho; dessa forma, todas as nossas diferentes facetas se evidenciam e se desenvolvem, de modo que logo sentimos que somos páreo para qualquer inimigo”.2


Não devemos evitar os que não parecem nos ouvir ou que pensam diferente de nós. Parte de nossa prática consiste em aprender a conviver em harmonia com eles e a obter a compreensão e o apoio deles. É assim que nosso movimento como um todo avança, e crescemos como pessoas. Precisamos nos esforçar para lidar com qualquer tipo de gente sem temor ou apreensão.


Já conversei com líderes da sociedade no mundo inteiro. A força e a capacidade para isso podem ser obtidas cultivando-se ativamente o relacionamento com os outros.

Todos que se empenham em conversar pelo menos com mais uma pessoa vencem. Nossa vitória é determinada pela quantidade de energia que devotamos para apoiar e cuidar dos demais. Somente se trabalharmos juntos, em harmonia com a diversidade e inspirando-nos a avançar rumo ao kosen-rufu (à paz mundial), poderemos ser vitoriosos.


Fonte: Brasil Seikyo, Ed. 2367, 15 abr 2017/Encontro com o Mestre


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