Benefício é ter uma vida grandiosa
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Benefício é ter uma vida grandiosa

O budismo não rejeita completamente esse “lucro”, pois a prática budista está totalmente ligada à vida diária. Mas o “benefício” não se limita a esse tipo de vantagens visíveis

O termo “benefício” normalmente está associado a alguma vantagem. Na maioria das vezes, inclusive, por procurar obter essa vantagem (espiritual ou material) é que o ser humano adota uma religião. Contudo, o budismo apresenta um conceito revolucionário acerca desse tema.


Na filosofia budista, o “benefício” consiste na capacidade individual de produzir “valor”, independentemente das circunstâncias. Ou seja, evidenciar a capacidade de realizar a própria revolução humana em meio à realidade atual e viver plena e satisfatoriamente são em si o benefício da prática budista.


De fato, é absolutamente natural que as pessoas se esforcem para desfrutar uma vida melhor (conquistar saúde e harmonia familiar, sucesso profissional etc.); deixar de lado esse ímpeto é o mesmo que estar morto.


O budismo não rejeita completamente esse “lucro”, pois a prática budista está totalmente ligada à vida diária. Mas o “benefício” não se limita a esse tipo de vantagens visíveis e mensuráveis, e tem a ver essencialmente com a purificação e a transformação da própria vida.


O presidente Ikeda afirma: “No Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente, Nichiren Daishonin diz: ‘ku [de kudoku — benefício] significa extinguir o mal, e doku refere-se à virtude adquirida por realizar o bem’. Somente quando nos empenhamos intrepidamente em vencer o mal e o negativismo em nós próprios e também nos outros é que o poder do bem inerente à Lei Mística emerge. Sem corajosos esforços nenhum benefício significativo pode ser evidenciado. Assim, para viver uma existência realmente grandiosa, é importante realizar o shakubuku”.


O pacifista Dr. Norman Cousins (1915–1990), conhecido como “a consciência da América”, escreveu: “Ninguém precisa recear a morte. Precisamos apenas recear morrer sem reconhecer nossa maior força — a força de nossa livre vontade para dar a vida pelas pessoas. Se algo é revivido na vida de alguém por nossa causa, então nós nos aproximamos da imortalidade”.


Quando nos devotamos à felicidade dos outros e empreendemos a luta de um bodisatva por nossa vontade, a imensa energia vital sem início e sem fim surge em nosso ser. A vida eterna do Buda nos permeia como uma onda crescente. E não há nada na vida que não possamos mudar radicalmente para melhor.


Ser capaz de recitar daimoku, realizar shakubuku e trabalhar pelo kosen-rufu são em si é o maior dos benefícios, pois, dessa forma, pode-se transcender qualquer obstáculo ou dificuldade com tranquilidade e dignidade.


Fonte: Terceira Civilização, ed. 532, 8 dez. 2012, p. 14
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