Budismo é razão
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Budismo é razão

No romance Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda [que utiliza o pseudônimo de Shin’ichi Yamamoto na obra] incentiva os membros da localidade de Kochi, no Japão, sobre a transformação da condição de vida por meio da prática budista

A reunião de líderes comemorativa do 22o aniversário de fundação do Distrito Kochi iniciou a partir das 13h30. (...)

Logo depois da radiante apresentação dos corais de cada divisão e da entrega de homenagens, Shin’ichi se posicionou diante do microfone e disse que, apesar de ser uma visita que se concretizava após seis anos e meio desde a última em que esteve ali, pensava diariamente nos amigos de Kochi. Ele e sua esposa vieram enviando continuamente daimoku para todos.

Em seguida, ele disse com energia:

— O kosen-rufu é uma longa e extensa jornada na qual se avança passo a passo, abrindo caminho em meio à realidade da sociedade. Nesse trajeto, haverá vários tipos de grandes ondas, como crises financeiras, que afligirão a vida diária. Por isso mesmo, além de traçar planos claros no longo prazo no tocante a como se manter, é especialmente importante haver esforços para solidificar a base financeira. É um erro pensar “Tudo vai dar certo porque estou fazendo a prática da fé”. Budismo é razão. Um modo de vida sem perspectivas não é duradouro. Além disso, se o planejamento financeiro do cotidiano for conduzido de forma desregrada e o ritmo diário for descompassado, não conseguirá superar o rigor da realidade. Tudo é conforme o princípio “prática da fé é vida diária”. Quero que deem importância a cada simples passo dado na vida, e mantenham uma forte e vigorosa fé visando a estabilidade e o progresso no seu cotidiano.

Shin’ichi Yamamoto ainda citou o trecho do capítulo “Encorajamento do Bodisatva Mérito Universal” do Sutra do Lótus: “Mérito Universal, se nas eras posteriores houver pessoas que abraçam e recitam este sutra, elas não mais ambicionarão nem se apegarão a vestimentas, roupas de cama, bebidas, alimentos ou outras necessidades do cotidiano. Seus desejos não serão em vão e, na existência atual, receberão a recompensa da boa sorte”.1

Na sequência, ele orientou:

— Essa passagem do Sutra do Lótus afirma que, nos Últimos Dias da Lei, as pessoas que abraçarem o Gohonzon e mantiverem firme fé abandonarão o modo de vida no qual são arrastados pelos desejos materiais e entrarão na condição de vida de plena satisfação e realização de todos os desejos. Para manter firme a prática da fé, é necessário ter coragem. Coragem não é algo que se direciona para fora. É o coração determinado a seguir rompendo com suas próprias dúvidas e limites, como a fraqueza interior, o eu que tenta evitar as dificuldades, o eu que se acovarda diante de novos desafios, e o eu que, quando ocorre algo do seu desagrado, culpa os outros e fica com rancor. Essa é a mais importante força para a conquista da felicidade. Peço que os senhores de Kochi sejam pessoas de corajosa fé que vencem a si mesmos.

Nota:

1. LSOC, p. 365.

Fonte:

Corrida Impetuosa. Nova Revolução Humana, v. 29, p. 158.

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