Budismo é vitória ou derrota (segunda parte)
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Budismo é vitória ou derrota (segunda parte)

O caminho para a vitória encontra-se em manter uma fé resoluta

Na carta O Supremo Líder do Mundo, Nichiren Daishonin escreve: “Um buda é visto como o Supremo Líder do Mundo”. Tal denominação significa uma pessoa que se engaja corajosamente em meio à realidade da vida e da sociedade. É aquele que, ao mesmo tempo em que luta resolutamente contra as funções maléficas, age de acordo com as normas e leis da sociedade, manifestando o poder de uma nobre condição de vida atingida por meio da fé na Lei Mística. Ao passo que um rei, em contraste, é chamado de “aquele que governa conforme sua vontade” porque controla as pessoas conforme seu desejo por meio do poder da recompensa e punição.


Ao nos ensinar esse princípio, Daishonin nos mostra que seguir o exemplo do Buda e viver como um “Supremo Líder do Mundo” é a característica dos genuínos praticantes budistas.


O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, costumava dizer que a sociedade preocupa-se com a reputação, o governo com a justiça ou a injustiça, e o budismo, com a vitória ou a derrota.


Nem o padrão da sociedade (a reputação) nem o do governo (a justiça e a injustiça) são suficientes para servir como um padrão para nossa vida, pois não nos asseguram o triunfo sobre as funções maléficas que procuram nos levar à miséria. Naturalmente, isso não significa que devemos ignorar os padrões da sociedade e do governo. Na verdade, podemos dizer que eles estão inclusos no padrão do budismo (vitória ou derrota). Por essa razão, temos de evidenciar nosso estado de buda e mostrar a força de nosso caráter para combater as funções maléficas e vencê-las. Assim fazendo, atenderemos ao padrão da sociedade (obtendo uma excelente reputação) e seremos capazes de tomar grandes decisões e o curso de ação correto conforme exige a situação.


No 19º capítulo do Sutra do Lótus, “Os Benefícios do Mestre da Lei”, consta que um dos benefícios por defender o Sutra do Lótus é a purificação dos seis órgãos sensoriais — dos olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente. O benefício da purificação da mente significa que nossos pensamentos e palavras não divergirão da realidade; isto é, concordarão com o budismo. Pode-se dizer que esse benefício também deriva de um modo de vida embasado no princípio de que o “budismo é vitória ou derrota”.


Na mesma carta, Daishonin escreve: “Budismo é razão. A razão prevalecerá sobre o seu lorde".

Nesse sentido, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, afirma: “Dizemos que o ‘budismo é vitória ou derrota’, mas o que exatamente nos possibilita triunfar? Nosso coração, nossa mente. Tudo depende de nosso coração estar do lado certo, do lado da Lei, ou estar do lado errado. (...) Dessa forma, devemos nos precaver rigorosamente de sucumbirmos à descrença e más ações. O caminho fundamental para a vitória encontra-se em manter uma fé resoluta na Lei Mística; reside também em viver e agir de modo racional e com base na fé”.


Um praticante budista honesto e sincero irá prevalecer no final sobre as injustiças. O que realmente determina esse resultado é a forte fé como budistas, de seu coração.


Fonte:
Brasil Seikyo,
ed. 1.989, 30 maio 2009, p. A8
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