Cada ser humano é um microcosmo
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Cada ser humano é um microcosmo

“Temos de olhar para dentro de nós mesmos e investigar a essência de nossa existência como seres humanos”


Trecho extraído e adaptado do discurso do líder da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, proferido na Conferência de Representantes da Soka Gakkai da Malásia (SGI-Malásia) realizada no Centro Cultural da SGI-Malásia, em Kuala Lumpur, Malásia, no dia 1º de dezembro de 2000, e publicado no jornal Brasil Seikyo, ed. 1.586, 1º jan. 2001, p. A3.


O budismo ensina que cada ser humano é um microcosmo — uma versão em miniatura do próprio universo. A ciência moderna também confirma essa visão. As escrituras budistas descrevem com riqueza de detalhes como nosso corpo se assemelha a um universo em miniatura. Comparam nossos olhos ao Sol e à Lua; a forma arredondada de nossa cabeça, à abóbada celeste; e o cabelo, às estrelas. (No caso, acho que poderíamos dizer que os cabelos que caem são como as estrelas cadentes!) Comparam nossas sobrancelhas à constelação da Ursa Maior; e a respiração, ao vento. Aproximadamente 360 juntas de nosso corpo correspondem aos dias do ano. O calor do estômago representa a primavera e o verão, ao passo que a fria dureza das costas representa o outono e o inverno.

Nichiren Daishonin cita no Gosho a obra Anotações sobre Grande Concentração e Discernimento (Maka Shikan Bugyoden Guketsu), de Miaole:

A inspiração e a expiração pelo nariz são como o vento que sopra nas montanhas e vales; a inspiração e a expiração pela boca são como os ventos que cruzam o céu aberto. Nossos olhos são como o Sol e a Lua; seu abrir e fechar é como o dia e a noite. O cabelo na cabeça equipara-se às estrelas, e as sobrancelhas são como a Estrela do Norte. O fluxo dos rios equivale aos rios e correntes, e os ossos são como as gemas e pedras. A pele e a carne são como a terra e o solo, e os finos pelos que cobrem o corpo são como as gramas e florestas que cobrem a terra. (Gosho Zenshu, p. 567)

Certo estudioso fez a seguinte observação:

Nós entramos na era da internet. Porém, embora a informação seja importante, ela não necessariamente garantirá a felicidade humana. Somente a ciência e a economia não podem levar a felicidade às pessoas. Temos de olhar para dentro de nós mesmos e investigar a essência de nossa existência como seres humanos. É por essa razão que hoje necessitamos de filosofia e espiritualidade, especialmente do humanismo do budismo.

Se acreditamos na Lei Mística e recitamos Nam-myoho-renge-kyo, colocando nossa vida no ritmo da Lei do universo, desenvolvemos um eu forte, rico e saudável que brilha com intelecto e sabedoria e transborda de felicidade por toda a eternidade.

Assim como o Buda está dotado dos dez títulos honoríficos, nós também seremos coroados com imensa boa sorte e benefício. Nós praticamos o Budismo de Nichiren Daishonin para construirmos um brilhante palácio de felicidade nas profundezas da nossa vida.

 

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