Cidadania em prol da nação
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Cidadania em prol da nação

A religião pode ser comparada ao solo, e a política, às árvores e plantas que crescem em sua superfície

Com base na seção Meu bloco, minha alegria — Respostas do romance Nova Revolução Humana para os desafios da vida diária — publicada no jornal Brasil Seikyo. Texto para apoio às atividades na linha de frente da BSGI, principalmente para novos associados.

Foram utilizados trechos do trechos do capítulo “Leão” do volume 5 da Nova Revolução Humana.


Em breve o país vivenciará o furor de um ano eleitoral. Mesmo em meio às intempéries sociais e à descrença política que muitos cidadãos possam sentir diante das enxurradas de notícias, sejam elas de natureza ideológica ou de caráter elucidativo, é de suma importância se conscientizar politicamente e entender que nossa ação enquanto cidadão e vigilante das boas práticas de um governante pode cooperar para o bom funcionamento de uma cidade, um estado ou mesmo de toda a nação.


O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, dizia: “Atualmente, nossa atuação pelo kosen-rufu está se estendendo para vários campos da sociedade. É um empreendimento de grande dimensão que envolve a política, a economia, a cultura e a educação”. A política deve estar embasada em sólidos princípios e filosofia para o seu bom funcionamento. Do contrário, irá se arrastar conforme as circunstâncias e interesses e, com isso, provocar intranquilidade à população.


Promover as próprias atividades

Em 1964, motivado pelo objetivo de restaurar o governo em prol das pessoas, o líder da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, fundou a Federação Política Komei (precursora do atual partido Novo Komeito), no Japão.


“Tanto a política como a religião visam ao bem-estar social e à felicidade da população, contudo, a religião pode ser comparada ao solo, e a política, às árvores e plantas que crescem em sua superfície. Embora o objetivo seja comum, a forma como se empenhar e alcançar sua realização é diferente.


Qualquer que seja o tema, a religião o analisa a partir da natureza absoluta de sua doutrina enquanto a política baseia-se na relatividade da questão em pauta. Por essas razões, Shin’ichi (pseudônimo do presidente Ikeda na obra) chegou à conclusão de que era necessário separar, no âmbito da organização, as atividades religiosas das políticas, e pensou na criação de um partido que se encarregaria de promover com autonomia própria as atividades políticas e a Soka Gakkai passaria simplesmente a oferecer-lhe apoio”.


Felicidade das pessoas

“O objetivo da Gakkai é a felicidade das pessoas. Para isso, é preciso criar a prosperidade social e a paz do mundo. Então, torna-se indispensável a ampliação do nosso movimento cultural, abrangendo também a política, a economia, a educação e outras atividades pela paz. O corpo principal que cria o alicerce para a construção de uma sociedade melhor e desenvolve o ser humano, isto é, o protagonista desse movimento cultural, não é outro senão a Soka Gakkai, que atua como instituição religiosa. Os valiosos seres humanos que se desenvolveram na Soka Gakkai irão atuar em diversas áreas da sociedade. Será preciso criar instituições ou órgãos específicos, e não apenas no campo da política, mas também nas áreas da música, das artes e das ciências, na esfera da educação e do estudo da paz.”


Conquistar a confiança

Shin’ichi prosseguiu:

“— Uma coisa eu quero deixar bem claro. A fundação dessa instituição não será jamais para apoiar e servir à Soka Gakkai. Espero que os senhores não confundam esse ponto. Meu pensamento não é tão mesquinho. Pretendo criar uma instituição política que tenha como base o espírito de benevolência, cujo propósito será de trabalhar em prol da felicidade da população prestando-lhe abnegada assistência. Uma vez feita a fundação, espero que os senhores se esforcem para conseguir autonomia financeira e principalmente o apoio e a credibilidade da população. A Soka Gakkai como corpo principal irá prestar seu apoio às campanhas de eleição. Contudo, os planos e projetos políticos deverão ser elaborados e definidos entre seus componentes. No futuro, espero que não necessitem do apoio da organização para eleger seus candidatos, o que deverá ocorrer pelo mérito de sua atuação e pela confiança conquistada junto aos eleitores.”


Despertar a consciência

No Brasil, as atividades da BSGI como instituição religiosa têm por objetivo cultivar a fé de seus integrantes com o propósito de capacitá-los a desenvolver a consciência como cidadãos. Tudo nasce, cresce e se desenvolve a partir de um profundo embasamento filosófico, incluindo a política. Esse também é o papel da organização — oferecer um preparo básico aos seus integrantes como futuro da nação.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.415, 14 abr. 2018, p. A7
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