Compreender a verdade da vida
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Compreender a verdade da vida

Com a visão iluminada de um buda é possível enxergar a vida exatamente como ela é

No Sutra do Lótus consta: “Yui butsu yobutsu. Nai no ku jin. Sho ho jis so. Sho i sho ho. Nyo ze so. Nyo ze sho. Nyo ze tai. Nyo ze riki. Nyo ze sa. Nyo ze in. Nyo ze en. Nyo ze ka. Nyo ze ho. Nyo ze hon mak- ku kyo to”.


Tradução: “A essência real de todos os fenômenos somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas. Essa realidade consiste de aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim”.


Nichiren Daishonin ensina que “Há maior benefício em ler três vezes (esta passagem)”. Num escrito ele explica que ler os dez fatores da vida três vezes significa manifestar as três propriedades iluminadas da Lei, da sabedoria e da ação na vida, ou ainda, as três virtudes da propriedade da Lei, da sabedoria e da liberdade.


Basicamente, lê-se esse trecho três vezes durante a prática do gongyo para louvar a natureza de buda na própria vida, na vida de todas as pessoas e para entrar em fusão com a natureza do universo.


A importância de perceber a verdade

O budismo explica que há cinco tipos de visão que o homem pode ter, dependendo de seu estado de vida: a visão comum do ser humano; a visão dos seres celestiais que enxergam tudo independentemente da distância, seja no claro ou no escuro; a visão sábia das pessoas dos dois veículos (mundo dos ouvintes da voz e mundo dos que despertaram para a causa); a visão da Lei dos bodisatvas e a visão iluminada do buda que, valendo-se dessas cinco visões, percebe o passado, o presente e o futuro.


Normalmente, as pessoas tendem a cometer erros por basear sua interpretação e percepção das questões relacionadas à sua vida e à sociedade na limitada visão de um mortal comum.


Contudo, com a visão iluminada de um buda, começam a enxergar a vida exatamente como ela é sem distorções.


Uma famosa frase do Sutra dos Seis Paramitas ensina: “Torne-se mestre de sua mente e jamais permita que ela o domine”. Isso significa conduzir uma vida com uma concepção correta da vida, não sendo arrastado pelo sentimentalismo.


Quando uma pessoa procura vencer suas fraquezas e agir para fortalecer sua determinação independentemente de sua circunstância, consegue elevar sua condição de vida e criar uma nova história.


Encontrar significado em tudo

Uma pessoa que possui fé no Gohonzon é iluminada, pois valoriza a si e aos outros, cria um valor positivo em seu ambiente, encarando todas as questões como uma oportunidade de crescimento ilimitado. Para ela, tudo passa a ser benefício.


O presidente Ikeda observa: “Podemos encontrar significado em tudo, seja nos momentos de sofrimento ou de alegria. O que a sabedoria da essência real de todos os fenômenos oferece à nossa vida? Ela nos brinda com a capacidade de usar habilmente tudo o que nos ocorre para criar valor”.


Quando as pessoas determinam: “Vencerei infalivelmente!”, “Ajudarei todas as pessoas a serem felizes.”, manifestam concretamente o estado de buda em sua vida. Isso é viver o princípio de que a “essência real manifesta-se em todos os fenômenos”.


O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, afirma que os dez fatores da vida são uma descrição do Gohonzon: “As palavras inscritas de cima para baixo bem ao centro do Gohonzon, ‘Nam-myoho-renge-kyo’ ‘Nichiren’, correspondem à ‘essência real’, e os seres dos dez mundos que aparecem em cada lado representam ‘todos os fenômenos’. Em termo da doutrina de ichinen sanzen, ichinen (um único momento da vida) corresponde à ‘essência real’, e sanzen (três mil mundos), a ‘todos os fenômenos’”.


Por isso, quando as pessoas oram sinceramente ao Gohonzon e se dedicam pelo bem dos outros, fazem com que sua vida seja iluminada pelo Nam-myoho-renge-kyo. Isso possibilita às pessoas a enxergar sua vida com clareza e a manifestar os ilimitados benefícios da Lei Mística.


Fontes:
 
Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, Editora Brasil Seikyo Ltda. 
 Brasil Seikyo, ed. 1.766, 9 out. 2004, p. A2; 
 Brasil Seikyo, ed. 1.894, 9 jun. 2007, p. A8
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