Descubra a sua identidade
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Descubra a sua identidade

“Abandonar o transitório e revelar o verdadeiro" é vencer sua fraqueza

Você já deve ter lido aqui no site sobre o princípio budista “abandonar o transitório e revelar o verdadeiro”. Indica o ato de um buda descartar a posição transitória ou provisória e revelar a verdadeira identidade. Vejamos alguns exemplos concretos da aplicação desse termo na história do budismo.


Perfeita iluminação

No 16º capítulo do Sutra do Lótus, “A Extensão da Vida” (Juryo), Shakyamuni declara: “Todos os seres dos mundos de Alegria, Tranquilidade e também de Ira acreditam que o buda Shakyamuni, após deixar o palácio dos Shakyas, se sentou no local da meditação não muito distante da cidade de Gaya e ali atingiu a suprema e perfeita iluminação. No entanto, homens de fé devota, já se passaram infindáveis centenas de milhares de nayuta de kalpa desde que eu na realidade atingi o estado de buda”.


Revelar o verdadeiro

Por meio dessa frase, Shakyamuni descarta sua identidade provisória de um buda que atingiu a iluminação na Índia sob a árvore bodhi revelando o verdadeiro aspecto da iluminação alcançada em um longínquo passado, há incontáveis existências. A isso chamamos de “abandonar o transitório e revelar o verdadeiro”.


Buda Nichiren

Nichiren Daishonin, na Perseguição de Tatsunokuchi, ocorrida em 12 de setembro de 1271, manifestou sua verdadeira identidade como um buda dos Últimos Dias da Lei, abandonando seu aspecto transitório. Assim, esse acontecimento é conhecido como o momento de “abandonar o transitório e revelar o verdadeiro” de Daishonin.


Como aplicar em minha vida?

O Dr. Ikeda escreve: “O hosshaku kempon [abandonar o transitório e revelar o verdadeiro em jap.] de Nichiren Daishonin não deve ser visto como algo sobrenatural, como se ele passasse a ocupar uma posição inacessível às pessoas comuns. O que Daishonin na realidade revelou em Tatsunokuchi foi a suprema conduta como ser humano. Por meio de seu próprio exemplo, Daishonin mostrou a existência grandiosa e digna de um ser humano. Ele certamente não deixou de ser uma pessoa. Ao contrário, manifestou vasta condição de vida dentro dele a fim de possibilitar que todas as pessoas elevassem também sua condição de vida”. Assim, embora seja num nível totalmente diferente, cada um de nós deve manifestar a verdadeira identidade, o que se torna possível pela fé e prática, levantando-se com base no profundo juramento [de transformar a própria vida e inspirar as outras pessoas a fazerem o mesmo].


Como descobrir minha verdadeira identidade?

Com certeza, esta questão está ligada à compreensão da natureza básica da presente existência. É despertar para a verdadeira missão de realizar o kosen-rufu, vencer a si próprio e conduzir as pessoas à felicidade.


Dr. Ikeda comenta: “O trecho da passagem do gosho [escrito] que o senhor citou minutos atrás — ‘As pessoas podem viver muito tempo, mas raramente vão além dos cem anos’ — é realmente verdadeiro. O presidente Toda [segundo presidente da Soka Gakkai] frequentemente fazia a seguinte observação: ‘Em cem anos, a contar deste momento, todas as pessoas aqui presentes já estarão mortas’. Este mundo é como um sonho durante um breve cochilo. Do ponto de vista da eternidade, quase não há diferença entre uma vida longa e uma vida curta. Portanto, o que conta não é a extensão da vida de uma pessoa, mas de que forma ela vive sua existência. O que realizamos, quanto conseguimos elevar nosso estado de vida, o número de pessoas que ajudamos a encontrar a felicidade — esses são os fatores que realmente importam”.


Conclusão

Ikeda finaliza: “Sempre que nos encontrarmos num beco sem saída, devemos desafiar a própria fraqueza e reunir o grande poder da fé para solucionar a situação. Segundo o presidente Toda, isso é o que representa para nós o hosshaku kempon. Fé significa lutar contra os impasses. Fé é uma batalha entre o buda e a maldade. No budismo, a vitória ou a derrota é a questão primordial”.


O desafio de vencer a si próprio, principalmente nos momentos mais difíceis da vida é o que nos conduz a essa descoberta da nossa verdadeira identidade.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.148, 22 set. 2012, p. A4
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