Diálogo em família = mudança do mundo
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Diálogo em família = mudança do mundo

Tudo começa com o primeiro que se dispõe a quebrar o egoísmo

Acredite no poder da linguagem

O diálogo não é apenas uma troca de informações. É um processo multifacetado que eleva o nível de consciência dos envolvidos.

Supor que as pessoas do convívio sabem ou deveriam saber o que está se passando na nossa cabeça é mera ilusão. É preciso falar. É necessário conversar, dialogar. O presidente Ikeda afirma: “A criatividade que se encontra em uma família aberta não pode ser nutrida em um lar cujos membros são cativos da TV. Gostaria de ver os membros de uma família abrindo-se cada vez mais para o diálogo”.


Aprecie o diálogo

Muitas pessoas colecionam centenas de amigos em redes sociais virtuais, mas são incapazes de dialogar com os familiares que moram no mesmo teto. Aos poucos, a falta da boa conversa gera distanciamento emocional e a família perde a capacidade de unir forças na hora das dificuldades.

Aproveite os momentos de convívio para dialogar. Durante o jantar ou nos fins de semana, crie tais momentos. Expresse sua opinião sobre tudo. Ouça com atenção as opiniões alheias. Quanto mais se treina esse tipo de atitude, mais revitalizada e feliz fica a família.

“Aprecio conversar mais do que qualquer outra coisa, pois dialogar com uma pessoa me proporciona a oportunidade de conhecê-la melhor e fazer dela uma parte de mim mesmo”, continua o Mestre.


As crianças — pequenos adultos

É uma equação simples: daqui a 20, 30 e 50 anos, quem estará liderando o mundo serão as crianças de hoje. É fundamental para elas que o lar seja um local saudável de educação construída por meio do diálogo.

O presidente Ikeda orienta: “Jamais menosprezem uma criança. Tratem as crianças como pequenos adultos, como bons amigos. Respeitem a personalidade da criança, e ao conversar com ela, se dirigir como a um verdadeiro amigo”.

Essa é uma proposta ousada e exige mudar completamente a forma de lidar com os pequenos — de uma relação de superioridade adulta para o respeito absoluto e a confiança. Na criança não floresceu totalmente ainda a capacidade de se comunicar, mas já possui tudo o que é necessário para viver. É um adulto que apenas não avançou na idade.


Desenvolver cada pessoa

A educação não pode sufocar os jovens nem se restringir a transmitir conhecimento. Educar é trazer à tona o potencial máximo de cada ser humano.

Quando o lar é saudável, as crianças crescem criativas, sábias e livres. Quando as relações familiares são embasadas no diálogo sincero, os jovens são nutridos com confiança, valores humanos e capacidade de tomar boas decisões. Ao contrário, a superproteção e a desarmonia familiar produzem muitas vezes indivíduos “com mente estreita, frios e covardes”afirma o presidente Ikeda.

O lar é o local da verdadeira educação humana que deve começar pela coragem dos adultos em romper as tendências egoístas e tornar-se o sol do encorajamento, da gentileza e da luta contínua em busca da felicidade. Num lar criativo, dialogar é fonte de prazer.


Jamais perder a identidade

Família criativa é aquela na qual cada pessoa é cuidada e sua individualidade, respeitada. O presidente Ikeda condena o abandono da identidade pessoal em nome da convivência familiar.

Em algumas famílias, por exemplo, a esposa descuida de si mesma, tentando forçosamente construir uma família harmoniosa à custa da própria individualidade. O Mestre expõe que certas pessoas fazem observações cínicas que definem as mulheres como “empregadas permanentes, com direito a três refeições diárias e permissão para tirar um cochilo durante o dia”.

Ele clama: “Jamais percam sua identidade”.


Cada um precisa ter seus sonhos

Uma pessoa sem brilho, sem magnetismo, causa estragos. A aparente submissão cobra alto preço com o passar do tempo.

Em vez de resignação, é preciso emoção, luta e compaixão. Busque o autoaprimoramento em paralelo com o amor intenso pela família: essas duas ações não são contraditórias, precisam caminhar juntas — são, na verdade, a fonte da criatividade e do cultivo de uma lar saudável e no qual todos sentem vontade de sempre retornar.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.335, 13 ago. 2016, p. C2

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