Diga-me com que andas, que te direi quem és!
  • CONHEÇA O BUDISMO

Diga-me com que andas, que te direi quem és!

Na sociedade ocidental, muitas vezes o termo "devotar a vida" nos passa uma ideia negativa de sofrimento, anulação e renúncia, como se, para eu me devotar a algo, devesse oferecer a minha vida em sacrifício, sem direito, identidade e nem vontade a partir dessa decisão.

No budismo, essa palavra tem outro significado, tem um valor muito mais libertador e esperançoso. Devotar a vida ao kosen-rufu é ser livre para viver de acordo com o ritmo do universo e possuir força e sabedoria para construir uma vida feliz e tranquila. 

E você, devota sua vida a quê? 

Todo ser humano possui a incrível característica de se dedicar a algo. Por exemplo, é comum assistir cenas de pessoas em estádios de futebol que são capazes de dar a vida pelo time de seu coração. Se o time ganha, ela fica feliz. Se perde, ela se chateia e aquilo pode lhe tornar uma pessoa triste e desiludida. Talvez sem perceber, o indivíduo se dedique àquele time a ponto de mudar seu humor, ser triste ou feliz de acordo com o resultado do jogo. 
Há também aqueles que se devotam totalmente ao trabalho, os que vivem em função da pessoa amada, bem como os que vivem apegados à sua posição social. 
Então, voltando à pergunta: a que devemos nos dedicar? A resposta a essa questão é o que separa a felicidade da infelicidade. 

Por que isso? 


Porque dependendo do solo em que eu plante uma árvore, ela pode se tornar forte ou fraca. Se eu escolho um terreno estável, com a maior quantidade de nutrientes e irrigação possível, certamente a minha planta também será frondosa, segura e rica. Da mesma forma se planto a minha muda em um terreno instável, alagadiço ou seco, ela se desenvolverá e apresentará as mesmas características da pobreza do solo na qual ela se baseia.
E em que o solo fértil podemos nos basear para florescer a felicidade em nossa vida? Nichiren Daishonin nos ensina que a mais suprema e fundamental forma de devoção é a dedicação ao Gohonzon­ — ­­­Nam-myoho-renge-kyo. Essa devoção acontece quando dedicamos a vida a realizar o kosen-rufu com a decisão de propagar amplamente o budismo. 

Como assim?

Sua vida é o maior tesouro que existe no universo. De acordo com o Budismo de Nichiren Daishonin, nada é mais valioso que a existência humana. Além disso, a ciência nos diz que a vida e o universo são exatamente iguais e funcionam em sintonia. Cada vida é um pequeno universo com o mesmo poder e força do grande universo. Porém, algumas vezes, apesar de a vida ser tão grandiosa e possuir infinita potencialidade, o indivíduo não consegue extrair o melhor de si e transforma sua existência num mar de sofrimentos e lamentações. 

Como podemos extrair a verdadeira força que existe em nós?

Nossa vida e o universo são unos e, por isso, possuem a força de tornar o impossível em possível. Quando oramos o Nam-myoho-renge-kyo escolhendo dedicar a nossa vida pela felicidade das pessoas e assim construir um mundo melhor para todos, essa decisão e oração se tornam a chave que sintoniza nossa vida com a Lei Mística que rege o universo. 
A partir daí...a existência se torna tão grandiosa e ilimitada quanto o próprio cosmos! Assim, extraimos nossa verdadeira força. Não é um passe de mágica e muito menos uma força do além. É a resolução e dedicação em construir um mundo melhor, ensinando a cada pessoa que sofre e vive na escuridão da tristeza e da angústia que a chave para a felicidade encontra-se em sua própria vida. E por meio do Nam-myoho-renge-kyo ela poderá extrair todas as virtudes e energia positiva capazes de transformar sua realidade num mundo feliz e tranquilo.

 Gota, poça d’água, ou oceano?

Uma pequena gota possui toda a essência de um grande oceano. A gota é pequena e frágil... até fazer parte do oceano. Porém, a mesma gota d’água se for jogada numa poça se transformará apenas num buraco onde a água se acumula. O ato de se juntar ao oceano ou a uma poça determinará se aquela gota será ilimitada ou apenas um punhado de líquido. 

Pode-se dizer que gota d’água é cada um de nós e, bem como nossos contínuos esforços do dia a dia. O oceano é o ideal do kosen-rufu que visa a felicidade de todos. Quando a pessoa age com o objetivo de se dedicar ao ideal do kosen-rufu, ela se junta ao oceano de felicidade e boa sorte capaz de transformar sua realidade.

Nichiren Daishonin escreveu: “Pense nesse oferecimento como uma gota de orvalho reunindo-se ao oceano ou uma partícula de areia retornando à terra” (END, v. 3, p. 282). O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, comentou: “Nossa vida, unida ao oceano do Sutra de Lótus e a grande terra da Lei Mística, jamais vai desaparecer ou enfraquecer. Estaremos conectados para sempre com o estado de Buda.” (BS, edição nº 1.406, 15 de março de 1997, p. 3). Podemos nos juntar ao grande oceano do kosen-rufu recitando diariamente o gongyo e daimoku, concretizando o shakubuku e etc. Além do esforço diário para se tornar imprescindível no local de trabalho, criar a harmonia familiar e prezar todas as pessoas.

Essas atitudes são comparadas a pequenas gotas que, quando unidas ao vasto oceano do kosen-rufu, ativam um poder ilimitado e nos dão condições de transformar radicalmente o rumo de nossa vida como também o destino de nossa localidade, país e toda humanidade.

Viver com essa determinação fará com que sua existência se sintonize com a energia positiva do universo — o Nam-myoho-renge-kyo. E em sua vida manifestará todas as virtudes necessárias para se construir uma existência verdadeiramente feliz e plena.

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