É importante ter fé (2ª parte)
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É importante ter fé (2ª parte)

A fé a base do Budismo de Nichiren Daishonin

No Budismo de Nichiren Daishonin a prática da fé é exercitada em meio à própria vida diária. Por isso, mantê-la sem negligenciá-la não é uma tarefa fácil. Num diálogo com jovens o presidente Ikeda afirmou: “Talvez não haja nenhuma prática mais difícil do que a da continuidade. Todavia, se desafiarmos para realizá-la um pouquinho mais a cada dia, sem perceber teremos construído um caminho para a felicidade nas profundezas da nossa vida; teremos construído um sólido dique que impedirá de sermos arrastados para a infelicidade”. Em outras palavras, o ponto fundamental para conquistarmos a verdadeira felicidade está justamente na continuidade da prática da fé por meio do desafio diário de avançar mesmo que seja um passo por vez.

Em uma de suas escrituras enviadas a seu discípulo, Shijo Kingo, Daishonin afirma: “Muitas pessoas ouvem e abraçam este sutra, mas quando assim o fazem, ocorrem dificuldades e somente um pouco delas podem continuar em sua fé. Aceitá-la é fácil, mas mantê-la é difícil. Porém, a iluminação encontra-se no ato de manter a fé” .

São várias as orientações que o presidente Ikeda vem dando com relação à importância da continuidade da prática, certa vez ele disse que “o estabelecimento de uma fé resoluta que não vacila sob nenhuma circunstância é o mais importante. Em outras palavras, o objetivo essencial da profunda fé é desenvolver uma fé inabalável e uma personalidade sólida, bem como construir um modo de vida e uma conduta igualmente sólidos. Fundamentados nessa base de fé inabalável, devem ser flexíveis com relação à maneira de empenhar-se para promover ainda mais o kosen-rufu, efetuando todas as espécies de atividades a fim de transformarem as dificuldades (veneno) em fontes de crescimento (remédio)”.

E Nichiren Daishonin também afirma na escritura Resposta ao Lorde Ueno: “Atualmente, existem pessoas que têm fé no Sutra do Lótus. Entretanto, alguns crêem como chamas ardentes, enquanto outros, como água corrente. Quando os primeiros ouvem sobre o budismo, entusiasmam-se como o fogo, mas quando se afastam são dominados pela mente disposta a abandonar a fé. ‘Como água corrente’ significa crer continuamente sem nunca retroceder. Como o senhor frequentemente tem me visitado independentemente das circunstâncias, sua fé é comparável à água corrente. Quão digno de respeito!”.

A analogia da prática da fé com “chamas ardentes” refere-se às pessoas que se entusiasmam com o budismo no início mas logo esmorecem diante da realidade da vida diária. Em contrapartida, a fé de “água corrente” caracteriza-se pela busca contínua do autoaprimoramento por meio da recitação diária do gongyo e do daimoku e de ações para aplicar o poder da oração nas questões do cotidiano. Portanto, a fé de “água corrente” é consolidada pelos desafios da vida diária e manifesta-se no empenho em resolver as questões pessoais, como relacionamento familiar, dificuldades econômicas ou de trabalho, dedicando-se ao mesmo tempo nas atividades da organização em prol do bem comum.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 1.666, 7 set. 2002, p. A6
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