Família –  o laboratório do amor
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Família – o laboratório do amor

A relação entre os membros de uma família deve ser cultivada com esmero, equilíbrio e esforço de todas as partes

Com base na seção Meu bloco, minha alegria — Respostas do romance Nova Revolução Humana para os desafios da vida diária — publicada no jornal Brasil Seikyo. Texto para apoio às atividades na linha de frente da BSGI, principalmente para novos associados.

Foram utilizados trechos do trechos do capítulo “Longa Jornada” do volume 6 da Nova Revolução Humana.


Em 2003, o presidente Ikeda anunciou as “Cinco diretrizes eternas da Soka Gakkai”. A primeira delas é “Prática da fé para a harmonia familiar”. Para alguns, o núcleo familiar é somente a figura da mãe, assim como há aqueles que têm somente o pai; muitos recebem o carinho dos avós, outros são abraçados por uma família com DNA diferente do seu. Seja como for, a relação entre os membros de uma família deve ser cultivada com esmero, equilíbrio e esforço de todas as partes.


O presidente Ikeda reflete: “Nosso objetivo é consolidar uma sociedade ideal em que a felicidade pessoal e a prosperidade social caminhem juntas, e isso inclui, logicamente, famílias harmoniosas. O segredo para se construir uma vida familiar saudável repousa em cada um, baseando-se na Lei Mística, esforçando-se para estabelecer uma vida forte e segura para si, contribuindo, ao mesmo tempo, para a prosperidade da sociedade e para a paz mundial”.


Prática da fé

Cada membro da família carrega sua singularidade que deve ser respeitada, mesmo no quesito crença religiosa. Na  Nova Revolução Humana, Shin’ichi Yamamoto incentiva um associado da Divisão Sênior apreensivo por seus filhos não seguirem suas convicções na fé.


“Shingo Shiroyama relatou suas dificuldades a Shin’ichi.

– Eu tenho cinco filhos. Lamentavelmente, um filho e uma filha não são praticantes. Isso me incomoda porque não consegui realizar a ‘harmonia familiar na prática da fé’ conforme uma orientação do presidente Josei Toda.

– Quantos anos têm os seus filhos?

– Todos já passaram da maioridade.


Shin’ichi explicou-lhe então:

– O senhor se engana em pensar que, pelo simples fato de ser pai, seus filhos irão seguir suas recomendações. A crença religiosa é algo que deve ser abraçado livremente.

– É mesmo?


Shingo mostrou-se surpreso com essa inesperada resposta.

– Pensar que seus filhos irão aceitar a prática budista porque o senhor está praticando é superestimar a condição de pai. Se eles são maiores de idade, já possuem seus próprios pensamentos e vivem com base neles. Cabe ao senhor, de um lado, respeitar a opinião deles.


Budismo na vida diária

“De outro, se deseja realmente que eles compreendam e aceitem a prática do budismo, o senhor próprio deve provar em sua vida diária quanto a prática budista é extraordinária. Em todo caso, o senhor deve se esforçar em ser alvo do orgulho e do respeito de seus filhos. Por convivermos intimamente, não há como enganar nossos familiares. Eles nos avaliam com muito rigor. Por exemplo, se uma mãe fica reclamando e criticando os companheiros e líderes diante de seus filhos, apesar de se empenhar assiduamente na prática budista e nas atividades da Gakkai, eles jamais irão pensar em seguir a crença de sua mãe. Por outro lado, se o senhor deseja a felicidade de seus filhos e ora sinceramente para concretizá-la, esse sentimento atingirá o coração deles e certamente despertarão para a prática da fé. Além disso, essa oração irá produzir benefícios e boa sorte para proteger seus familiares. Por isso, não há nenhuma necessidade de ficar aflito, nem de impor a prática do budismo. Shingo meneou a cabeça e respirou mais aliviado”.


O início da mudança

Um ilustre escritor brasileiro descreve os pormenores da relação familiar: “A família não nasce pronta; constrói-se aos poucos e é o melhor laboratório do amor”.


A mudança de cada indivíduo é construída diariamente. Calcado na prática budista essa transformação resulta numa grande revolução — a revolução humana. Quando mudamos, os outros mudam, nosso ambiente muda, e o mundo se transforma. O local mais importante em que se desenrola o drama da revolução humana é a família.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.413, 31 mar. 2018, p. A7
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