Fazer nossas qualidades brilharem
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Fazer nossas qualidades brilharem

O budismo ensina o caminho para cada um de nós, da maneira como somos, alcançar a felicidade

Discurso do presidente Ikeda adaptado da obra Nova Revolução Humana, volume 16, capítulo “Coração e Alma”, publicado em japonês em outubro de 2006.

Após participar de uma reunião da Divisão dos Universitários, o protagonista do romance Nova Revolução Humana, Shin’ichi Yamamoto, encoraja um jovem preocupado com sua natureza tímida.

— Gentileza e timidez podem ser vistas como diferentes expressões da mesma natureza subjacente. Ao assumir a forma de gentileza, é positiva; ao assumir a forma de timidez, ela pode ser negativa. Quando essa natureza subjacente atua consistentemente de maneira negativa, pode se tornar a causa da infelicidade — observou Shin’ichi.

— Por exemplo, pessoas de temperamento explosivo por natureza podem, muitas vezes, acabar brigando com os colegas de trabalho. Isso pode distanciar aqueles ao redor, gerando relacionamentos tensos. Em alguns casos, essa “cabeça quente” pode levá-los a ser dispensados ou a pedir demissão. E, sendo esta sua natureza básica, o mesmo problema certamente surgirá aonde quer que vão. Nossas naturezas básicas não mudam, mas por intermédio da prática budista canalizamos de modo positivo. Nichiren Daishonin afirma: “Quando alguém passa a compreender e a perceber que cada ser — a cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro — em sua própria entidade, sem passar por nenhuma mudança, possui os ‘três corpos (do buda) eternamente dotados’…” (OTT, p. 200). O budismo ensina o caminho para cada um de nós, da maneira como somos, alcançar a felicidade ao mesmo tempo em que evidenciamos o melhor de nossa disposição e potencial inatos — assim como a cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro manifestam a natureza que lhes é peculiar. As pessoas de temperamento explosivo também costumam ser passionais e ter forte senso do que é certo e errado. Esforçando-se na prática budista, elas não vão mais perder a cabeça por coisas sem importância, e se tornarão pes­soas de forte compromisso contra o mal e a injustiça. Do mesmo modo, pessoas que tendem a ser muito agradáveis ou facilmente manipuladas pelos outros são, na maioria das vezes, bondosas e hábeis em conviver bem com os outros. Por meio da prática do budismo, elas revelam o lado positivo de sua natureza. Extrair esse ponto positivo é o que chamamos de revolução humana. O mais importante é como fazer com que essa transformação ocorra. Basicamente, o essencial é recitar Nam-myoho-renge-kyo e continuar efetuando progressos em sua vida. É fundamental realizar autorreflexão e descobrir aspectos e tendências problemáticos de sua vida. Todos nós temos falhas. Talvez nos inclinemos a culpar os outros quando algo ruim nos acontece, ou nos falte perseverança, ou não estejamos dispostos a ouvir a opinião dos outros. Esses defeitos podem se tornar tendências negativas que obstruem nosso crescimento pessoal e felicidade. Porém, a menos que alguém aponte essas tendências negativas, talvez não as percebamos. Aí é que entram os nossos veteranos na fé e os companheiros de prática. Eles podem nos alertar sobre nossas falhas e nos apoiar no esforço para ultrapassá-las. Também devemos orar sinceramente para desafiar e transformar nossas tendências negativas. Além disso, também podemos nos fortalecer e desenvolver com as atividades da Soka Gakkai.

Fonte:

Brasil Seikyo, ed. 2.292, 19 set. 2015, p. B2.

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