Fé e Prática
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Fé e Prática

Confira o resumo das matérias de estudo do Exame de Budismo para Admissão 2016

As três provas são: documental, teórica e real.

A prova documental questiona se a doutrina dessa religião encontra-se fundamentada em sutas ou escrituras sagradas. Nichiren Daishonin afirma: “... devemos aceitar o que está claramente explicado no texto dos sutras, e descartar tudo que não esteja fundamentado nesses escritos” (Diálogo entre um Venerável e um Homem Não Iluminado, CEND, v. I, p.113). Dessa forma, adverte que devemos adotar doutrinas claramente alicerçadas nos sutras e jamais aceitar ensinamentos não fundamentados nas escrituras.

A prova teórica avalia se a doutrina e as afirmações dessa religião estão de acordo com a razão. Conforme consta na passagem “budismo é razão” (O Herói do Mundo,  WND, v. I, p. 839), o budismo valoriza acima de tudo a razão. Afirmações fora da razão não devem ser aceitas. 

A prova real avalia o resultado da prática da fé embasada nos ensinamentos dessa religião produzido na vida e no cotidiano da pessoa, como também na sociedade. A religião deve exercer uma forte influência no cotidiano e na vida das pessoas e não ser algo abstrato. Assim, deve-se analisar a superioridade ou a inferioridade, e a superficialidade ou a profundidade de uma religião, observando o quanto a prática da fé das pessoas em seus ensinamentos influencia o seu cotidiano e a sua vida.


A prática do Budismo de Nichiren Daishonin, que visa transformar a própria vida, é embasada no exercício da fé, da prática e do estudo. Se carecer de qualquer um desses três itens, o exercício budista deixará de ser uma prática correta.

Fé significa acreditar e abraçar, isto é, acreditar e abraçar os ensinamentos do buda. A fé é o ponto fundamental para ingressar na condição de vida do Buda.

Para se evidenciar na própria vida a extraordinária sabedoria e a condição iluminada do Buda, não há outro meio senão pela fé. Ao abraçar os ensinamentos do Buda com fé, pode-se compreender a verdade dos princípios de vida expostos no budismo.

Portanto, o ponto fundamental da prática do Budismo de Nichiren Daishonin está em acreditar profundamente que este Gohonzon é o único objeto de devoção para manifestar o estado de buda em nossa vida.

A prática corresponde à ação concreta da prática budista abraçando a fé no Gohonzon. O objetivo da prática budista consiste em evidenciar a condição de buda, oculta no interior da própria vida, e conquistar a felicidade absoluta. Para manifestar a condição de buda, são necessárias contínuas ações centradas na razão. Essas ações correspondem à prática. Há dois aspectos na prática: a individual, ou para si próprio; e a altruística, voltada para os outros. Assim como as rodas de um carro, a falta de qualquer um desses dois aspectos não conduz a uma prática completa.

De forma concreta, a prática individual é composta pela recitação do gongyo e do daimoku; e a prática altruística, pelo shakubuku e a propagação dos ensinamentos. As diversas atividades da SGI em prol do kosen-rufu também são exercícios que correspondem à prática altruística.


Uma das ações para a transformação da vida é a prática do gongyo, que consiste na recitação de trechos do Sutra do Lótus e do daimoku diante do Gohonzon.

Daishonin faz uma analogia da prática do gongyo ao ato de polir o espelho na seguinte passagem do escrito:“Tal situação se assemelha a um espelho embaçado que brilhará como uma joia quando for polido. A mente que se encontra encoberta pela ilusão da escuridão inata da vida é como um espelho embaçado; mas, ao ser polida, tornar-se-á como um espelho límpido que refletirá a natureza essencial dos fenômenos e da realidade. Manifeste profunda fé polindo seu espelho dia e noite. Como deve poli-lo? Não há outra forma senão recitar o Nam-myoho-renge-kyo” (Atingir o Estado de Buda nesta Existência CEND, v. I, p.4).

Da mesma forma, nós também, quando mantemos a continuidade do gongyo diário, forjamos e polimos nossa própria vida, transformando totalmente a sua funcionalidade.

Em relação à “propagação dos ensinamentos”, é importante não apenas recitar o <gongyopara transformação de sua condição de vida, mas também apresentar mesmo que seja uma única sentença ou frase sobre o budismo para as pessoas, visando à felicidade de si e dos demais. Em outras palavras, a prática altruística é uma conduta nobre que corresponde a uma ação concreta do comportamento do Buda (trabalho d’Aquele que Assim Chega), como emissária do Buda (emissária d’Aquele que Assim Chega).


No gongyo, a recitação do daimoku, isto é, do Nam-myoho-renge-kyo, com fé no Gohonzon é a parte fundamental. Por essa razão, a recitação do daimoku é chamada de prática principal. A leitura do capítulo “Meios Apropriados” (Hoben) e o jigage de “A Extensão da Vida” (Juryo) tem a função de ajudar a manifestar os benefícios da prática principal do daimoku. Portanto é considerada prática complementar.

Dentre os vinte e oito capítulos do Sutra do Lótus, recitamos “Meios Apropriados” (Hoben) e o trecho jigage de “A Extensão da Vida” (Juryo) por serem os dois mais importantes que revelam a iluminação de todas as pessoas. Daishonin afirma: “Se a senhora recitar os capítulos ‘Meios Apropriados’ e ‘A Extensão da Vida’, então os outros restantes estarão naturalmente incluídos, mesmo que não os recite” (A Recitação dos Capítulos ‘Meios Apropriados’ e ‘A Extensão da Vida’, CEND, v. I, p. 73).

Nós recitamos os capítulos “Meios Apropriados” e “A Extensão da Vida” no gongyo para enaltecer os benefícios do Gohonzon.


O “estudo” refere-se ao estudo dos ensinamentos budistas, buscando o correto aprendizado dos princípios do budismo, tendo como base a leitura respeitosa do Gosho deixado por Nichiren Daishonin.

Sem o estudo do budismo, corre-se o risco de fazer interpretações com base no próprio pensamento ou ser enganado por pessoas que expõem ensinamentos errôneos.

Com o correto aprendizado dos princípios do budismo, podemos aprofundar ainda mais a fé, e desenvolver uma verdadeira prática. Sem dúvida, a base do estudo do budismo é a fé. Nichiren Daishonin esclarece: “Tanto a prática como o estudo surgem da fé” (O Verdadeiro Aspecto de Todos os Fenômenos , CEND, v. I, p. 406).



Fonte: Os Fundamentos do Budismo de Nichiren

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