Fé igual à água corrente
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Fé igual à água corrente

Acredite sempre na sua condição de garantir a felicidade para si e para todos ao seu redor

Desfrute da felicidade na vida diária criando um ritmo de vida poderoso e revigorante como a correnteza contínua e cristalina de um grande rio. Viva no ritmo da Lei Mística e torne sua vida harmoniosa. A energia para isso está em manter em seu cotidiano a consciência de que a sua felicidade e a felicidade dos demais estão em suas mãos.


Fé de água corrente

Na Nova Revolução Humana, parte 54 do capítulo “Yuushoo”, uma das mais recentes, o presidente Ikeda orienta como deve ser a fé de um budista:

“Nesta atividade [para a Divisão Feminina], Shin' ichi falou a respeito da diferença entre ‘fé de fogo’ e ‘fé de água corrente’:

— ‘Fé de fogo’ é uma fé que se compara à brasa inflamada do fogo que dura momentaneamente, ou seja, a pessoa se empenha com seriedade e entusiasmo na recitação do Nam-myoho-renge-kyo e na realização do shakubuku quando está inspirada, mas não consegue manter isso por muito tempo.

— Diferente disso, a ‘fé de água corrente’ é discreta, não faz alarde, assim como a água que segue seu curso permanentemente numa correnteza, é a fé de alguém de espírito resoluto que se empenha por toda a vida no contínuo aprimoramento por meio da fé, prática e estudo, movido por inabalável decisão e senso de missão. Devemos manter para sempre essa ‘fé de água corrente’. O que é importante para conseguirmos isso? A resposta é: a organização [SGI]. Nós, mortais comuns, temos a tendência de nos tornarmos fracos quando ficamos sozinhos, e partimos para a opinião própria, perdendo a devoção e a pureza da fé.


Continuidade

Nos escritos do buda Nichiren Daishonin consta que aceitar a fé é fácil, mas mantê-la é difícil; e que a iluminação está na continuidade da fé.


‘Fé de água corrente’ é manter inabalável a sua coragem de chamar para si a responsabilidade da sua felicidade (jamais reclamar e basear tudo no daimoku) e na felicidade dos demais (shakubuku). Não importam as suas circunstâncias, o daimoku e o shakubuku são constantes.


Viver feliz

Num rio, as águas jamais passam todas de uma só vez. O fluxo é contínuo. Olhando de longe tem-se a impressão de que é a mesma água. Mas não é. A cada momento o volume se renova e se mantém contínuo e caudaloso. A prática budista tem de ser igual. Não há por que fazer tudo de uma só vez (hoje recitarei 24 horas de daimoku etc). Nam-myoho-renge-kyo é o ritmo do universo e viver nessa órbita é recitá-lo e propagá-lo com alegria, continuamente. É tornar a sua vida e as suas vitórias a inspiração para a vitória dos demais.


Dignidade da vida

O presidente Ikeda expõe a dignidade da vida como absoluta e isso quer dizer ter um ritmo de vida saudável, continuamente valoroso e repleto de alegria. Hoje, todos os dias, a todo momento, manter inabaláveis no coração a alegria e a confiança em si e nas pessoas.


Gongyo mais cedo

O presidente Ikeda aborda o horário da recitação do gongyo noturno sugerindo que seja feito o mais cedo possível, de preferência ao entardecer. Não é porque se faz o gongyo nesta ou naquela hora que se obtém a harmonia familiar. Mas é a postura séria da pessoa de assumir para si a responsabilidade pela harmonia familiar a ponto de orar mais cedo adquirindo sabedoria e boa sorte para que no momento de todos reunidos seja criado um diálogo frutífero. [claro que o presidente Ikeda sabe que cada família tem suas peculiaridades e um ritmo de vida específico.]


Dê o seu melhor

A fé igual à água corrente é assim: todos os dias a pessoa mantém o estado de buda como base e faz de si mesma a fonte da alegria no lar, no trabalho, na organização. A pessoa com essa fé faz tudo dando o seu melhor.


Harmonia familiar

Quem tem a fé de fogo, usa geralmente de extremos. Por exemplo, se o marido adora futebol, será criado atrito caso a esposa decida recitar duas horas de daimoku bem no horário do jogo. Se a mulher não perde um só capítulo da novela, o maridão perderá pontos se resolve ler em voz alta o BS bem no dia que o vilão será desmascarado. São exemplos extremos apenas para indicar que fazer da prática budista o ponto primordial quer dizer fazê-lá com prazer e com sabedoria a ponto de os familiares se espantarem com tamanha seriedade e respeito da sua parte: “Como essa pessoa se preocupa com a gente, corre, se esforça, acorda mais cedo etc. Que admirável!”.


Vida continuamente agitada

O que o presidente Ikeda mais deseja é que o cotidiano seja vivido com sabedoria, alegria e harmonia. Isso não quer dizer uma vida pacata; o contrário: assim como um rio mantém sua beleza e correnteza arrastando milhares de litros d’água a cada segundo, felicidade absoluta é manter acesa a fé sem jamais violar sua dignidade humana. Isso é alcançado ao viver continuamente batalhando pelo kosen-rufu sem que nada o detenha.


Vença os inimigos

O presidente Ikeda orienta qual é a essência da prática budista e como é o comportamento de uma pessoa com fé contínua: “Ela [a essência da fé] é a coragem que se manifesta numa pessoa a ponto de ela não ser derrotada por nenhuma dificuldade. É a coragem que a faz perseverar e resistir a qualquer perseguição e, ainda, destruir e vencer o forte inimigo, seja qual for. É também a grande benevolência que uma pessoa manifesta na qual jamais abandona outro ser humano, mesmo que ele esteja na pior infelicidade, vencendo juntos qualquer adversidade ou tipo de destino”.


Transformação

Ao aplicar em cada campo da vida as orientações do presidente Ikeda, seu bom-senso e humanismo prevalecem e se destacam. A prática budista fica empolgante, a saúde melhora, a capacidade de derrotar problemas se torna constante, a longevidade prevalece e a harmonia familiar se instala.


Conclusão: cada dia mais humano

Manter-se humano em todos os momentos; eis a fé igual à água corrente. Essa forma humana e correta de viver está revelada na frase do presidente Ikeda: “Não há orgulho maior que a satisfação e a alegria de ter lutado com todas as forças pelo kosen-rufu”.


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.185, 29 jun. 2013, p. A4
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