Filhote de leão também é leão
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Filhote de leão também é leão

Todos somos budas. É para ter consciência disso – e ter um modelo de conduta que faça atingirmos o estado de buda no presente – que precisamos de um mestre

O mesmo engajamento do mestre

Filhote de leão também é leão. Portanto, ser discípulo do presidente Ikeda é ter o mesmo espírito de luta que ele. Nos escritos do Buda consta: “O rei leão não teme nenhum outro animal e assim também agem seus filhotes. Uma cria de rei dos bois será rei dos bois; ele nunca será rei dos leões”.


Um exemplo

Suponha que um leão tenha 100 filhotes e suas crias estão prestes a ser atacadas por feras e aves de rapina. Os filhotes ficam apreensivos, amedrontados. Ao perceber a situação o rei leão solta seu poderoso rugido que imediatamente enche de coragem os filhotes e aterroriza os inimigos. Com isso, derrotam as feras de forma esmagadora. Este exemplo também consta nos escritos e mostra a essência da unicidade de mestre e discípulo.


O presidente Ikeda analisa este trecho e afirma: “A tática empregada pelos 100 filhotes, que representam os discípulos, é munir-se da coragem adquirida com o rugido do rei leão, o mestre, e derrotar as feras e aves de rapina.”


Exemplos de Leões na história do humanidade

A imagem do leão faz menção a um rei, um monarca. Desde os tempos antigos, o leão é considerado o rei dos animais. O buda Nichiren Daishonin descreve o leão como “o monarca de todas as criaturas sobre a terra”. O leão é um animal caçador e o maior membro da família dos felinos, os machos possuem uma juba que lhe dão ar de imponência. Em épocas antigas, os leões eram considerados símbolos da juventude eterna e da imortalidade e usar a pele ou aplicar a gordura deste animal sobre o corpo concedia esses benefícios ao ser humano. Por sua vez, Alexandre, o Grande, partiu em sua expedição à Índia encorajado pelas palavras de seu mestre, Aristóteles: “Seja como um leão!” Alexandre tinha a imagem dos olhos de um leão gravada em sua armadura e usava um elmo com a forma desse felino.


Outras comparações com o leão

Os olhos do leão eram símbolo da vigilância e cautela. Acreditava-se que um simples olhar do animal era capaz de petrificar o inimigo ou fazê-lo correr de medo. O leão também simboliza o poder da palavra, a vitória sobre o mal, a recompensa pelas boas ações e a esperança da imortalidade. Um leão é valente, resoluto, poderoso, majestoso e respeitado por todos os animais. O Sutra do Lótus fala do “poder da ferocidade do leão”.


O buda Nichiren é o leão do kosen-rufu

A metáfora do rei leão é usada no Gosho (escrito) para representar o buda e, em particular, Nichiren Daishonin. Ele descreve a si mesmo como “rei leão”.


No Budismo Nichiren, a metáfora do leão é utilizada principalmente para se referir à unicidade de mestre e discípulo. O presidente Ikeda afirma que “O filhote de um leão é e será sempre um leão. Daishonin ensina que nós devemos ter o mesmo espírito do mestre”.


Não seja mero espectador

A prática do budismo deve ser conduzida tendo como inspiração e modelo de conduta o mestre. Só assim é possível manifestar a iluminação. “Se não empenharmos grandes esforços pela felicidade das pessoas com a mesma decisão do mestre, não podemos ser chamados de ‘filhos do rei leão’. Pior, se somos filhos do rei leão cujas ações geram zombaria das ‘raposas’, então não estamos qualificados como sucessores do rei leão. [...] Aqueles que se limitam a venerar o Buda como meros espectadores passivos, não se qualificam como verdadeiros discípulos.” (Daisaku Ikeda).


Todos temos a força de um leão

Na essência todos somos budas. Para acreditar nisso e ter um modelo de conduta que faça atingirmos o estado de buda no presente, precisamos de um mestre. Cabe ao discípulo alinhar sua condição de vida à do mestre e, com isso, adquirir a mesma força e sabedoria dele. Essa é a essência do budismo e o caminho direto à iluminação.


Desenho em miniatura do budismo

O mestre tem o papel de impulsionar o discípulo por meio do seu rugido de leão. E o discípulo, de incorporar esse espírito de luta e atuar vitoriosamente. “No budismo provisório consta que o mestre deve salvar o discípulo, mas no budismo verdadeiro, o discípulo protege o mestre, vence pelo mestre e, juntos, mestre e discípulo, lutam pelo mesmo ideal. O presidente Toda bradou: ‘O mais importante é o discípulo! O discípulo define o futuro. É pela grandiosidade do discípulo que o mestre é respeitado’. Essa é a essência da vida. Essa é a alma do budismo. É a Soka Gakkai quem torna clara e ensina a unicidade de mestre e discípulo do budismo. Mestre e discípulo são o desenho em miniatura de todo o budismo. Pessoas presunçosas não compreendem a unicidade de mestre e discípulo. Por isso não compreendem o budismo. Se eu não existisse, não haveria o presidente Toda. E se não existisse o presidente Toda, não haveria o presidente Makiguchi. Essa é a verdadeira unicidade de mestre e discípulo”, finaliza o presidente Ikeda.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.130, 5 maio 2012, p. A4
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