“Gohonzon, está me ouvindo?”
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“Gohonzon, está me ouvindo?”

Ser sincero é o maior tesouro na vida. Com essa virtude as pessoas produzem benefícios inimagináveis

Com base na seção Meu bloco, minha alegria — Respostas do romance Nova Revolução Humana para os desafios da vida diária — publicada no jornal Brasil Seikyo. Texto para apoio às atividades na linha de frente da BSGI, principalmente para novos associados.

Foram utilizados trechos do trechos do capítulo “Desbravadores” do volume 1 do romance Nova Revolução Humana.

Analisando o volume 1 da Nova Revolução Humana, nós nos defrontamos com a história de Kazuko Ellick, japonesa, enfermeira que havia entrado para a Soka Gakkai alguns anos antes de Ikeda sensei a encontrar em Los Angeles. No Japão, um rapaz que trabalhava na rádio do Exército norte-americano naquele país a pediu em casamento, e ela aceitou. Parecia um sonho não fosse a mãe do moço ter sido contra a união. A sogra, norte-americana, nutria muita raiva dos japoneses por causa da guerra:

“Ela enviou a Kazuko uma carta na qual dizia: ‘Meu filho nunca irá se casar com uma jap [forma prejorativa com a qual eram chamados os japoneses]!’ Mas Kazuko não se deixou intimidar. Ao receber a carta, de imediato, enviou a resposta: ‘Cale-se, ianque! Não recebo ordens de ninguém!.”


A guerra entre sogra e nora estava declarada e as cartas ofensivas continuavam. O noivo preparou a papelada do matrimônio e retornou aos Estados Unidos enquanto ela aguardava no Japão a liberação do visto. Porém, duas notícias a abalaram: o visto foi negado e ela contraiu tuberculose, considerada incurável na época. Por ser enfermeira, sabia da gravidade desta doença.


Kazuko não se abateu e reagiu rápido:

“Apesar de sentir tudo ao redor escurecer, recusou-se a ser derrotada. ‘Eu tenho fé’, com esse pensamento Kazuko dedicou-se ainda mais à prática, à propagação do Budismo Nichiren por meio do shakubuku e ao incentivo aos companheiros da Gakkai.”


Quando a sogra soube que Kazuko era enfermeira, mudou o comportamento: “A sogra então escreveu a Kazuko: ‘Por favor, cure-se e venha para os Estados Unidos o mais rápido possível’. Ao ler a carta, Kazuko chorou de profunda gratidão ao Gohonzon”.


A jovem mostrava sinais de melhora e os documentos ficaram prontos. Ela se internou num hospital militar em Kanagawa e foi transferida para um centro médico em São Francisco, Estados Unidos. Sua internação ali era o último obstáculo, caso não se curasse, não iniciaria vida nova nesse país. O médico disse que ela ficaria um mês no hospital e que a conta seria de 500 dólares. Entretanto, ela só tinha 150 dólares. Kazuko determinou: “Não tenho condições de ficar internada por tanto tempo. Por meio da fé, sem falta, irei me curar em uma semana!”. Ela orou firme e decidiu fazer shakubuku mesmo sem saber inglês.


Kazuko escreveu algumas palavras num papel, se armou de coragem e agiu:

“Então, a jovem foi até o jardim do hospital e, de repente, começou a falar bem alto e com forte sotaque: — Ouçam! Todos que estavam no jardim olharam para Kazuko surpresos. Ela prosseguiu:

Nam-myoho-renge-kyo, primeiro! Se querem ir para casa, recitem Nam-myoho-renge-kyo!.” A jovem não ficou envergonhada nem se importou com o que as pessoas poderiam pensar. Sua única preocupação era curar da tuberculose e receber alta do hospital o mais rápido possível. Kazuko retornou para o quarto e recitou Nam-myoho-renge-kyo ainda com mais fé:

“Ela pensava: ‘Gohonzon, está me ouvindo?. Acabei de plantar as sementes do estado de buda na vida de quase cinquenta pessoas. Estou me empenhando na prática budista com todas as minhas forças. O senhor sabe disso, não é mesmo? Então, por favor, me prometa que vou ter alta em uma semana. Eu só tenho 150 dólares. Faça com que a conta da internação não ultrapasse 125 dólares. Preciso dos outros 25 dólares para alugar um quarto depois que eu sair daqui’. Ela orava dessa forma com muita seriedade. Devotava cada dia, desde as primeiras horas da manhã até o anoitecer, ao daimoku e ao seu estilo incomum de propagação.”


Uma semana depois, Kazuko pulou de alegria, a alta foi autorizada. E na hora de acertar as contas, outra surpresa: “Cobraram-lhe exatos 125 dólares”. Ela iniciou a vida nos Estados Unidos e se tornou uma líder excelente e vitoriosa.

Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.384, 19 ago. 2017, p. A7
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