Igualdade e diversidade
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Igualdade e diversidade

Igualdade e diversidade são os pilares que sustentam a cultura de paz e o caminho para cada ser humano manifestar a felicidade absoluta

A única

Dentre as sete parábolas contidas no Sutra do Lótus, a dos Três Tipos de Ervas Medicinais e dos Dois Tipos de Árvores é a única a enfatizar a diversidade dos seres vivos e a benevolência igual e imparcial da sabedoria do estado de buda. Por meio dessa metáfora é apresentado o empenho persistente do Buda em conduzir as pessoas a atingir o mesmo estado iluminado da vida que ele possui.


Três tipos de ervas, dois tipos de árvores

Em resumo, a parábola diz que vários tipos de árvores e de ervas medicinais crescem nas montanhas e nas corredeiras, nas ravinas e nos vales de todo o mundo. Além disso, essas plantas são diferentes no nome e na forma. Dessas várias gramas e árvores, as ervas medicinais distinguem-se como “superiores”, “médias” e “inferiores”; e as árvores, como “largas” ou “pequenas”. Por isso, a parábola recebeu o nome de Três Tipos de Ervas Medicinais e dos Dois Tipos de Árvores.


A chuva

“Uma grande nuvem se forma no mundo e encobre tudo. Essa nuvem benéfica é carregada de umidade”. A chuva provocada por essa nuvem cai em todos os lugares, molhando as árvores e as ervas medicinais. Embora sejam da mesma terra e molhadas pela mesma chuva, as árvores e as ervas medicinais crescem de acordo com sua respectiva natureza e produzem diferentes flores e frutos.


O significado da parábola

“A ‘grande nuvem’ representa o Buda; seu surgimento e o ato de envolver o mundo representam o aparecimento do Buda. Da mesma forma, a chuva que cai em todos os lugares igualmente representa o ensino do Buda e é chamada ‘chuva do Dharma’. As diversas plantas e árvores são os vários seres vivos e a chuva sobre elas representa o fato de ‘ouvir a Lei’. O crescimento das flores e dos frutos corresponde à prática e ao benefício.”


A chuva cai igualmente

“A chuva cai igualmente” significa que a Lei que o Buda ensina é “única em forma, única em sabor”. Isso quer dizer que, definitivamente, o ensino do Buda contém o benefício de possibilitar todas as pessoas tornar-se igualmente budas; é o veículo único do Buda", explica o presidente da SGI, Daisaku Ikeda.


Igualdade não é totalitarismo

Igualdade não significa agir em detrimento de suas características individuais. Não é totalitarismo. Igualdade conforme apresentada na filosofia budista significa que o respeito pela diversidade deve ser o mesmo para todos. Ou seja, cada ser humano é único e digno de ser respeitado como um buda. A igualdade e a diversidade são vitais para nossa existência.


O coração determina tudo

“A atitude de dar importância somente ao tesouro do cofre, ou seja, à economia, não tornará melhor a situação econômica. As coisas podem melhorar por algum tempo, mas isso definitivamente não contribui para o bem da sociedade. O mais importante são as pessoas e o coração. O coração é o que determina tudo”, cita o Dr. Ikeda.


Onde começa o budismo?

O Sutra do Lótus, sem fugir o mínimo da ‘realidade’ do indivíduo, esclarece o caminho para todos atingirem o estado de buda. O budismo começa do reconhecimento da diversidade humana. O humanismo do Sutra do Lótus transmite o princípio de valorizar o indivíduo. Este é o espírito do Buda. O objetivo fundamental da iluminação universal do Sutra do Lótus inicia com a valorização do indivíduo e somente pode ser percebido seguindo firmemente esse ponto.


Aparente contradição

“O grande escritor russo Fiodor Dostoiévski ressalta essa aparente contradição, nos sentimentos expressos por uma personagem de uma de suas obras: ‘Quanto maior meu amor pela humanidade em geral, menos eu amo as pessoas em particular, isto é, separadamente, como indivíduos’. E, em outro trecho, ele diz: ‘No amor abstrato pela humanidade, uma pessoa não ama ninguém a não ser ela mesma’”.


Estado da vida elevado

Uma pessoa com um estado da vida elevado é capaz de reconhecer e valorizar a individualidade das pessoas. Uma pessoa de sabedoria se esforça para fortalecer os outros e para ajudá-los a extrair o melhor de si.


Comportamento como ser humano

Por mais que as pessoas insistam em dizer que atingiram a iluminação, se não agem com benevolência, elas estão mentindo. A sabedoria é invisível. Por essa razão, o comportamento de uma pessoa é o indicador que mede sua sabedoria. Afinal, o propósito do aparecimento do Buda neste mundo é alcançado por meio de seu comportamento como ser humano.


Nichiren Daishonin

Em resposta ao sincero oferecimento de arroz branco que havia recebido, Nichiren Daishonin escreveu: “Deve compreender que o arroz polido não é simplesmente isso, é a própria vida". Pelas cartas enviadas aos discípulos, Daishonin os orientava com base em uma compreensão verdadeiramente meticulosa de sua personalidade e de seu caráter únicos.


Sinceridade dos membros

O presidente Ikeda não despreza nem mesmo um simples pedaço de papel que esteja imbuído da sinceridade dos membros. Sobre isso, ele comenta: ”Num mundo verdadeiramente humano, mesmo as coisas inanimadas não são meros objetos. Elas são vida, um reflexo de nosso coração. E os seres humanos são os mais preciosos de todos”, finaliza.



Fonte:
Terceira Civilização, ed. 519, 12 nov. 2011, p. 46

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