Ilha de Guam, 26 de janeiro de 1975
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Ilha de Guam, 26 de janeiro de 1975

A Soka Gakkai Internacional se tornou a organização monarca da paz, cultura e educação

A paz mundial sempre foi o objetivo maior de todos os membros da Soka Gakkai, organização fundada em 18 de novembro de 1930 por Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda.


Durante a Segunda Guerra Mundial, a organização sofreu as consequências diretas do conflito e por pouco não foi extinta.


Em 1944, Makiguchi faleceu na prisão e Toda, seu discípulo, foi libertado em 1945, ano em que a nação japonesa foi atingida pelas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.


Das cinzas, a Soka Gakkai se reergueu sob a liderança de Toda, que defendia o ideal da revolução humana. Em 8 de setembro de 1957, ele proferiu a histórica “Declaração pela Abolição das Armas Nucleares” diante de cinquenta mil participantes que superlotavam o Estádio Esportivo de Mitsuzawa, em Yokohama. Essa data foi o marco do movimento pela paz mundial da Soka Gakkai.


Para expandir essa rede de cidadãos engajados à causa da paz, Ikeda fundou, em 26 de janeiro de 1975, a Soka Gakkai Internacional (SGI). O lugar escolhido para dar essa partida foi a Ilha de Guam, localizada no noroeste da Oceania e ao sul das Ilhas Marianas do Norte, no Oceano Pacífico. A ilha é território dos Estados Unidos e foi palco de violentas batalhas entre tropas nipônicas e norte-americanas. Nesse solo marcado pela tragédia da guerra, surgiu uma organização dedicada à paz. Nesse dia, foi então realizada a realizada a primeira Conferência da Paz Mundial da SGI. Na ocasião se encontravam reunidos representantes de 51 países e territórios juntamente com o presidente Ikeda, o governador de Guam, Ricardo J. Bordallo, instituiu o “Dia da Paz Mundial”.


Trecho do discurso da fundação da SGI

"Não existe alegria maior para mim do que o fato de que os senhores que representam 51 países, estejam aqui reunidos na busca da meta comum da paz. De um ponto de vista, esta conferência pode parecer muito pequena. Os representantes das nações neste evento podem ser indivíduos sem nome. Entretanto, estou convicto que dentro de alguns séculos, esta reunião de hoje brilhará intensamente na história e seus nomes colocar-se-ão seguramente nos anais do kosen-rufu assim como na história da humanidade.”


Cidadão do mundo

Ao chegar ao Centro de Comércio Internacional de Guam, local onde se realizaria a Conferência, o presidente Ikeda subiu no salão no nono andar para assinar o livro de registros dos participantes. Na primeira página ele escreveu seu nome e na coluna do país de origem colocou “o mundo”.


SGI, o jardim da esperança do povo

Orquídeas, violetas, begônias. Um jardim multicolorido e vistoso. Jasmim, tulipas, bromélias. Ventos frescos sopram, agitam e acolchoam o grande jardim. Crisântemos, magnólias, lírios-do-vale. A sensação de paz e felicidade emana um saboroso odor de esperança e coragem.


Assim é a SGI, um mundo colorido, vivo, alegre. Um grandioso jardim de laboriosos humanos unidos pelo cristalino orvalho da sinceridade.


As palavras do presidente Ikeda naquela significativa data foram memoráveis e ficaram gravadas no coração dos participantes: “O sol do Budismo Nichiren começou a despontar no horizonte. Espero que não busquem apenas florescer a si próprios, mas que também se dediquem a plantar as sementes da Lei Mística pelo mundo para a realização da paz”.


Mundial, grandiosa e pacífica

O mundo ainda não é um lugar seguro. Conflitos, guerras, caos social, famílias desestruturadas, violência, miséria. A lista é enorme. Mas a SGI acredita que as soluções vêm da mente dos que criam tais problemas: os seres humanos. A instituição batalha há 35 anos para criar ondas de humanismo e capacitar jovens para promover a maior revolução de todos os tempos — a revolução humana de cada indivíduo.


As pessoas com ideais bélicos e violentos têm facilidade incrível para unirem-se e criarem movimentos truculentos. O século 20 é exemplo e mais de 200 milhões de pessoas morreram em conflitos. Já as pessoas de bem têm força de alma e não precisam se juntar em grupos para sentirem-se plenas.


O fundador da Soka Gakkai sabia disso. E sonhou criar uma organização das pessoas engajadas na construção da paz. A SGI é fruto desse sonho. Na década de 1930 e 1960, se alguém dissesse que o Budismo Nichiren se propagaria para 192 países e territórios em poucas décadas e teria mais de doze milhões de praticantes, com certeza, não seria levado a sério.


Mas o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, não só visualizou e acreditou nesta possibilidade como executou a tarefa.


Hoje a SGI é uma potente força que busca e influência nos processos de paz. Não meramente com panfletagens, mas por meio da maior prova real possível: tudo começa com uma profunda transformação pessoal dos membros (revolução humana) que transbordam coragem e agem para compartilhar os ideais em suas sociedades.


Chega de apatia e ideias preconcebidas

“A humanidade ainda tem pela frente muitos desafios. Mas a chave para solucionar todos os problemas — seja para edificar uma paz duradoura, seja para proteger o meio ambiente, seja para superar crises econômicas — está em nos despojar de toda a apatia e ideias preconcebidas que nos fazem enxergar a situação como uma realidade implacável ou insolúvel. Tenho firme convicção de que os problemas causados pelos seres humanos podem ser resolvidos pelos seres humanos”, cita o Dr. Ikeda.


Ele continua: “Uma vez, quando estávamos sozinhos, o Sr. Toda me disse: 'Daisaku, se você se tornasse presidente da Soka Gakkai, em quantos países você acha que conseguiria propagar o Budismo Nichiren?' [...] Eu respondi: 'Propagarei em todo o mundo sem falta'. 'Quantos países, exatamente?', ele perguntou. 'Mais de cem', respondi. Seus olhos encheram-se de lágrimas, pois sabia que eu conquistaria tudo o que disse que faria”.


Qual a filosofia da SGI?

O Dr. Ikeda explica: “Precisamos ativar e evidenciar o infinito potencial que existe em nós e usá-lo em prol da humanidade. A filosofia da SGI é a filosofia da esperança e da coragem que torna isso possível. É a filosofia da esperança que revela o caminho da felicidade genuína para todas as pessoas.”


“Nenhuma outra organização budista continua a crescer e a se desenvolver em todo o mundo no mesmo ritmo da SGI. Nosso movimento é realmente extraordinário.”


A SGI é hoje uma vasta rede composta por uma enorme diversidade que transcende até as fronteiras nacionais e étnicas. É a prova da possibilidade de convivência harmônica dos seres humanos. O presidente da SGI em recente discurso solicita a todos os membros da SGI que ampliem ainda mais esse círculo: “Vamos continuar nos engajando alegremente no diálogo, criando cada um de nós um círculo de dez amigos que apoiam e compreendem nosso movimento”.


Ele finaliza: “Nós da SGI sempre promovemos nosso movimento cultivando a amizade e a confiança de pessoa para pessoa. E foi assim que nos tornamos uma organização mundial”.


Você sabia?

Todos os anos, desde 1983, infalivelmente a cada 26 de janeiro, Dia da SGI, Daisaku Ikeda lança sua proposta de paz e a encaminha às Nações Unidas.


“A paz, o mais profundo sonho de todas as pessoas.” Convicto de que um movimento popular centralizado nas Nações Unidas é a chave para transformar este mundo de desunião, hostilidade e violência num mundo de harmonia e coexistência, Daisaku Ikeda, com suas propostas, visa auxiliar a solução dos problemas que afligem a humanidade, pois acredita que os representantes das Nações Unidas podem exercer seu intelecto e razão para o bem da humanidade promovendo significantes resultados.


Suas propostas de paz apresentadas anualmente e seus constantes diálogos com líderes mundiais são iniciativas para concretizar o ideal da declaração de seu mestre Toda: defender o direito inalienável à vida, que todas as pessoas possuem, combatendo o mal pela raiz por meio de uma reforma no interior de cada indivíduo — a revolução humana.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.019, 16 jan. 2010, p. B2, B3 e B4
            Brasil Seikyo,
ed. 1.732, 24 jan. 2004, p. C4
            Terceira Civilização,
ed. 429, 1 maio 2004, p. 6
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