Itai Doshin na prática
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Itai Doshin na prática

Como aplicar em nossa vida o conceito de “diferentes em corpo, unos em mente”

Nichiren Daishonin emprega a expressão “diferentes em corpo, unos em mente” para indicar a união na qual a individualidade de cada pessoa é valorizada e pode ser exercida plenamente.

A frase “diferentes em corpo, unos em mente” designa, de fato, o princípio` supremo de prezar cada pessoa e habilitá-la a desenvolver seu potencial à plenitude.


“Diferentes em corpo” reflete a compreensão de que cada um de nós possui uma missão, um talento e um conjunto de circunstâncias singulares. Já “Unos em mente” significa que, ao mesmo tempo em que manifestamos totalmente nossa individualidade, devemos estar unidos no espírito.


Em contraste, “diferentes em corpo, separados em mente” configura uma situação de total desunião, ao passo que “unos em corpo, unos em mente” descrevem uma condição na qual o pensamento grupal prevalece, a individualidade é ignorada, e o resultado final é o totalitarismo. Nenhuma dessas situações permite que as pessoas expressem suas habilidades ímpares.


Todos, sem exceção, possuem uma missão. Cada pessoa abriga um potencial enorme. Como podemos habilitá-la a dar vazão a ele? Quando um único indivíduo realiza sua revolução humana, proporciona coragem e esperança aos demais, e isso lhes fornece confiança. Inspiração gera inspiração, provocando uma reação em cadeia que produz uma energia descomunal para a mudança.

Nichiren Daishonin sempre encorajava seus seguidores a manter um bom relacionamento e a apoiar uns aos outros. 


No pós-escrito de O Devoto do Sutra do Lótus Enfrentará Perseguições (CEND, v. I, p. 469), verificamos que, ao que tudo indica, os seguidores de Daishonin se reuniam assiduamente para ler as cartas enviadas por ele, estudar seus ensinamentos e discutir o significado de atingir o estado de buda nesta existência e como promover o kosen-rufu. Esses encontros eram parecidos com as reuniões de palestra ou de planejamento que a Soka Gakkai faz hoje em dia.


A prática budista não é algo que realizamos por conta própria, pois como afirma Daishonin as pessoas “são arrastadas pelos fortes ventos da fama e da riqueza, e a chama da lamparina de sua prática budista se apaga com facilidade” (CEND, v. II, p. 295). É essencial nos encorajarmos e nos apoiarmos mutuamente enquanto trilhamos o caminho de nosso avanço. Devemos ser influên­cias positivas, ou “bons amigos” uns para os outros.


Fonte: Brasil Seikyo, Ed. 2372, 20 mai 2017/Encontro com o Mestre

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