Meditação
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Meditação

Mai ji sa ze nen é o pensamento constante de conduzir todos à felicidade

A prática religiosa na SGI é baseada no Gohonzon do Nam-myoho-renge-kyo, objeto de devoção revelado por Nichiren Daishonin fundamentado no Sutra do Lótus do fundador do budismo, Shakyamuni.

No Sutra do Lótus existe um trecho citado na página 20 da Liturgia da SGI: Mai ji sa ze nen. I ga ryo shu jo. Toku ny mu jo do. Soku jo ju bu-shin”: “Medito constantemente: Como conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?”.

Essa frase é o coração do budismo porque revela a intenção e o caráter do Buda — ele dedica todas as suas energias e tempo buscando formas de encorajar as pessoas. Os discípulos do Buda são, portanto, herdeiros desse mesmo desejo e modo de agir.


Meditação não consiste apenas em contemplar algo passivamente. Não existe buda egoísta que pensa só em si. Um buda está sempre firmemente determinado a trabalhar pela felicidade das pessoas. Na Nova Revolução Humana consta:

“Shin-ichi Yamamoto falou sobre o termo Mai ji sa ze nen, do capítulo ‘Extensão da Vida’ do Sutra de Lótus:

— Se explicarmos em uma frase o significado de Mai ji sa ze nen, podemos dizer que é ‘a determinação que está sempre no âmago do coração’. O Mai ji sa ze nen do Buda é a iluminação de todos. Um buda anseia e medita constantemente em como tornar feliz cada uma das pessoas. O importante é o que estamos pensando, desejando e para que oramos — o que está no âmago da nossa determinação. A verdadeira condição de vida se evidencia nesse ponto.


Uma pessoa ambiciosa deseja ardentemente dinheiro ou um cargo; ela foca a mente com máxima intensidade em descobrir meios de atingir o objetivo mesmo que seja passando por cima de outras pessoas. Já um ótimo professor passa o dia tentando achar a melhor forma de educar seus amados alunos. Uma mãe devotada dedica todo seu ser em dar amor, alegria e conforto ao filho.

O tempo todo estamos nos devotando a algo, concentrando nossa mente para alcançar aquilo que mais queremos.

No budismo, aprendemos qual é o foco da mente do Buda. Na SGI, os periódicos, os escritos, as teses, os livros, todos existem para explicar com riqueza de detalhes e da maneira mais simples e aplicável o “pensamento constante” do Buda.


Um budista faz um juramento: “Concentrarei meus pensamentos e dedicarei meus dias à minha felicidade e à felicidade de todos à minha volta”.

A “meditação” de um budista na SGI não está relacionada apenas com o bem-estar pessoal, muito menos é uma busca desenfreda para melhorar apenas a si mesmo ou conquistar algo só para se autoproteger.

Consiste num pensamento firme e focado na transformação de si e de todos — a revolução humana. É um estado mental com grande energia vital interior produzida pela recitação do Nam-myoho-renge-kyo que se expande naturalmente em espiral contagiando o próprio corpo, a família, o ambiente de trabalho e o mundo.


O presidente Ikeda afirma: “O Buda anseia por uma única coisa: ajudar as pessoas a atingir a felicidade suprema. Esse é o pensamento constante de um mestre do kosen-rufu. Com clareza cristalina em seus pensamentos e em seu propósito, o Buda mostra o caminho que todos precisam seguir para alcançar essa felicidade. Ele diz: ‘Avancem nesta direção’. Essa é uma passagem comovente, uma conclusão apropriada para esse poema épico pela salvação da humanidade”.

Por que se preocupar com a felicidade alheia é a prática mais importante do budismo? Esse é o próprio desejo original da vida. Quem põe sua mente e sua vida a serviço do encorajamento das pessoas, expande a vida ilimitadamente, está sempre satisfeito e em sintonia com o universo.


Shakyamuni e Nichiren Daishonin viveram até o último suspiro com base nesse grande juramento — o ardente desejo de conduzir as pessoas à felicidade. A essência do caráter dos três mestres da Soka Gakkai também é o “pensamento constante”, dia e noite, em como conduzir as pessoas do planeta à felicidade.

O Mai ji sa ze nen deles não é apenas contemplação pessoal, mas o mais correto modo de vida que está sempre acompanhado de ações focadas e coerentes com o “grande desejo” do Buda. Portanto, meditar é transformar a si e tudo ao redor, usar toda a força mental para revitalizar o ambiente e melhorar o mundo.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.342, 8 out. 2016, p. C2-C3

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