Mudança interior = felicidade
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Mudança interior = felicidade

Cultive o tesouro do coração e transforme as adversidades

O budismo expõe a “inseparabilidade da vida e seu ambiente” (esho funi). Ambos são fenômenos independentes, porém unos em existência. É inegável o fato de o indivíduo e seu ambiente serem inseparáveis. Esho funi não é mera explicação da relação inseparável entre os dois, significa que a pessoa e seu ambiente formam uma vida única e completa, que nenhum pode existir separadamente.

O buda Nichiren Daishonin diz: “As dez direções são ‘ambiente’ e os seres vivos são a ‘vida’. Para ilustrar, o ambiente é como a sombra; e a vida é como o corpo. Sem o corpo, não pode haver sombra; e sem vida, não existe ambiente. Do mesmo modo, a vida é moldada por seu ambiente.

Querer transformar o ambiente sem a mudança de si é tão paradoxal quanto a tentativa de endireitar uma sombra sem mexer o corpo.


A felicidade não está fora

Em geral, as pessoas buscam fora a solução de seus sofrimentos com a justificativa de que a felicidade se encontra em algo ou alguém. No entanto, com a prática do Nam-myoho-renge-kyo evidenciado pelo buda Nichiren Daishonin e o ato de propiciar que as pessoas à sua volta também conquistem a plena felicidade (shakubuku), é possível alcançar a compreensão de que a mudança em seu interior, ou a revolução humana, transforma qualquer ambiente ou condição.

O presidente Ikeda afirma: “O verdadeiro benefício da prática budista é a transformação interior chamada revolução humana. De acordo com o princípio de inseparabilidade da vida e seu ambiente (esho funi), a mudança do estado de vida provoca também a mudança no ambiente, isto é, nas circunstâncias em geral, propiciando assim a solução de todos os problemas.


As raízes geram os frutos

Imagine uma árvore. Suponha que a árvore seja a vida. Nela há frutos que são os nossos resultados do dia a dia — o ambiente. Muitas vezes, olhamos para nossa realidade e não gostamos do que vemos. Achamos que os frutos que produzimos são poucos e que deixam a desejar.

O que tendemos a fazer, então? A maioria de nós dedica ainda mais atenção aos frutos. Mas de onde eles vêm? São as sementes e as raízes que os geram, o que no budismo chamamos de eu interior. “A virtude invisível gera recompensa visível”, escreveu Nichiren Daishonin a um discípulo. O Buda esclarecia que aqueles que empreendem boas ações não notadas colherão benefícios visíveis e concretos.

É o invisível que produz o visível. E o que significa isso? Isso quer dizer que, se você̂ quer mudar os frutos, primeiro tem de transformar as raízes — quando desejar alterar o que o ambiente lhe oferece, antes deve transformar sua vida por meio da prática do Nam-myoho-renge-kyo e shakubuku.


Ação positiva

“A questão principal é: uma ação positiva possui um benefício inerente. O benefício não é absolutamente algo que vem de fora. Ele surge de dentro de nossa própria vida; manifesta-se por nossas ações. O benefício jorra como água de uma fonte. É isso o que significa benefício”, afirma o presidente Ikeda.

O objetivo do Budismo de Nichiren Daishonin é capacitar a pessoa a desenvolver um mundo interior inabalável, independentemente da situação que esteja enfrentando e, quanto mais a pessoa vive, mais gera valor e felicidade. A chave está na maneira com que ela ora ao Gohonzon, que é a fonte de toda essa energia.


A dedicação à prática budista é, de fato, a fonte de benefícios, muito além da imaginação. Como diz o presidente Ikeda: “O poder supremo do Nam-myoho-renge-kyo nos capacita a transformar qualquer impulso ilusório, carma negativo e sofrimento em estado de buda, sabedoria e benefício. Não há carma negativo que não possamos mudar. Essa é uma extraordinária fonte de esperança. Assim, não há razão para lamentarmos nem nos desesperarmos.”


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.283, 11 jul. 2015, p. A10
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