Nam-myoho-renge-kyo no Exame de Budismo
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Nam-myoho-renge-kyo no Exame de Budismo

O Nam-myoho-renge-kyo é a Lei para a qual Nichiren Daishonin despertou e que transforma fundamentalmente a vida das pessoas

Nesta parte, vamos confirmar alguns importantes aspectos do Nam-myoho-renge-kyo.


O buda Shakyamuni buscou a soluçãopara os sofrimentos das pessoas e, como resultado, despertou para a verdade de que a eterna Lei fundamental que permeia o universo e a vida existia no interior de sua própria vida. Com sabedoria e compaixão, Shakyamuni expôs inúmeros ensinamentos, os quais foram compilados, mais tarde, como sutras budistas. Dentre eles, destaca-se o Sutra do Lótus que revela a verdade da iluminação do Buda.

Nichiren Daishonin elucida que a Lei fundamental para a qual o Buda despertou e que pos-sibilita a transformação do sofrimento de todas as pessoas pela raiz conduzindo-as ao caminho da felicidade é o Nam-myoho-renge-kyo.


Buda é aquele que personificou a Lei fundamental em sua própria vida, enfrentou e venceu todas as formas de adversidades e consolidou uma condição de felicidade absoluta inabalável.

A Lei fundamental que possibilita a todos atingirem o estado de buda é o Nam-myoho-renge-kyo. Lei eterna inerente na vida de todas as pessoas. O Buda despertou para o fato de que a Lei fundamental encontrava-se inerente na sua própria vida e também na de todas as pessoas.

Ele também percebeu que esta Lei transcende a vida e a morte, sendo algo indestrutível que jamais se perde. Portanto, o Nam-myoho-renge-kyo é a lei universal inerente na vida de todas as pessoas; e é também a lei eterna que permeia as três existências do passado, presente e futuro.


No próprio nome, Nam-myoho-renge-kyo, podemos observar o profundo significado da Lei fundamental.

O Myoho-renge-kyo corresponde ao nome completo do título do Sutra do Lótus em ja-ponês [literalmente, o Sutra do Lótus da Lei Maravilhosa (ou Mística)]. Por ser difícil de compreender, a Lei revelada no Sutra do Lótus é chamada de Lei Mística (myoho).

A metáfora usada para compreendermos as características da Lei Mística é o lótus (renge). Para exemplificar, mesmo crescendo num lamaçal, o lótus não se macula e produz uma flor pura com agradável fragrância.

A flor de lótus possui outra característica, pois diferentemente de outras plantas, traz no interior das pétalas o seu fruto (pedestal do lótus), desde o início. Assim, pétalas e frutos (sementes) crescem simultaneamente e mesmo após o desabrochar das flores e surgimen-to dos frutos, as pétalas permanecem. A flor (causa) e o fruto (efeito) germinam ao mesmo tempo e ilustram a simultaneidade de causa e efeito.

Desta forma, a flor de lótus é uma metáfora usada para explicar a característica da Lei Mística.

A Lei Mística elucida a verdade eterna e, portanto, é respeitada e seguida como kyo (sutra ou ensinamento do Buda). Nam (ou Namu) é a reprodução fonética dos ideogramas em chinês da palavra original em sânscrito namas que significa “curvar-se” ou “reverenciar”. O termo foi traduzido a partir do significado dos ideogramas em chinês - “devotar a própria vida” (kimyo). Possui o sentido de devotar-se de corpo e mente à Lei, colocando os ensinamentos em prática e incorporando-os com todo o seu ser.

O Nam-myoho-renge-kyo é a cristalização da postura de compaixão e sabedoria do Buda que deseja conduzir todas as pessoas à iluminação, ou seja, é o próprio coração do Buda.


Apesar de o Sutra do Lótus revelar a existência de uma lei fundamental que permeia o universo e a vida das pessoas, ele não indicou especificamente do que se tratava e nem a sua denominação.

Foi Nichiren Daishonin que despertou para a verdade de que essa Lei fundamental revelada no Sutra do Lótus existia no interior de sua própria vida e elucidou que ela era o Nam-myoho-renge-kyo.

Em outras palavras Myoho-renge-kyo trata-se do nome da própria Lei.

Por meio desta revelação, Daishonin abriu o caminho para libertar as pessoas, pela raiz, do seu sofrimento.

É por esse motivo que louvamos Nichiren Daishonin como o Buda dos Últimos Dias da Lei, uma era de conflitos, repleta de sofrimentos.


O estado de buda, isto é, a condição de vida do Buda, existe também inerente à vida de to-dos os mortais comuns uma vez que originalmente cada pessoa é o próprio Nam-myoho--renge-kyo.

Entretanto, por não terem a percepção dessa verdade da vida, as pessoas comuns não conseguem extrair a força e as funções desta Lei fundamental, do Nam-myoho-renge-kyo, existente em seu interior.

Buda é um estado de percepção desta verdade e, mortal comum, o de ilusão e de descrença desta verdade.

Portanto, no momento em que acreditamos, de fato, no Nam-myoho-renge-kyo e o colo-camos em prática, conseguimos manifestar a força e as funções da Lei Mística em nossa vida.


Nichiren Daishonin representou a sua própria iluminação e o seu estado de buda na forma de mandala, o Gohonzon.

Daishonin escreveu: “Jamais busque este Gohonzon [objeto de devoção] fora de si mesma. Ele existe apenas no corpo de pessoas como nós, mortais comuns, que abraçam o Sutra do Lótus e recitam Nam-myoho-renge-kyo” (O Aspecto Real do Gohonzon, WND, v. I, p. 832).

E, a seguinte passagem consta em Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente: “A grande alegria [é a que uma pessoa] experimenta quando entende pela primeira vez que desde o início é um buda. O Nam-myoho-renge-kyo é a maior de todas as alegrias” (OTT, p. 211-212).

Quando percebemos que somos originalmente um buda e o próprio Nam-myoho-renge-kyo, podemos manifestar a imensurável e formidável boa sorte na vida. Não há alegria maior do que essa.



Fonte: Os Fundamentos do Budismo de Nichiren

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