Não é alguém, é você. Não é algum dia, é agora
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Não é alguém, é você. Não é algum dia, é agora

Para unir as pessoas e mudar o ambiente, seja o primeiro a ser feliz

Eliminar a miséria deste planeta e conduzir cada cidadão à felicidade. Realizar este “desejo do Buda” é uma tarefa gigantesca que pode levar milhares de anos. Mas pelo princípio budista “diferentes em corpo, unos em mente” podemos tornar real esse sonho num curto espaço de tempo. Tudo depende de uma única pessoa.

Ao pé da letra: “Diferentes em corpo, unos em mente” (itai doshin, em jap.): Conceito usado para descrever a união ideal. Em seu escrito Diferentes em Corpo, Unos em Mente, Nichiren Daishonin afirma: “Se o espírito de ‘diferentes em corpo, unos em mente’ prevalecer entre as pessoas, elas alcançarão todos os seus objetivos, ao passo que se o espírito ‘unos em corpo, diferentes em mente’ predominar, não conseguirão obter nada digno de nota".


O que provoca a união entre pessoas é a existência de um claro senso de propósito.

Uma torcida de um time de futebol, por exemplo, se une em torno de um propósito: a vitória desse time do coração.

E a Soka Gakkai? É a organização de pessoas unidas com o claro propósito de manifestar o estado de buda em si e naquelas ao redor. Diferente de todas as outras formas, a união na SGI é baseada em algo imutável: a Lei Mística.

Como se dá a união na Soka Gakkai? Acontece em torno da fé no Gohonzon. Ela ocorre quando um único indivíduo “levanta-se só” — incorpora no caráter o mesmo comprometimento do presidente Ikeda: garantir que todas as pessoas sejam plenamente felizes.


Se você quer a união, levante-se só. O presidente Ikeda orienta: “Onde quer que seja e em qualquer época, se ‘uma única pessoa’ ligada a Nichiren Daishonin se levantar, a Lei Mística sem falta se propagará".

Isso não quer dizer que ela fará tudo sozinha. Mas, sim, que tem ânimo suficiente para realizar tudo sozinha se preciso for. Esse “estado” de total liberdade, coragem, entusiasmo e forte disposição contagia a todos e provoca a união. O levantar-se só é como uma pedra grande jogada num lago e provocando ondas; é uma reação em cadeia de felicidade que provoca naturalmente a verdadeira união.


“O Sr. Makiguchi, que deu a vida por suas crenças, exclamava com paixão: ‘É preferível um único leão a mil ovelhas!’”, diz o presidente Ikeda.

O leão é seguro de si, destemido, forte; um único leão muda completamente o ambiente. Já a ovelha, não — mesmo reunidas em bando, são presas fáceis.

O budismo usa a imagem do leão para representar o levantar-se só e a união ideal que transforma a realidade.


Por exemplo: numa família em desarmonia, a harmonia se restabelece quando um deles levanta-se só embasado na prática budista e decide ser o primeiro a ser feliz mesmo naquele ambiente.

Num local de trabalho corrosivo, torne-se o primeiro daquele ambiente a ser plenamente feliz, emocionalmente autônomo e inicia ondas de encorajamento.

É sempre assim: ambientes mudam, realidades se transformam quando pelo menos uma única pessoa faz a sua revolução humana.


A chave da união e da transformação da realidade é seu próprio levantar-se só: fazer do gongyo, do daimoku e do shakubuku seu ponto de partida e, com entusiasmo e por vontade própria, ser o primeiro a ser feliz tendo senso de responsabilidade igual ao do presidente Ikeda — cuidar, encorajar e apoiar cada pessoa a também levantar-se por si só.

“Este momento [agora] é o instante em que os senhores devem decidir do fundo do coração: ‘Hei de me levantar agora e lutar!’ É a partir desse instante que o destino começa a mudar, a vida começa a se desenvolver e a história tem início”, finaliza o presidente Ikeda.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.313, 27 fev. 2016, p. C2/C3

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