O bem e o mal
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O bem e o mal

Fazer o bem é vencer a batalha contra a própria fraqueza

Respondemos a pergunta de uma leitora: “Vejo no mundo hoje muitas disputas e conflitos. O que diz o budismo sobre o bem e o mal?”

RESUMINDO > Fazer o bem é tratar a vida como um fim e não como um meio. Fazer o bem é expandir o estado de vida, ao passo que fazer o mal é tratar as pessoas como coisa, agir por sentimentalismo e com isso desagregar, manipular, separar. Ao fazer o bem, você e seu ambiente manifestam a profunda alegria do estado de buda. O coração de quem faz o bem é impenetrável à maldade; é um coração sereno, feliz, benevolente, de bom-senso.


A ira

O budismo trata o bem e o mal como o princípio da unicidade do bem e do mal. Ambos são relativos. A raiva, por exemplo, refere-se ao bem ou ao mal? Depende. O presidente Ikeda explica que “a ira dirigida contra o mal é o bem. A ira que surge do egoísmo é o mal. A ira por si só não pode ser chamada de bem ou de mal. O bem e o mal são relativos”. O mais importante é que essa “batalha” do bem contra o mal, no budismo, acontece no seu coração.


SGI, a fonte da felicidade

Ao participar da SGI recitando um sonoro e entusiasmado daimoku e fazendo o shakubuku, você resolve as coisas gerando valor e inspirado pela dignidade da vida.


Reaja contra o mal

O budismo ensina a pessoa a ter uma vida totalmente ativa contra o mal, ou seja, a cada momento é preciso reagir e discernir o bem do mal e travar uma batalha no seu íntimo para não permitir ser influenciado pela negatividade da vida.


Discernimento e ação

Fazer o bem é vencer a batalha para iluminar o próprio coração. Fazer o bem é fazer seus pensamentos, palavras e ações gerarem nobres valores: avanço, alegria e união.


Relacionamentos humanos

Vamos imaginar que esteja incomodado porque uma pessoa está agindo contra o que você acha que é correto. Isso está te deixando angustiado e triste. Como resolver? Se se deixar levar por sentimentalismos, entrará numa espiral de negatividade que, qualquer que seja a solução, deixará traumas, causará medo e provocará insegurança.


A reação budista

Como resolver a situação acima?! Faça seu coração ser o coração de um monarca, regido pelo mesmo ichinen (determinação) do mestre. Tenha total confiança de que nenhum problema é páreo para quem recita o Nam-myoho-renge-kyo. Você senta para orar o daimoku já convicto: “Vencerei esta situação pelo budismo, pelo meu mestre. Acredito sinceramente que todas as pessoas são originalmente budas. Portanto, vou orar e agir com coragem! Não ficarei passivo diante do mal”.


Esperança e vitória

Ao orar exatamente conforme o mestre ensina, saberá discernir a natureza das pessoas e seu eu estará repleto de esperança ao sentir que você está no caminho certo da vitória. Então, vai agir com segurança, serenidade e convicção.


Mais forte

Depois que o problema for resolvido, você e os que estão à sua volta sairão mais fortes e sua vitória servirá de exemplo e inspiração para os que também sofrem com situação semelhante.


Quando lutar contra o mal ?

Num mundo como o nosso, carente de uma correta filosofia de vida, a batalha contra o mal deve acontecer a todo momento. Uma atitude passiva e esporádica gerará somente um pequeno bem. É preciso uma luta ativa e constante até que seu coração seja uma fortaleza. É uma batalha constante para viver nessa condição e o presidente Ikeda incentiva que “cada momento desta existência é uma luta para consolidar esse estado de vida”.


O exemplo do trem

Nessa batalha, ficar passivo é tão ruim quanto ser o agente do mal. O presidente Ikeda dá um exemplo: “Vamos dizer que uma pessoa tenha colocado uma pedra numa estrada de ferro. Isso é maldade. Vamos supor que outra pessoa vê a pedra nos trilhos mas não alerta ninguém sobre a situação, e simplesmente deixa a pedra lá. É verdade que ela não cometeu o mal, mas também não fez o bem. Se em consequência da sua inércia o trem descarrilar, então seria o mesmo que tivesse cometido o mal. Não lutar contra o mal é o próprio mal”.


Saia da passividade

“Não lutar contra o mal é o mesmo que cometer esse mal. Essa é uma séria advertência para as pessoas da época atual, que estão inclinadas a viver desatentas para o que está acontecendo ao seu redor”, explica o presidente da SGI.


Luther King

O Dr. Martin Luther King, líder do movimento norte-americano pelos direitos civis, acreditava que aqueles que permanecem tranquilos diante do mal estão ajudando e favorecendo a maldade. Não se opor ao mal é o mesmo que concordar com ele, dizia.


Ação do mal

O coração de uma pessoa dominada pela escuridão fundamental torna-se o reino do egoísmo. Ao tomar atitudes, a pessoa está insegura, com medo. Essa insegurança a faz manipular, dividir, dissimular. Ela não acredita mais no diálogo nem no princípio da Iluminação universal que diz que todos são budas. Não se incomoda com o sofrimento alheio e coloca a culpa nos outros e pouco faz para mudar a situação. Transforma as pessoas em coisa e mesmo quando faz ações boas, está cheia de intenções ocultas.


Ação do bem

Já a pessoa que vive pelo bem é ativa contra o mal, tem o coração sereno, cheio de esperança. Não fica parada vendo outras pessoas sofrendo, faz shakubuku com alegria e gratidão. Tem respeito absoluto pela dignidade da vida. Transforma o próprio coração na fortaleza de um monarca. Sabe discernir o certo do errado. Tem como base da sua vida a prática da fé pois antes de tudo, recita com convicção e confiança o Nam-myoho-renge-kyo. Usa sua voz para incentivar as pessoas. Usa ao máximo seu potencial para conduzir todos ao seu redor à felicidade.


Conclusão: a vitória contra o mal

Viver pelo kosen-rufu é, por si só, uma atitude ativa contra o mal: “O bem mais elevado é conduzir as pessoas a manifestar o estado de vida que se encontra em sua própria vida, e criar uma solidariedade global de boa vontade. O movimento pela paz, educação e cultura baseado no budismo, ou seja, o movimento do kosen-rufu da SGI, está totalmente de acordo com esse objetivo”.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed.2.151, 13 out. 2012, p. A4
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