O poder benéfico da virtude e da boa sorte
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O poder benéfico da virtude e da boa sorte

O segredo está na ação, porque ela é o que define a pessoa

Com os escritos do buda Nichiren Daishonin, entendemos a missão do Bodisatva Práticas Superiores e dos bodisatvas da terra, e compreendemos ainda a nossa missão e o porquê de existirmos.


Diálogos de vida a vida

Na explanação do escrito Os Benefícios do Sutra do Lótus, o presidente Ikeda afirma: “Uma importante lição deste escrito é o fato de que o kosen-rufu se realiza por compartilhar o ensinamento correto de uma pessoa para outra, sucessivamente, como indicado na passagem ‘duas, três, dez, cem pessoas se unirão a essa recitação [do Nam-myoho-renge-kyo]’. Isso porque o kosen-rufu é um movimento para despertar a vida de cada pessoa, uma após outra, em sucessão. Seguindo fielmente estas palavras de Daishonin, nós, da SGI, viemos propagando o ensinamento correto, dialogando com as pessoas e contando-lhes sobre a nossa prática budista. Os pilares do nosso movimento são os diálogos de vida a vida e as reuniões de palestra”.


Como realizar o kosen-rufu?

Compartilhando o Nam-myoho-renge-kyo com todos, ou seja, ensinando o daimoku e propagando o Gohonzon para as pessoas, uma a uma.


A SGI é a única organização que propaga o ensinamento correto — a prática budista — para as pessoas do mundo inteiro.


O bodisatva

O modo de viver de um bodisatva da terra é ensinar o daimoku e propagar o Gohonzon por meio dos diálogos e das reuniões de palestra.


Como tudo começou

Na época de Daishonin, vários mestres budistas estimavam altamente o Sutra do Lótus, mas nenhum deles havia propagado o daimoku do Sutra do Lótus, o Nam-myoho-renge-kyo.


O Sutra do Lótus foi valorizado e estudado como um ensinamento capaz de transformar a sociedade para melhor e que ensinava como as pessoas poderiam, concretamente, conquistar a felicidade absoluta. Entretanto, ele não tinha se tornado o ponto central da fé das pessoas comuns porque ninguém se preocupou em propagar o daimoku.


A chave está em propagar

Quando o budismo estava restrito à Índia e à China, os grandes mestres como Tiantai, Miao-lo e outros esclareceram profundos princípios do Sutra do Lótus. Nichiren Daishonin observa que alguns deles até recitaram daimoku. Entretanto, não compartilharam nem divulgaram essa prática para as pessoas em geral. Durante os Primeiros e Médios Dias da Lei, após a morte do Buda, as pessoas depositavam sua fé em recitar o nome de vários budas e bodisatvas que apareciam em diferentes sutras, mas ninguém se preocupava em propagar.


O tempo e a pessoa

Por que o daimoku do Sutra do Lótus não foi propagado nos Primeiros e Médios Dias da Lei? O buda Nichiren atribui esse fato a dois motivos: o tempo ainda não havia chegado e a pessoa encarregada de propagar o daimoku não havia aparecido no mundo.


Nos Últimos Dias da Lei, do período em que Daishonin viveu até os nossos dias e por todo o futuro, de acordo com o Budismo Nichiren, o Nam-myoho-renge-kyo é o único caminho capaz de trazer a felicidade do estado de buda para a vida das pessoas.


É preciso propagar

Nesse sentido, ainda há uma questão: quem ensinaria esse caminho para as pessoas, uma vez que nos Últimos Dias da Lei o Buda não estaria mais presente? De quem é a missão?


No Sutra do Lótus consta que o buda Shakyamuni confia ao Bodisatva Práticas Superiores, o líder dos bodisatvas da terra, a missão de propagar a Lei Mística nos Últimos Dias da Lei. Ou seja, a missão de realizar o shakubuku é confiada aos bodisatvas da terra.


Dedicação abnegada

O presidente Ikeda comentou certa vez: “Durante a vida de Nichiren Daishonin, um número considerável de pessoas acreditava no Sutra do Lótus, mas a prática delas consistia em ouvir palestras sobre o sutra ou transcrever suas passagens com o objetivo de alcançar benefícios pessoais. A visão da prática do Sutra do Lótus dessas pessoas era completamente diferente do verdadeiro espírito do buda de trabalhar de todo o coração, mesmo nos momentos mais difíceis, para fazer shakubuku”.


Nichiren Daishonin foi o único a compreender o papel a ser desempenhado pelo Bodisatva Práticas Superiores. Além disso, ele foi o primeiro a se levantar para propagar o daimoku do Sutra do Lótus em meio ao povo.


As ações são fundamentais

O buda Shakyamuni disse certa vez: “Uma pessoa não nasce como um pária nem como um brâmane. Por suas ações, torna-se um pária ou um brâmane”. Essa declaração mostra que as pessoas não são definidas pelas circunstâncias de seu nascimento, mas sim por suas ações.


Nichiren Daishonin revela que a ação correta é praticar os ensinamentos do budismo, exatamente como exposto pelo Sutra do Lótus.


A mesma mente

O buda Nichiren ensina que, quando recitamos daimoku “exatamente como o Sutra do Lótus ensina”, nossa mente jamais deturpará ou distorcerá a verdadeira intenção do buda Shakyamuni. Num trecho da carta, ele afirma: “O senhor deve saber que, a menos que a mente do Buda penetre em nossa vida, não podemos de fato recitar daimoku”.


Num trecho de sua explanação, o presidente Ikeda afirma: “Assim, mesmo nos Últimos Dias da Lei, a ‘mente do Buda’ agirá na vida daqueles que acreditam no Sutra do Lótus — que deixam de lado suas ligações com as visões arbitrárias e concepções errôneas, e sinceramente aceitam o ensinamento do Buda com um coração suave e gentil, e buscam unicamente o Buda com incansável devoção”.


E quem são os bodisatvas da terra?

Aqueles que se levantam para ensinar o daimoku e propagar o Gohonzon. O segredo está na ação, porque ela é o que define a pessoa.


O Sutra do Lótus é o ensinamento máximo do budismo porque revela de forma direta a intenção e o coração do Buda. Por isso, podemos confiar plenamente neste sutra. O Sutra do Lótus é o ensinamento que revela e fundamenta o daimoku e o Gohonzon e, mais do que isso, é nele que é transmitida a missão para os bodisatvas da terra de propagar esse ensinamento.


Fonte: 
Terceira Civilização, ed. 539, 5 jul. 2013, p. 46
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