O que são divindades celestiais ou deuses budistas?
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O que são divindades celestiais ou deuses budistas?

As divindades celestiais, divindades budistas ou divindades benevolentes (shoten zenjin) descritas no Gohonzon, como Brahma e Shakra, [as divindades do Sol e da Lua] atuam em proteção aos praticantes budistas. O budismo explica que suas funções protetoras podem se manifestar por meio das pessoas. Ou seja, de abstratos, esses atributos se tornam concretos.

Com a fé e a recitação do Nam-myoho-renge-kyo, você incorpora a benevolência e a gratidão, características das divindades celestiais, e cria uma rede de solidariedade e compaixão ao redor.

Por exemplo, diante de uma dificuldade, as pessoas que aparecem para oferecer ajuda não surgem por acaso. Especialmente as que têm no coração benevolência e gratidão são consideradas pela ótica do budismo divindades celestiais e divindades benevolentes. Nichiren Daishonin dizia que “As divindades celestiais e as divindades benevolentes assumirão várias formas, como as de homens e de mulheres, e farão oferecimentos para ajudar os praticantes do Sutra do Lótus” (CEND, v. I, p. 35).


Ter proteção não significa que as coisas darão certo ou errado ou se tal fato deverá ou não acontecer. O coração é o que realmente importa. Tudo parte do coração e retorna a ele. Mesmo os fenômenos inexplicáveis saem de dentro de você e o influenciam positivamente de volta. Com a sabedoria da fé, você converte todos os acontecimentos em funções protetoras externas.

O gongyo realizado pela manhã, na verdade, é a reafirmação da sua fé e a ativação da sabedoria. Esse esforço para aumentar a energia vital faz surgir a força mental e o bem-estar no seu cotidiano. Se no fim do dia se sentir vitorioso, com ânimo e coragem, comemore! Afinal, você acionou as funções protetoras do universo.


A proteção está mais perto do que você imagina! O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, explica essa afirmação no contexto da vida diária: “Definitivamente aparecerão pessoas que nos protegerão quando nos depararmos com problemas e dificuldades”.

Pode parecer estranho afirmar que as divindades celestiais são pessoas, mas, segundo o budismo, a vida humana em cada momento abarca todos os fenômenos e se estende ilimitadamente por todo o universo. Por isso, o foco do Budismo de Nichiren Daishonin não está na adoração a deuses ou divindades, e sim na fé de que a vida merece total reverência.

A proteção externa [ações das pessoas, funções da natureza e fenômenos inexplicáveis] é a própria energia vital do ser humano; quanto maior a energia, maior a proteção.


Conforme ensina Nichiren Daishonin, a fé é convertida em coragem para viver de maneira segura e feliz. Mas a fé não deve ser desviada para algo externo porque transformará o indivíduo num ser dependente e sem confiança. É como se vivêssemos aguardando a vida magicamente mudar sozinha. Isto não é budismo!

Do contrário, reconhecer a existência de uma grandiosa força — a vida que transcende o indivíduo e abarca o universo —, faz surgir dentro de si a esperança e a iniciativa de transformar tudo ao redor.


O fator determinante da boa sorte é a fé. Uma pessoa de forte fé é capaz de ativar as funções protetoras a seu favor, que se manifestam como sabedoria e boa sorte. E essa é a forma de viver que realmente importa no budismo. É manifestar o “grande eu” que supera tudo e brilha.

O presidente Ikeda afirma: “Nichiren Daishonin e Shakyamuni foram verdadeiros revolucionários, com uma paixão intensamente ardente. Shakyamuni derrubou a concepção prevalecente de que ‘as pessoas existem em benefícios dos deuses’, ensinando que, ao contrário, ‘os deuses existem em benefícios das pessoas’.

Isso porque, as ‘pessoas comuns’ são as mais nobres e respeitáveis. As pessoas comuns que lutam em prol do kosen-rufu são budas. Esse é o segredo do Buda.



Fonte: BS, ed. 2.298, 7 nov. 2015, p. C2 e C3

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