O que torna uma pessoa verdadeiramente humana?
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O que torna uma pessoa verdadeiramente humana?

É a gratidão. Ser grato é extrair ao máximo o potencial humano

A gratidão é a principal virtude humana. Dela surgem todas as demais virtudes. Ter gratidão é extrair ao máximo o potencial humano.

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, enfatiza: “A grandiosidade humana nada tem a ver com posição social ou conhecimento acadêmico, mas é determinada pelo senso de gratidão da pessoa e pelas ações que ela emprega com base nesse espírito. A gratidão é a base de uma vida verdadeiramente humana”.


O buda Nichiren Daishonin escreveu: “A velha raposa jamais esquece a colina onde nasceu; a tartaruga branca retribui a gentileza que recebera de Mao Pao. Se mesmo os animais sabem o suficiente para agir assim, então os seres humanos deveriam fazê-lo muito mais!”.

Sobre a frase acima, o presidente Ikeda comenta: “Até mesmo os animais têm gratidão. Assim, é realmente muito mais importante que os seres humanos — e, mais especificamente, os praticantes do Budismo Nichiren — tenham gratidão”.


Nichiren Daishonin dedicou a vida à prática do shakubuku por entender que essa era a maneira de viver com gratidão. Ele afirma: “Desde que comecei a estudar a Lei transmitida pelo buda Shakyamuni e a praticar os ensinamentos budistas, sempre acreditei que o mais importante era compreender que deveria cumprir minhas obrigações com os outros e assim estipulei que meu primeiro dever seria saldar as dívidas de gratidão”.


O Buda deu tanta importância à gratidão porque ela é a condição indispensável para uma pessoa manifestar a iluminação.

Ao valorizar a gratidão, o budismo busca potencializá-la ao máximo focando em seu aspecto universal. O presidente Ikeda diz: “Possuir gratidão e retribuí-la faz parte da ética universal". Devido seu caráter universal, a gratidão é o que torna a iluminação acessível a qualquer ser vivo.


Este é um conceito profundo por oferecer um caminho prático para evidenciar a iluminação por meio da gratidão à Lei.

Para que um mortal comum, nos Últimos Dias da Lei, atinja a iluminação, é necessário um tempo infinitamente longo. E não há garantia de sucesso.


Somente os budas conhecem a Lei por estarem conectados a ela. Os mortais comuns, apesar de possuírem o estado de buda, estão tomados pela escuridão fundamental e não se conectam à Lei. Portanto, é preciso um caminho direto e rápido. A gratidão ao Buda permite que uma pessoa enxergue esse caminho da ótica de um buda e manifeste a iluminação, agora.


A gratidão a todos os seres vivos é o reconhecimento do estado de buda na vida de todas as pessoas. Essa gratidão tira a pessoa do campo magnético da negatividade e a conduz à iluminação. As pessoas cientes da gratidão com todos os seres lamentam as ações maldosas dos ingratos. “Da mesma forma, aqueles que estão genuinamente comprometidos em saldar suas dívidas de gratidão lutarão para vencer o mal que surge da ingratidão”, disse o presidente Ikeda.


Assim como a gratidão, a oração é algo genuinamente humano. Por isso, uma não existe sem a outra. “O coração é o mais importante. Não é possível compreender o budismo sem um puro espírito de procura que emana das profundezas do coração. Quando praticamos com a consciência de que somente encontraremos o Gohonzon uma única vez a cada cem milhões ou dez bilhões de anos, um profundo sentimento de gratidão preenche nosso coração cada vez que realizamos o gongyo”, diz o líder da SGI.


Ao sentar-se diante do Gohonzon com sentimento de gratidão, aliado ao espírito de não poupar a própria vida, são produzidas respostas para as orações, garantindo a iluminação no momento presente.

O segundo presidente da Soka Gkkai, Josei Toda dizia em casos de doença: “Devemos extravasar nossa vida na oração ao Gohonzon; precisamos gravar o Gohonzon em nossa vida. Quando recitamos daimoku com a verdadeira determinação de oferecer a própria vida, venceremos sem falha qualquer doença (...) Se virar uma nova página e for realmente capaz de se dedicar ao kosen-rufu, dedicando a própria vida, então posso dizer com toda convicção que você será curado sem falha”.


“Se agir mas se esquecer de ter gratidão, então mesmo aquelas áreas que melhoraram ficarão piores. Você deve praticar a fé com uma abundante e profunda gratidão, mesmo que seja pela mínima melhora! (...) Era assim que o presidente Toda ensinava a ter uma fé que salda as dívidas de gratidão”, finaliza o Dr. Ikeda.



Fonte: Terceira Civilização, ed. 543, 16 nov. 2013, p. 42

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