Otimismo em meio à difícil realidade, sim!
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Otimismo em meio à difícil realidade, sim!

Na versão chinesa dos escritos budistas, saha é traduzido como “resistência”. Mundo saha sugere que as pessoas que vivem neste mundo devem resistir aos sofrimentos.

É também um mundo de injustiça no qual os valores são invertidos e os justos são perseguidos: “É uma terra habitada por pessoas de pouca capacidade, que não conseguem aceitar algo por seu verdadeiro valor. Ao contrário, no mundo saha as pessoas tendem a perseguir os justos”, explica o líder da Soka Gakkai Internacional, Dr. Daisaku Ikeda.


Sobre o século 20, por exemplo, o presidente Ikeda afirma que “talvez nenhum outro século tenha testemunhado tanta tragédia e tamanha insanidade humana. O meio ambiente global tem sido cruelmente degradado e a desigualdade entre ricos e pobres é maior do que nunca”.

Os noticiários diários completam o cenário com histórias de corrupção, violência, etc. Pior ainda são o medo e a sensação de impotência e inoperância diante de grandes instituições, de líderes poderosos que manipulam e usam as pessoas como coisas e se mantêm impunes.


A situação está caótica há muito tempo! Há 2.500 anos, por exemplo, o príncipe Sidarta Gautama se deparou com um cenário muito semelhante.

A busca dele foi intensa e resultou na sua iluminação sobre uma forma poderosa de entender o mundo: “O budismo não está separado da realidade mas sim está dentro dela, confrontando o sofrimento humano e ensinando como superá-lo”, completa o Dr. Ikeda.


Numa primeira etapa o buda ensinou provisoriamente que o mundo saha é um lugar indesejável, cheio de pessoas de extrema maldade. Mas no Sutra do Lótus tudo mudou.

No capítulo "A Extensão da Vida", o mesmo que recitamos no gongyo, ele afirma que este mundo saha é a terra pura onde o buda habita eternamente.


No novo cenário apresentado no Sutra do Lótus, o mundo saha é a Terra da Luz Eternamente Tranquila, o local ideal para se manifestar o estado de buda.

Isso quer dizer que os budistas são “anestesiados” e vivem neste mundo “cegos” para as mazelas? Não, absolutamente não.


A visão revolucionária do budismo ensina que no meio de um lamacento lago nasce a mais bela flor de lótus. O budismo ensina você a ser a “flor de lótus” da esperança, da coragem e do incentivo que se levanta no lamaçal do mundo atual e inicia com forte senso de responsabilidade a sua mudança — revolução humana —, da sua família e do mundo à sua volta.


Qual o elemento capaz de mudar a forma de enxergar o mundo? A compaixão. Ao recitar o Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon você se descobre vivo e entusiasmado para enfrentar as dificuldades. O fato de o mundo ser como é estimula quem pratica o budismo. Não é mais motivo de lamentação. Então, você olha ao redor e percebe as pessoas nadando no sofrimento. “Por essa razão, o buda não fica sem incentivar as pessoas, e não deixa de salvá-las. Este é o espírito de shakubuku”, diz o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda.


Karel Capek, romancista, ilustra bem esse senso de responsabilidade: “Quando alguém está se afogando, não basta ficar ao seu lado e dizer que ‘alguém deveria pular e salvá-lo’. A história necessita de pessoas que agem, não daquelas que apenas dizem o que os outros deveriam fazer”.


Este mundo é o local ideal para viver na mais elevada condição de vida. Comece com você. Revitalize cada indivíduo à sua volta compartilhando sua alegria de recitar Nam-myoho-renge-kyo. A SGI é uma rede mundial de incentivos.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.224, 18 abr. 2014, p. A4

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