Por que no budismo é vital ter um mestre?
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Por que no budismo é vital ter um mestre?

Entenda o que é a causa e efeito de mestre e discípulo e, por que precisamos de um mestre

Causa para a vítória

Existem vários tipos de visões da lei de causa e efeito. A mais profunda e a que mais interessa é, sem dúvida alguma, a visão da lei de causa e efeito que permite atingir a iluminação. Essa é a causalidade da Lei Mística. Pôr em prática a interpretação da lei de causa e efeito apresentada por Nichiren Daishonin conduz diretamente para a vitória, e transforma a vida totalmente.

O presente é efeito do passado, ao mesmo tempo em que é causa do futuro. Parece óbvio, mas as pessoas que sofrem têm como raiz de todos os sofrimentos a ilusão de que o presente é somente o efeito do passado. Pensando assim, elas vivem num ciclo vicioso, aguardando que alguma coisa mude no passado para que tenham um futuro melhor.

Para sair desse ciclo, basta que se desperte para o presente como causa da transformação tanto do futuro quanto do passado. O presidente Ikeda explica: “No momento em que nosso modo de pensar muda, criamos no presente a causa que, com certeza, transformará o efeito a ser manifestado no futuro. O Budismo Nichiren é o Budismo do Sol. É uma filosofia de esperança que nos permite transformar o presente e concretizar um futuro brilhante”.


A base de uma vida iluminada

Reencontro de Daisaku Ikeda e sua esposa, Kaneko, com os estudantes em Taplow Court, (Londres, jun. 1994)

No sentido prático, a oração é a base de uma vida iluminada. No momento em que se recita daimoku, a condição de vida do estado de buda é ativada. Ativar o estado de buda é sentir com toda a vida essa verdade de que, independentemente do que tenha acontecido, “eu mudo o meu presente e transformo o meu futuro”. Libertar a vida presente das amarras do passado faz surgir uma chama ardente de felicidade e determinação que ilumina nossa vida com a sabedoria do estado de buda.

A prática correta do daimoku consiste em recitar o Nam-myoho-rengue-kyo com essa chama, com essa alegria. Sobre isso, o nosso mestre diz: “Orar ao Gohonzon e recitar daimoku não são algo abstrato nem teórico. Trata-se de uma ardente chama interior para sermos vitoriosos. Se essa chama de determinação arder em nosso coração, no instante em que oramos já vencemos”.

Essa alegria transformadora que surge no instante em que recitamos o daimoku só é sentida quando se baseia a conduta diária na unicidade de mestre e discípulo.


E por que é necessário um mestre?

Para extrair o potencial máximo da Lei Mística. Esse potencial se manifesta quando há uma prática correta, o que significa praticar tendo o Gohonzon como espelho e o mestre como exemplo. O Gohonzon é um espelho que reflete o estado de vida. Para que o Gohonzon reflita o estado de buda do tempo sem início, seria necessário que o próprio mestre se sentasse diante dele. A questão é que não somos o mestre. Como resolver isso? Somente por meio da unicidade de mestre e discípulo é possível que o Gohonzon reflita o estado de buda.

O presidente Ikeda explica: “É natural que nossa vida pareça bem diferente da vida de um grande predecessor como o buda Nichiren Daishonin. Isso é perfeitamente lógico já que somos indivíduos diferentes, cada um com as próprias circunstâncias, personalidade, capacidade e subjetividade. No entanto, se fizermos o mesmo tipo de causa que os corajosos devotos do Sutra do Lótus do passado realizaram, ou seja, se mantivermos o mesmo curso de ação e a mesma prática que eles, poderemos obter os mesmos efeitos ou resultados. Esta é uma forma de ver a causalidade baseada no caminho do mestre e do discípulo”.


Perfeita união

Herdar o espiríto do mestre é compartilhar a mesma decisão de realizar o kosen-rufu e, o mais importante, agir totalmente baseado nessa decisão.

O presidente Ikeda conclui: “No momento em que o sol do compromisso compartilhado entre mestre e discípulo surge em nosso coração, começa uma grande transformação. Não há nenhum carma que não consigamos superar, nenhuma batalha que não sejamos capazes de vencer. A unicidade de mestre e discípulo é, para todos os objetivos práticos, um componente indispensável na causalidade para alcançar a transformação fundamental do estado de vida conforme ensinado no budismo.[...] O mestre é a base espiritual, ou a terra, uma fonte de sustento espiritual. Nessa terra, o discípulo faz com que as flores da vitória desabrochem eternamente”.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.059, 13 nov. 2010, p. B9

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