Prática da fé é a própria vida diária
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Prática da fé é a própria vida diária

Confira o resumo das matérias de estudo do Exame de Budismo para Admissão 2016

O supremo benefício fundamental da Lei Mística é atingir o estado de buda, ou seja, consolidar um estado de felicidade inabalável. Viver com base na Lei Mística culmina numa correta forma de vida que edificará a felicidade.

Nichiren Daishonin afirma: “[Na palavra kudoku, o ideograma ku significa “boa sorte” ou “felicidade”.] Também diz respeito ao mérito alcançado por extinguir o mal, enquanto o elemento toku ou doku refere-se à virtude adquirida por realizar o bem” (OTT, p. 148).

Portanto, “benefício” (kudoku) significa extinguir o mal dos desejos mundanos e sofrimentos e fazer surgir o bem da sabedoria e da tranquilidade por meio do empenho na prática da fé. Consta também: “A palavra “benefício” (kudoku) significa a recompensa representada pela purificação dos seis órgãos dos sentidos. De forma geral, podemos dizer que, nesta era, Nichiren e seus seguidores, que recitam o Nam-myoho-renge-kyo, estão conduzindo a purificação dos seis órgãos dos sentidos” (ibidem).

Purificação dos seis órgãos dos sentidos significa purificar nossos seis órgãos (olhos, orelhas, nariz, língua, pele e a mente), ou seja, purificar a vida como um todo, e extrair plenamente as funções que originalmente possuem.

Aqueles que abraçam a Lei Mística exalam de sua vida a boa sorte, conquistam o carinho e confiança das pessoas e sua vida é protegida.

Do contrário, se difamarem o budismo e contrariarem a lei de causa e efeito, gravarão causas negativas em sua existência. A prova real de punição é um sinal ou aviso que alerta a pessoa sobre o seu ingresso no caminho da infelicidade. Perceber os seus próprios erros e refletir sobre sua postura na prática da fé, ou seu modo de viver, faz nascer uma nova decisão de praticar profundamente a Lei Mística.

Quando mudamos o modo de encarar os fatos, a punição, que nada mais é que uma extraordinária característica da Lei Mística para conduzir corretamente as pessoas, pode ser vista como benefício.


Divindades celestiais e divindades benevolentes (jap., shoten zenjin) são as entidades que possuem a função de proteger as pessoas que abraçam a Lei correta, como também a terra em que vivem (Saiba mais em: O que são divindades celestiais ou deuses budistas?).

“Divindades celestiais” (shoten) se referem aos seres do mundo celestial e “divindades benevolentes” (zenjin) às entidades que dão apoio e proteção às pessoas. Elas não possuem uma determinada forma. São diversificadas funções que protegem os praticantes da Lei correta.


Por praticarmos a Lei correta e conduzirmos um modo de vida do bem, as funções benéficas inerentes às pessoas e ao ambiente ao seu redor são convocadas e nos apoiarão e protegerão como divindades celestiais e divindades benevolentes.

Daishonin afirma: “Isso significa que a proteção das divindades depende da força de nossa fé” (O General Tigre de Pedra, WND, v. I, p. 953).


O espírito de “diferentes em corpo, unos em mente” (jap., itai doshin) é a mais importante diretriz para se criar a união harmoniosa da prática da fé visando a expansão do kosen-rufu.

“Diferentes em corpo” (itai) indica as diferenças que existem entre as pessoas como aparência, individualidade, características ou posição social. “Unos em mente” (doshin) significa possuir a mesma mente, isto é, o mesmo ideal ou objetivo.

Em nossa prática do budismo, promover o kosen-rufu, a ampla propagação da Lei Mística para possibilitar todas as pessoas a atingirem o estado de buda, é o grande desejo do Buda e o nosso objetivo primordial. Em “unos em mente”, “mente” (shin) refere-se à “fé” e ao mesmo tempo, o espírito de unir os corações em prol do kosen-rufu.

Nichiren Daishonin afirma: “Se o espírito de ‘diferentes em corpo, unos em mente’ prevalecer entre as pessoas, elas alcançarão todos os seus objetivos, ao passo que se o espírito de ‘unos em corpo, diferentes em mente’ predominar, não conseguirão obter nada digno de nota” (Diferentes em Corpo, Unos em Mente, CEND, v. I, p.646).


Muitas vezes as pessoas encaram a prática budista como algo separado do dia a dia a ser realizada em algum local especial ou num horário totalmente distinto das demais tarefas diárias. A prática do Budismo de Nichiren Daishonin e a vida diária não devem servistas de forma separada e independentes entre si.

Nos escritos de Daishonin consta: “Considere o serviço prestado a seu senhor feudal como a prática do Sutra do Lótus” (Resposta a um Adepto, WND, v.I, p. 905).

Isso significa que as diversas atividades da vida diária são por si só o próprio exercício budista. Quando dedicamos sinceros esforços com base na recitação do daimoku ao Gohonzon, a própria batalha em meio à realidade diária se torna a oportunidade para a manifestação de nosso estado de buda e, ao mesmo tempo, o palco para a transformação da vida.


Nichiren Daishonin afirma em seus escritos: “O propósito do advento do buda Shakyamuni, senhor dos ensinamentos, neste mundo reside em seu comportamento como ser humano.” (Os Três Tipos de Tesouro, WND, v. I, p. 852).

O mais nobre “comportamento como ser humano” se encontra na ação de “respeitar as pessoas”. No Sutra do Lótus é revelada a prática do bodisatva Jamais Desprezar que reverenciava todas as pessoas em respeito ao estado de buda inerente à vida delas.

Mesmo alguém que não tenha despertado para o seu próprio estado de buda, a pessoa possui em seu interior a condição de buda e o potencial para manifestá-la. O Budismo de Nichiren Daishonin proporciona a realização da reforma da sociedade com base no diálogo a partir do princípio de respeito a todo ser humano.

A era maléfica dos Últimos Dias da Lei caracteriza-se pela vida de ilusão e dúvida, menosprezo aos outros, discriminação ao ser humano e pela ideologia da manipulação de pessoas como meros instrumentos. A única forma de mudar tal tendência negativa da sociedade e elevar a condição de vida de cada um é expandir as ações de “comportamento como ser humano” de respeito à dignidade da vida e ao ser humano; de expandir o “bem” e condenar o “mal".



Fonte: Os Fundamentos do Budismo de Nichiren

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