Praticar shakubuku varre a miséria
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Praticar shakubuku varre a miséria

Quando a pessoa muda, o ambiente muda; por isso a SGI valoriza e existe por inteiro em cada indivíduo

Com base na seção Meu bloco, minha alegria — Respostas do romance Nova Revolução Humana para os desafios da vida diária — publicada no jornal Brasil Seikyo. Texto para apoio às atividades na linha de frente da BSGI, principalmente para novos associados.

Foram utilizados trechos do capítulo “Primavera” do volume 8 da Nova Revolução Humana.


“O ambiente era extremamente perigoso. Roubos, brigas e derramamento de sangue eram frequentes. Havia barracas de jogos de azar e fábricas clandestinas de bebidas alcoólicas. Viciados em drogas e alcoólatras arrastavam-se por entre os barracos. A polícia não conseguia prender os suspeitos que se refugiavam na favela. Os moradores da vizinhança chegavam a proibir suas crianças de entrarem nesse antro sem lei.”


Que local é esse?

A descrição acima consta no volume 8 da Nova Revolução Humana. Ikeda sensei retrata como era esse conjunto de habitações precárias chamado Dokan. Após a guerra, grandes manilhas utilizadas na canalização de esgoto foram deixadas num aterro. Com o passar do tempo, desempregados e famílias sem-teto levantaram barracos ali com restos de madeira e chapas de lata em volta das manilhas. Essas manilhas se chamavam “Dokan”, daí o nome da comunidade.


Marginalizados

“Formou-se então uma favela em todo o aterro. Seu interior era apertado, sombrio, úmido e os raios solares atingiam somente o teto. As passagens entre os barracos eram estreitas e formavam um confuso labirinto. Os moradores não recebiam assistência dos órgãos públicos; eram pessoas marginalizadas pela sociedade japonesa.”


Nesse ambiente desolador, começaram a surgir membros da Gakkai e a propagação se intensificou. Os moradores haviam sofrido tanto que não davam atenção aos incentivos. Uma integrante da Divisão Feminina que morava nos arredores persistiu em fazer shakubuku numa residente do Dokan; depois de muitas negativas e orando Nam-myoho-renge-kyo seriamente, conseguiu.


“[Os que entraram para a Soka Gakkai no Dokan] começaram a demonstrar mudanças em suas amarguradas fisionomias, tornando-se mais alegres e radiantes com a comprovação dos benefícios da prática budista na vida diária. Vendo esses resultados com seus próprios olhos, os moradores começaram a ouvir e a aceitar com sinceridade as explicações sobre o budismo.”


Espantando a miséria

Shakubuku não é um item a mais na SGI; é o ponto central, a meta de todas as atividades: “Shakubuku é a missão da Soka Gakkai, e sua crença”, afirma Josei Toda. Em dois anos, já eram trinta famílias praticando o budismo ali. No terceiro ano, 150; cinco anos depois, 400. Mais da metade dos moradores eram membros da Gakkai e ondas de esperança e revitalização se espalharam pelos barracos. Era emocionante ouvir pela manhã as vozes recitando gongyo e daimoku por todos os cantos do Dokan:

“Os membros saíam animados para o trabalho. À noite, muitos barracos se transformavam em locais de reunião de palestra, as pessoas se apertavam no pequeno espaço para ouvir relatos de benefícios, e sorrisos alegres repercutiam pela vizinhança.”


A transformação do ambiente

Quando a pessoa muda, o ambiente muda; por isso a SGI valoriza e existe por inteiro em cada indivíduo. O número de crianças matriculadas nas escolas aumentou muito e a polícia se espantava com a queda brutal do índice de delitos.


Hissayuki Imura morou no Dokan. Com asma, sem emprego, só lhe restou vagar pelas ruas geladas do inverno arrastando a família. Pensou em se matar, mas o sorriso dos filhos fez ele mudar de ideia. Ergueu um barraco frágil na comunidade. Até que ouviu espantado de um conhecido: — Você também pode ser feliz!


Felicidade era uma palavra desconhecida por ele havia muitos anos. Como sua vida ia de mal a pior e ele próprio já estava no fundo do poço, decidiu praticar. Um novo dinamismo brotou em sua vida: — Vou ser feliz!


Chuva de benefícios

A asma sumiu e os clientes em sua barraca de petiscos se multiplicavam. Quanto mais alegria sentia, mais propagava o Gohonzon aos amigos do Dokan. Ele se tornou responsável pela comunidade e as atividades passaram a ser cada vez mais frequentes. Os relatos de benefícios eram ouvidos em todos os cantos. Seu negócio se tornou um restaurante e ele se mudou, feliz, realizado.


“Cada morador do Dokan possuía um drama de vida vencido por meio da prática budista".


A transformação das famílias foi generalizada e, anos depois, o local foi desfeito e o ambiente totalmente revitalizado para reformas no porto.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.385, 26 ago. 2017, p. A7
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