Se pensa que a Lei Mística existe fora do seu coração...
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Se pensa que a Lei Mística existe fora do seu coração...

Ao se concentrar em manifestar o estado de buda, as pessoas à sua volta também manifestam essa suprema condição de vida

É um desejo muito nobre querer os familiares praticando a Lei Mística. Quando esse desejo gera a sua revolução humana (transformação fundamental da mente, coração e vida), aí o objetivo se torna alegria. Quando esse desejo se torna cobrança e angústia, o objetivo é causa de sofrimento.

O que fazer, então?! O presidente Ikeda vai no cerne da questão: “As pessoas ao nosso redor refletem nosso estado de vida".


O presidente Ikeda afirma que as relações humanas funcionam como um espelho. Ele cita o buda Nichiren Daishonin: “Quando o bodisatva Fukyo curvou-se em reverência às quatro categorias de pessoas, a natureza de buda inerente na vida das pessoas arrogantes curvou-se em resposta a ele. Da mesma forma, quando uma pessoa se curva diante do espelho, a imagem refletida curva-se também".

Portanto, as pessoas da sua família são o exato reflexo do seu próprio estado de vida. Se deseja que eles sejam felizes, deve tornar límpido o espelho, ou seja, você mesmo.


Diante dos familiares a máscara cai e mostramos o que somos de fato. Então, torne-se, de fato, uma pessoa cortês, de bom-senso, polida, calma em conduzir diálogos, sincera. Ao tornar você mesmo uma pessoa grandiosa, todos à sua volta serão assim também. “No decorrer de tais interações [com ou outros], a natureza de buda naquela pessoa, refletindo a nossa própria sinceridade, retornará a nós como resultado. Quando prezamos a pessoa com a mesma profunda reverência dedicada a um buda, a natureza em sua vida atua para nos proteger. Por outro lado, se menosprezamos ou consideramos a pessoa com desdém, é como se estivéssemos encarando a nossa própria imagem refletida no espelho, e, como efeito, caímos no descrédito” cita o Mestre.


Torne a sua mente a morada da benevolência e da gratidão. Faça sua vida ser um “mundo de tesouro”. Tenha um coração convicto de que todos à sua volta são dignos. Enxergue com clareza que todo ser humano é dotado da mesma vida que você; todos (inclusive você) são budas e merecem total respeito. Acreditar nisso é o ponto central do budismo.

A prática de relembrar a si mesmo que todos são budas é explicitada na SGI: recito Nam-myoho-renge-kyo com alegria porque eu sou buda e todos são budas também. Propago o Nam-myoho-renge-kyo e o Gohonzon (faço shakubuku) porque eu sou um buda e cada pessoa, idem.


E se você já tentou várias vezes e ainda não conseguiu ser compreendido sobre a prática da fé?! O presidente Ikeda responde: “Às vezes, mesmo quando conversamos com alguém de maneira sincera, imbuídos de um espírito de profundo respeito, nossa boa intenção pode não ser compreendida. Ainda nestes momentos, como Daishonin nos assegura, a natureza de buda no fundo da vida da outra pessoa se rende à nossa natureza de buda".

Ele continua: “Se continuarmos a dialogar com coragem e sinceridade, embora possamos encontrar resistência momentânea, com o tempo criaremos laços entre essas pessoas e o Budismo Nichiren, e, em algum momento, essa ligação virá a florescer e frutificar na vida delas”.


Sua felicidade não está no fato dos familiares praticarem o budismo. Sentir medo e sofrer porque outros não praticam e não são como você quer é buscar a Lei (a felicidade) fora de si mesmo. Isso é um grave erro. O presidente Ikeda explica: “Se buscamos a iluminação fora de nós mesmos [...] todos os nossos esforços e boas ações para atingir a iluminação não têm efeito por faltar o item principal; serão inúteis como calcular a imensa riqueza do vizinho. Como nenhuma dessas ações nos leva a erradicar a ignorância [de que todos são budas], tornam-se uma ‘austeridade angustiante e sem fim’”.


Uma integrante da Divisão Feminina assumiu a linha de frente das atividades pelo kosen-rufu da sua localidade enquanto desafiava para superar dificuldades financeiras e a doença na família. Sua decisão era uma só: “Vou continuar me esforçando para cumprir minha missão como bodisatva da terra, enquanto eu viver. Farei todas as pessoas felizes, assim oro incansavelmente”.

Após um tempo, a filha herdou o diário da mãe e viu que ela anotava os muitos nomes das pessoas que visitara para fazer. Motivada, a filha, no lugar de sua mãe, “continua a fazer as flores da amizade desabrochar”. Este é um claro exemplo de que o “tesouro do coração” pode desabrochar em cada família.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.183, 15 jun. 2013, p. A4

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