“Será que minha filha vai falar?”
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“Será que minha filha vai falar?”

Presidente Ikeda encoraja uma mãe aflita salientando que por meio de uma prática budista sincera é possível transformar qualquer condição

Com base na seção Meu Bloco, Minha Alegria — Respostas do romance Nova Revolução Humana para os desafios da vida diária — publicada no jornal Brasil Seikyo. Texto para apoio às atividades na linha de frente da BSGI, principalmente para novos associados.

Foram utilizados trechos do capítulo “Raios Benevolentes” do volume 1 da Nova Revolução Humana.


Amor pela reunião de palestra

“A reunião de palestra é a luz que ilumina nossa comunidade e o mundo”, afirma Ikeda sensei em frase na capa do jornal  Seikyo Shimbun de 6 de novembro. Ele complementa: “Vamos, todos, expandir o ‘budismo em nossa província’ conforme Daishonin confiou a nós!”.


As reuniões de palestra na SGI são a força impulsionadora para cada pessoa estimular a própria revolução humana e com isso transformar o mundo. Tudo começa e termina na reunião de palestra.


Em Washington, DC

Numa reunião de palestra em Washington, DC, Estados Unidos, uma mulher participante perguntou a Ikeda sensei: “— Minha filha de 5 anos de idade ainda não fala. Tenho orado com todas as minhas forças, mas ainda não obtive resultado. Será que minha filha vai falar?”.


Um membro da comitiva respondeu no lugar do presidente Ikeda:

“— O Gohonzon é absoluto. Com certeza, todas as orações são respondidas. O problema é que a senhora duvida do Gohonzon. Assim, por mais que recite Nam-myoho-renge-kyo, a situação não irá mudar. Como se sentiria se alguém a desrespeitasse? A senhora não se sentiria motivada a ajudar essa pessoa, presumo eu”.


Diante do tom arrogante da resposta, a jovem senhora deixou escapar um atordoado “Ohh!” e abaixou a cabeça.


O presidente Ikeda sorriu de forma calorosa compreendendo profundamente que a resposta não satisfez aquela sincera mãe. Ele a orientou com compaixão:

“— Não se preocupe. Se continuar a se empenhar com sinceridade na prática da fé, sua filha com toda certeza irá falar”.


Não desista, lute até vencer!

Ele continuou com todo o carinho:

“É claro que isso depende da força de sua fé. Vejamos, por exemplo, um daqueles sinos de bronze gigantes de templos que são muito comuns no Japão. O som do sino depende do objeto que se usado para batê-lo. Se o sino for batido com toda a força usando uma grande tora de madeira, o som produzido será certamente estrondoso. Agora, se for utilizado um palito de fósforo ou um hashi para batê-lo, seu som será muito fraco, praticamente inaudível. Da mesma forma, o Gohonzon para o qual oramos é dotado dos imensuráveis poderes do Buda e da Lei. Porém, se nossos poderes da fé e da prática forem fracos como palitos de fósforo, não obteremos os grandiosos benefícios. Por outro lado, se a senhora empenhar todas as forças na prática do budismo, infalivelmente transformará a condição de sua filha. Por isso, não desista, lute até conseguir a vitória”.


A reunião de palestra sempre nos fornece momentos assim, nos quais somos desafiados a extrair sabedoria para orientar as pessoas de forma simples e acolhedora. O encorajamento do presidente Ikeda era estimulante, claro e acertado.


Ambiente caloroso

Quanto mais as pessoas se sentem à vontade na reunião de palestra, mais confiança manifestam para externar emoções. Uma senhora com expressão preocupada fez a próxima pergunta:

“— Algumas vezes, a pedido de uma vizinha amiga minha, tomo conta da sua filha para que ela possa ir à igreja. Se eu disser que não cuidarei mais da filha, sei que posso acabar com a nossa amizade. O que devo fazer?”.


Ikeda expressou um caloroso sorriso motivado pela alegria de presenciar o verdadeiro fórum de desenvolvimento humano em meio ao povo. Ele respondeu:

“— Estamos nos Estados Unidos, por isso, devemos ter um coração tão grande e magnânimo quanto este país. O que sua amiga faz enquanto a senhora cuida da filha dela é uma questão que diz respeito somente a sua amiga. O que a leva a cuidar da criança é a amizade. É justamente por meio desse laço de amizade que a senhora permitirá que sua vizinha forme um vínculo com o budismo. Não há necessidade nenhuma de ficar ansiosa ou preocupada com isso”.


A resposta estava clara, mas, embora fazendo sinal de concordância, a mulher havia ficado confusa sobre a relação entre o espírito de shakubuku — desmentir a falsidade e expor a verdade — e generosidade e tolerância.


Daisaku Ikeda continuou sua resposta para a senhora em conflito por cuidar da filha da amiga enquanto esta ia à igreja:

“— Devemos ter muito claro em nossa mente o que é verdadeiro e o que é errôneo quando se trata da Lei. Ao mesmo tempo, em nossas relações com as pessoas, devemos ser sempre tolerantes e generosos. Esse é o verdadeiro modo de vida de um budista”.


A visão revigorante do Mestre ficou gravada no coração de todos. Ele finalizou:

“— A postura rigorosa para com os atos errôneos e a postura tolerante e gentil para com as pessoas não são, de modo algum, incompatíveis. São, em essência, parte de um todo. Digamos que uma pessoa seja levada às pressas ao médico por ter ingerido cogumelo venenoso. Esse médico certamente fará tudo o que estiver ao seu alcance para salvar o paciente, seja ele quem for, e irá encorajá-lo. É um exemplo de generosidade e tolerância para com os outros. Certamente, o médico também advertirá o paciente a não voltar a comer cogumelos venenosos. Nenhum médico fica indiferente ao ouvir do paciente que o cogumelo é muito gostoso e que vai comê-lo novamente. Isso corresponde a ter uma postura rigorosa em relação à Lei. Em ambas as situações, o médico é motivado pela compaixão e pelo compromisso em eliminar o sofrimento do paciente. Esse também é o comportamento de um budista. Portanto, não existe nenhum conflito entre o espírito de shakubuku (refutar o errôneo e revelar o verdadeiro) e a amizade genuína. A compaixão é fundamental em ambos. Quanto mais nos empenhamos na prática da fé, mais generosos somos com os amigos e mais profunda é nossa amizade. Como shakubuku é a ação de tocar o coração de alguém por meio do diálogo, a confiança e a amizade são essenciais. Espero que a senhora transcenda as diferenças religiosas e ore pela felicidade de seus semelhantes e estabeleça fortes laços de amizade com muitas pessoas. Essa atitude será a prova real da profundidade e magnitude do budismo.”


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.395, 11 nov. 2017, p. A7
            Brasil Seikyo,
ed. 2.396, 18 nov. 2017, p. A7
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