Sobre florir a vida no momento presente
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Sobre florir a vida no momento presente

O princípio budista “transformação do veneno em remédio” (hendoku yaku, em japonês) revela como transformar os infortúnios (veneno) em benefícios (remédio).


Como surgiu?

Esse termo surgiu com a frase “transformar o veneno em remédio” que aparece primeiro numa obra chamada Daitido Ron [Tratado sobre o Sutra da Perfeita Sabedoria], na qual Nagarjuna (estudioso do budismo) compara o Sutra do Lótus a “um grande médico que transforma veneno em remédio”.


O meio concreto

Até a época de Nichiren Daishonin, esse conceito não passava de teoria. Um princípio complexo e inacessível para as pessoas comuns. E foi o buda Nichiren quem estabeleceu um meio concreto e acessível a todos.


O momento crucial

Nitiren Daishonin expôs esse princípio durante seu exílio na Ilha de Sado, pois muitos de seus dedicados discípulos começaram repentinamente a sofrer uma terrível repressão. Por sentir o sofrimento dessas pessoas como se fosse o seu próprio, o Buda explicou o porquê e como deveriam enfrentar esses obstáculos.

Trata da decisão inabalável que se deve abrigar no coração. Não é para assumir uma postura passiva: ”Ah... já que o inverno nunca falha, então vou esperar meu problema ser resolvido”.


A postura correta

“Recito daimoku na certeza da solução. Vou agir com o sentimento de que já venci.” Se esse sentimento manifesta esperança, convicção, sabedoria e felicidade e o leva a agir na certeza, você está no ritmo da Lei. Lembre-se de que isso deve ser de coração. O que leva a pessoa a recitar daimoku é a certeza da vitória, e não o sofrimento.

"Toda sensei incentivou um companheiro que passava por problemas financeiros com as seguintes palavras: ‘Pode parecer que perdeu tudo, mas, se mantiver firme a prática da fé sem vacilar um momento sequer, terá dez vezes mais que antes. Isso se chama ‘transformar o veneno em remédio’”, cita o presidente Ikeda.

Como transformar seu inverno em primavera?

Como avaliar se a vida de uma pessoa está de acordo com a frase: “O inverno nunca falha em se tornar primavera”? É quando a pessoa conquista o objetivo nas condições que ela desejou. Totalmente. Afinal, o inverno nunca falha em se tornar primavera.

É algo muito sutil. Você tem um objetivo. É tão certo de ser alcançado que você esquece dele. Não há preocupação nem tensão. Tudo aquilo que é uma certeza dificilmente é lembrado.


Imagine o contrário

Você tem um objetivo. Durante a recitação do daimoku fica pensando: “Ai, Ai! Agora vai dar certo. Eu preciso disso, daquilo. Aquilo virá rápido. O inverno nunca falha e blá, blá”. Sinceramente, esta é uma postura de alguém convicto? Por mais que as palavras corretas sejam usadas, o sentimento é o oposto. A pessoa tem tanta dúvida que necessita confirmar seu objetivo a todo instante. No fundo, o que existe é uma tensão e uma preocupação.


É hora de transformar!

Nesse contexto, o que existe no interior de alguém é felicidade, convicção. Estado de vida elevado, objetivo alcançado! Se as dificuldades provocam uma elevação no seu estado de vida, isso é excelente. Se ocorreu uma diminuição nesse estado, é hora de transformar.

O hendoku yaku é decidido na sua postura diante do Gohonzon. No momento da oração. Com uma decisão fraca, sem chance. Decisão forte, não há com o que se preocupar.


Maneira correta de praticar o budismo

Já que o inverno nunca falha em se tornar primavera, por que você precisa ficar orando por ele?! “Ai, Gohonzon, faça que esse inverno vire primavera!” O correto na prática da fé é saber claramente o que se quer; ou seja, ter convicção da conquista dos objetivos pessoais e orar pelo kosen-rufu. “A causa que determina o futuro está no ichinen de hoje. O futuro será determinado de acordo com a determinação (ichinen) do presente. Por exemplo, mesmo que esteja praticando, o importante é a determinação com que está se dedicando", cita o presidente Ikeda.


Concluindo

Transformar o inverno em primavera; o veneno em remédio é mudar sua postura ao orar e agir. Isto é revolução humana. Seja coerente com aquilo que você acredita.



Fonte: Terceira Civilização, ed. 510, 20 fev. 2011, p. 46

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