Todas as pessoas possuem o estado de buda
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Todas as pessoas possuem o estado de buda

O Sutra do Lótus desperta para a realidade suprema da vida de que todos são buda

O Sutra do Lótus é amplamente reconhecido como um dos sutras ou escrituras sagradas mais importantes e influentes do budismo. Nele, Shakyamuni expõe verdade suprema da vida para a qual ele foi iluminado.


A mensagem principal do sutra é que o estado de buda, estado supremo da vida caracterizado pela infinita compaixão, sabedoria e coragem, é inerente a todas as pessoas sem distinção de gênero, etnia, posição social ou capacidade intelectual.


O Sutra do Lótus é um ensinamento que incentiva o envolvimento ativo com a vida cotidiana e todos os seus desafios. O estado de buda não é uma fuga desses desafios, mas fonte inesgotável de energia positiva para enfrentar e transformar os sofrimentos e contradições da vida e criar felicidade. Como o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, tem escrito, o Sutra do Lótus é fundamentalmente um ensinamento de empoderamento. Ele “nos ensina que a determinação interior de um indivíduo pode transformar tudo; confere expressão máxima ao potencial infinito e à dignidade inerente a cada vida humana”.


Realidade suprema

No início do sutra, Shakyamuni declara aos seus discípulos que o princípio, ou “lei”, para o qual ele se tornou iluminado de tal profundidade que é complexo expressá-lo, e que pode ser compreendido somente por meio da sabedoria do buda. É a realidade suprema da vida — a Lei fundamental que sustenta o funcionamento de toda a vida e do universo e é expressa como todos os fenômenos. Embora esta Lei Mística não possa ser facilmente explicada, está contida no sutra, e dedicando-se a este sutra e compartilhando-o com os outros, Shakyamuni diz que seus discípulos e seguidores futuros podem despertar para essa lei na própria vida.


Em sânscrito, a língua em que foi escrito pela primeira vez, o título do sutra é Saddharma-pundarika-sutra. Várias traduções distintas para o chinês foram feitas a partir da versão em sânscrito do sutra, entre as quais a tradução realizada por Kumarajiva (344–413), intitulada Miao-fa-lian-hua-jing (Myoho-renge-kyo, em japonês), foi considerada particularmente notável e facilitou a disseminação do ensinamento na China e no Japão.


Caminho supremo

No século 6, o grande professor budista chinês Tiantai (538–597) teve papel decisivo para asseverar a supremacia do Sutra do Lótus entre os ensinamentos de Shakyamuni. Tiantai constatou uma distinção profundamente significativa entre a primeira e a segunda metade do sutra, em que uma perspectiva radicalmente nova sobre o budismo é aberta. Nesta, Shakyamuni refuta a ideia de que primeiro atingiu a iluminação durante a sua vida na Índia e revela que ele era de fato um buda desde o passado inconcebivelmente remoto. Este ensinamento aponta para a verdade de que o estado de buda existe como uma realidade presente e eterna na vida de todas as pessoas.


Cerca de 1.500 anos após a morte de Shakyamuni, Nichiren Daishonin (1222–1282), sacerdote budista no Japão, cristalizou a realidade suprema exposta no Sutra do Lótus de forma universalmente acessível. Ele a definiu como “Nam-myoho-renge-kyo”, a Lei fundamental que é a essência de toda a vida e de todos os fenômenos. Seus ensinamentos abriram o caminho para as pessoas despertarem para sua natureza de buda. Eles são a realização da intenção do Sutra do Lótus, a intenção que equivale ao desejo compassivo que é a essência do budismo, como expresso pelas palavras de Shakyamuni no 16o capítulo [“A Extensão da Vida”, do Sutra do Lótus] que são recitadas diariamente pelos membros da SGI:

Medito constantemente:

Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo

e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?

 
Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.392, 21 out. 2017, p. A3
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