Transformar o destino, agora!
  • CONHEÇA O BUDISMO

Transformar o destino, agora!

No inverno de 1957, uma senhora, chamada Tamiko Hayashi, estava tão desanimada com a vida sofrida que decidiu cometer suicídio. Desejando ver sua mãe pela última vez antes de morrer, ela pegou um trem com o pouco dinheiro que tinha para então visitá-la.

O trajeto do trem era de Nagoya para a Estação de Ogori. Vestindo calças e avental, a Sra. Hayashi sentia-se envergonhada por seu aspecto maltrapilho e se escondia do olhar dos outros. Junto com ela, levava sua filha de 2 anos.

Toda vez que o trem parava em uma estação, entravam vendedores ambulantes oferecendo refeições. Embora mãe e filha estivessem famintas, não tinham nenhum dinheiro para comprar comida.

Um jovem embarcou no trem em Maibara ou Quioto, ele também não estava bem vestido. Ele sentou-se no banco em frente a Sra. Hayashi e sua filha, abriu um livro grosso encapado com couro preto (mais tarde ela descobriu que era o Gosho) e começou a escrever algo atentamente. Sempre que sua filha via um vendedor oferecendo refeições, ela dizia: “Mamãe, estou com fome”. Sentindo-se miserável e desamparada, a mãe a repreendeu, dizendo-lhe firmemente: “Fique quieta!”.


Passado certo tempo, o jovem chamou um vendedor ambulante e comprou duas refeições. “Como ele tem sorte”, pensou aquela mãe. “Ele pode comprar não somente uma, mas duas refeições. Como ele tem sorte!” O jovem deu-lhe uma refeição e disse-lhe: “Por favor, alimente sua filha”. Por um momento, a Sra. Hayashi ficou muda. Aquilo parecia algo completamente incompreensível.

Tudo o que conseguiu dizer foi: “Muito obrigada”. Envergonhada por seu aspecto, ela se sentia incapaz de dizer mais alguma coisa. 

Até hoje ela se lembra do que havia na refeição: arroz com acompanhamento e peixe frito. Também gravou em sua memória o inesquecível olhar do jovem. “Ele expressava um olhar sereno que irradiava benevolência.” O jovem desembarcou em Osaka. Quando desceu, disse à Sra. Hayashi: “Boa sorte!”. A Sra. Hayashi fitou novamente os olhos dele. “Que olhar sincero”, pensou. E, naquele instante, o sentimento de cometer suicídio desapareceu.


Em Ube, ela se encontrou com a mãe e passou um mês em sua casa. Após esse período, retornou a Nagoya. Pouco tempo depois, um membro da Soka Gakkai falou sobre o budismo para a Sra. Hayashi e ela decidiu praticá-lo.

No ano seguinte, em 22 de março de 1959, foi realizada uma explanação de Gosho na Escola Primária de Matsuba, em Toyohashi. O explanador era o presidente Ikeda (que, na época, era o administrador-geral da Soka Gakkai). A Sra. Hayashi estava grávida pela segunda vez, e sua gravidez já estava bem adiantada quando ela foi assistir à explanação.

A tribuna estava distante e ela não conseguia enxergar o rosto dos líderes. Porém, no momento em que ouviu o presidente Ikeda falar, subitamente sentiu um ímpeto de alegria: “Este é o jovem que conheci no trem! Tenho certeza que é ele!”.

Era inesquecível a voz daquele jovem que ela tinha ouvido no trem. A voz serena que fez com que apagasse de sua mente a decisão de se suicidar. Naquele instante, ela fez um sincero juramento: “Mesmo que eu seja o último membro da Soka Gakkai, sempre seguirei o presidente Ikeda”.



Fonte: BS, ed. 2.307, 23 jan. 2016, p. C4

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