Um ato de extrema gentileza e coragem
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Um ato de extrema gentileza e coragem

Dentre as coisas boas que se pode fazer por alguém, shakubuku é a melhor delas

Shakyamuni: a prática da propagação sempre existiu

Budismo é uma religião de prática e nasceu 500 anos antes de Cristo como um modo ativo de vida por meio do shakubuku — o ato de iluminar a si mesmo e compartilhar essa iluminação com os demais visando a paz social. No livro O Buda Vivo, o presidente Ikeda descreve que o fundador, Shakyamuni, logo que atingiu a iluminação iniciou diálogos com pequenos grupos para compartilhar suas descobertas.

A quantidade de discípulos foi crescendo e assim que alicerçou as bases desta “nova organização religiosa”, o Buda iniciou uma longa viagem para propagar seu ensinamento até a cidade de Uruvela.

Mas seus cerca de sessenta fiéis discípulos não o acompanharam. Foram, sim, escalados para viajar individualmente, cada um em uma cidade, “para assim disseminar esses superiores ensinamentos e demonstrar a maneira correta de pô-los em prática, no interesse da paz e da felicidade do mundo. Não deviam seguir em grupos de dois ou três, mas sozinhos, assim como ele mesmo [Shakyamuni] ia, e transmitir os ensinamentos a tantas pessoas quanto possível”.


SHakubuku por espontânea vontade 

Budismo não é apenas um sistema de filosofia nem uma religião para quem simplesmente deseja passar o tempo num mundo de tranquila meditação — ao contrário, “no interesse da paz e da felicidade do mundo”, devemos realizar o shakubuku por espontânea vontade, como núcleo da prática budista.

O Mestre ensina essa prática para que lapidemos o caráter, aprofundemos a fé e adquiramos “plena autodisciplina e controle”.

“Esse procedimento adotado por Shakyamuni indica mais do que qualquer outra coisa o grau em que o budismo é uma religião de prática”, conclui o presidente Ikeda.


Quem faz shakubuku é um buda

“Recitar Nam-myoho-renge- kyo e possibilitar que outros façam o mesmo é a tarefa mais importante nesta existência”.

Nichiren Daishonin deixa claro que a meta maior do budismo é a felicidade de si e de todos à sua volta. O Gohonzon deixado por ele existe para nos devotarmos por meio da sincera recitação do Nam-myoho-renge-kyo e, em paralelo, o propagarmos. Praticar o daimoku inclui sentir alegria ao recitá-lo e entusiasmo ao propagá-lo: é um processo humano natural e prezeroso. É uma fé ativa e completa porque começa no íntimo de cada pessoa e abarca a sociedade e o mundo.


Transformação completa

Shakubuku é uma prática completa, perfeita e transformadora. Seu impacto é vasto. O presidente Ikeda analisa sua grandiosidade: "Por que o ato de realizar o shakubuku é tão fabuloso? Porque permite a si e ao outro manifestar imediatamente sua condição de buda. E, assim, podem trilhar juntos uma existência feliz que não se abala por nada, independentemente do que aconteça. Por isso, os benefícios dessa ação são tão grandiosos".

O shakubuku praticado na SGI é a mais eficaz prática de transformação humana porque abarca a “criação de valores”, a energia vital, a paz social, a mudança mental ampla, os benefícios, a manifestação imediata do estado de buda; é tudo de bom!


Até não sobrar ninguém

Imagine a poderosa energia manifestada na vida de uma pessoa decidida a transformar a realidade de todos os indivíduos deste mundo até não sobrar ninguém infeliz?

Esta força vital de máxima benevolência surge da pessoa que se une ao mesmo propósito do Ikeda sensei: ela manifesta a mesma força, o mesmo estado de vida, boa sorte e sabedoria dele.

O Mestre conclui: "O quanto você foi capaz de propagar a Lei Mística? A resposta é a sua história que reluzirá com o passar do tempo".



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.360, 18 fev. 2017, p. C2-C3

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