Um brado destemido
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Um brado destemido

Mesmo duramente perseguido, Nichiren Daishonin manteve sua convicção alicerçada na benevolência, na paz e na justiça

Propósito do tratado

Nichiren Daishonin estabeleceu o Nam-myoho-renge-kyo em 28 de abril de 1253, em seguida, dirigiu-se para Kamakura, sede do governo militar da época, para iniciar o movimento de propagação de seu ensinamento.

Segundo os registros históricos, o Japão era assolado por terremotos, secas prolongadas, tempestades e epidemias. Diante desse cenário, Daishonin decide elaborar o tratado Estabelecer o Ensinamento Correto Para a Paz da Nação (Rissho-ankoku-ron).

Um terrível terremoto atingiu Kanto, região central da ilha principal do Japão, em 23 de agosto de 1257. Em Kamakura, esse terremoto devastou por completo a cidade.

No pós-escrito do tratado, Nichiren Daishonin afirma que o terremoto de 1257 foi o motivo principal que o levou a examinar as questões políticas, religiosas e sociais para salvar a nação japonesa. O Buda dirigiu-se em 1258 ao templo Jisso-ji para estudar os sutras budistas a fim de nutrir seu tratado. Depois de dois anos e meio de pesquisas, ele expôs sua conclusão no Rissho-ankoku-ron.

O tratado foi escrito na forma de perguntas e respostas entre um viajante e um anfitrião. O viajante representa Hojo Tokiyori, que recebeu o tratado, e o anfitrião indica Nichiren Daishonin. De forma extensiva, o viajante se refere ao povo japonês como também a toda a humanidade.

Mesmo duramente perseguido ao revelar a causa fundamental do sofrimento de seu povo, Daishonin não hesita em admoestar os governantes. Suas convicções eram alicerçadas na benevolência, na paz e na justiça.


Verdadeira compaixão

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, comenta essa conduta de Nichiren Daishonin: “Daishonin empreendeu sua grandiosa batalha para ‘estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da Terra’ (Rissho ankoku) desejando unicamente a paz no mundo e a felicidade de todas as pessoas. Nossa contribuição à sociedade herda fielmente esse grandioso espírito da sagrada filosofia de vida. Por isso, não há como não se evidenciar a força do Buda. Não há como não ter a proteção das divindades celestiais. É o desafio para tornar realidade o mundo que todos almejam, no qual as pessoas convivem em perfeita harmonia. Falemos incansavelmente sobre a justiça e avancemos com imponência imbuídos do mais elevado orgulho”.


Nos dias de hoje

No romance Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda traduz o tratado do século 13 de Nichiren Daishonin para os acontecimentos da época atual. “O Budismo de Nichiren Daishonin não é um ensinamento em que basta manifestar o estado de buda ou apenas ser feliz. Ele ensina que só existe a autêntica tranquilidade e felicidade quando também acontece a felicidade das pessoas ao redor e a prosperidade da sociedade. Em outras palavras, o grande diferencial do Budismo de Nichiren Daishonin é ser uma religião do kosen-rufu que sustenta e promove o shakubuku e a propagação.


E para que então é esse kosen-rufu?

É para estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da Terra (Rissho ankoku). Rissho significa ‘estabelecer o ensinamento correto no coração das pessoas’ e, como resultado disso, acontece o ankoku, ou seja, a sólida prosperidade e a paz na sociedade.

Por causa disso, nós, que abraçamos o Budismo de Nichiren Daishonin, temos a missão de construir uma sociedade em que as pessoas digam do fundo do coração que são plenamente felizes.

Vejam este mundo!

Ele continuou:

Vejam a nossa sociedade. Existem muitas pessoas angustiadas sofrendo com pobreza, doença, desarmonia familiar e outros problemas!

Vejam o nosso mundo. As guerras e conflitos não cessam nunca! Nós nascemos neste mundo com a grandiosa missão de bodisatvas da terra para solucionar esses sofrimentos das pessoas. São as nossas ações do dia a dia que determinam o futuro do mundo”. (BS, ed. 2.228, 24 maio 2015, p. A2).


Ações diárias

Nosso comportamento e atitudes positivas resultarão em mudanças em nossa comunidade, assim como na família, que impactarão em nossa nação e, como consequência, no mundo. Essa era a gigantesca compaixão de Daishonin, expressa no comportamento dos praticantes da SGI.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2320, 23 abr. 2016, p. A8

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