Uma análise sobre a coragem
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Uma análise sobre a coragem

A coragem é a chave para uma vida feliz. Num poema de Goethe consta o seguinte verso: “Coragem perdida — perda total!”. Por suas palavras, percebe-se quanto é importante ser uma pessoa destemida.

Pessoas que se deixam dominar pelo ambiente acreditam que o medo é útil, como forma de evitar problemas. O medo provoca ignorância, egoísmo e infelicidade. Covardes não constroem uma sociedade baseada na verdade e na justiça. Ao contrário, o que prevalece é a mentira e a injustiça.


Coragem não é enfrentar situações perigosas, tais como se envolver em uma briga impulsivamente. Não é agir como os heróis brucutus do cinema.

Mas, afinal, o que é coragem?

É a força para viver corretamente, ou seja, consiste em viver pela verdade e pela justiça.

A verdade é o direito de cada indivíduo a uma vida feliz. Justiça é viver por essa verdade. Em outras palavras, é ter coragem para ser feliz e encorajar os outros a serem felizes também.


A partir da coragem, manifestamos a sabedoria e a benevolência necessárias. Sendo assim, a coragem é o motor que impulsiona a vida. É partir dela que a pessoa adquire força para avançar e viver pela verdade e pela justiça.

Essa mudança de atitude não é deixar de ser quem você é. Significa ter coragem para vencer o medo das dificuldades e das circunstâncias.


Numa situação de sofrimento, é mais fácil ceder ao medo e procurar por soluções miraculosas e superficiais do que ter coragem e buscar o profundo.

É por ser difícil que se faz necessária a prática budista. Daishonin instruiu que o ato de recitar o Nam-myoho-renge-kyo, ensinar o daimoku e propagar o Gohonzon é a prática budista ideal que desperta coragem.


O presidente Ikeda afirma: “Para o Budismo de Nichiren Daishonin, fé é um ato de ilimitada coragem e o daimoku é a força motriz que sustenta essa coragem”.

A transformação da sua vida começa com a recitação do Nam-myoho-renge-kyo ao Gohonzon. O segredo está na atitude corajosa de enfrentar as dificuldades com sabedoria e sem perder a calma. Sem desafiar as circunstâncias, não se manifesta o estado de buda.


A atitude corajosa torna a iluminação a base sólida da sua vida. Para ser feliz, é preciso ser destemido. Jamais se deve ter medo. Não é preciso temer, reclamar ou lamentar sobre uma situação.

Os benefícios da prática budista não existem para aqueles dominados pelo medo. Conforme Nichiren Daishonin assegura: “Tudo depende de sua fé. Uma espada será inútil nas mãos de um covarde. A poderosa espada do Sutra do Lótus deve ser manejada por alguém corajoso na fé”.


O correto é enfrentar as circunstâncias com coragem e daimoku. Agir dessa forma ativa a Lei Mística que flui em sua vida.

O Nam-myoho-renge-kyo recitado por alguém comprometido a inspirar coragem nas pessoas é o motor para um avanço infinito. Para aqueles que recitam daimoku com coragem, nem o destino, nem o ambiente e nem as dificuldades são impedimentos.


Fonte:

Terceira Civilização, Edição 551, 26 jul. 2014, p. 16


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