Unidade dentro da diversidade
  • CONHEÇA O BUDISMO

Unidade dentro da diversidade

O presidente Ikeda declara que "a verdadeira união começa com uma profunda mudança na mente de cada pessoa”

O desafio do século 21

A convivência entre pessoas é o maior desafio do século 21. Família, trabalho, estudo, amigos. Em todos os ambientes há a necessidade do contato entre seres. Mesmo sozinho, há o contato consigo mesmo por meio do imenso universo interno repleto de pensamentos, desejos, angústias, contradições etc.


Somente no século 20, morreram 200 milhões de pessoas em guerras, conflitos e armistícios, que são o epítome da desconfiança e da intolerância entre pessoas.


Ainda hoje, além das dezenas de conflitos deflagrados pelo mundo há milhares de pessoas sofrendo os males da mente pela incapacidade de conviver com outros. São muitas indivíduos em situação de refúgio, sobreviventes de conflitos étnicos e vítimas de extremistas na Ásia, na África, na América do Sul, na Europa...


Fórmula da convivência

O Budismo Nichiren propõe uma fórmula muito interessante e eficaz para você conquistar a harmonia na diversidade. [O texto completo está na revista Terceira Civilização ed. 494, out. de 2009].


O presidente Ikeda inicia afirmando que “a verdadeira união começa com uma profunda mudança na mente de cada pessoa”. Ou seja, quem não convive bem consigo mesmo não tolera conviver com outros. Antes de fazer qualquer julgamento externo ou implicar com os alheios, fazer a sua própria revolução humana.


Mente alinhada

Revolução humana é sua mente estar alinhada com as leis universais básicas. Isso quer dizer ter energia vital abundante, ter propósitos claros e possuir um forte poder de decisão. Nichiren Daishonin alerta: “Mesmo uma única pessoa acabará em fracasso se tiver propósitos contraditórios”.


O presidente Ikeda explica essa frase: “É certo que a pessoa acaba em fracasso se tiver pensamentos contraditórios ou conflituosos. Uma pessoa assim não realiza nada significativo. Se não conseguir tomar decisões, não há como ter uma firme determinação. A pessoa acaba influenciada por circunstâncias e perde o próprio rumo. Essa é a estupidez inerente ao ser humano”.


Aos que praticam o budismo

O presidente Ikeda continua dizendo dos que buscam o estado de buda praticando o budismo que, se não tiverem um forte poder de decisão mental, “deixam de manifestar o estado de buda e terminam por se enveredar por caminhos condutores ao sofrimento e à infelicidade.”


Por isso, “o que importa é o coração!” Ser resoluto, ter firme determinação no coração diante das situações e diante das pessoas é o que assegura a vitória.


Mudança de pensamento

Tudo se transforma quando nossa atitude muda. Tudo se revoluciona quando nosso pensamento muda. A convivência com as pessoas muda radicalmente e se harmoniza quando nosso coração muda. Por isso, a recitação do Nam-myoho-renge-kyo com firmeza de propósito e a prática do shakubuku com forte senso de missão é a chave fundamental da felicidade e da convivência.


Harmonia é revolução humana

Sem revolução humana individual, o parâmetro de julgamento, a falta de força de alma e a fragilidade do estado de vida terminam por fazer a pessoa sofrer, seja atacando os mais fracos ou se remoendo em angústia pela pressão dos mais poderosos.


No entanto, a sólida união é possível! E ela acontece quando um dos indivíduos do grupo inicia por si só a própria revolução humana.


Mas como nos elevarmos acima das diferenças se são justamente elas que nos incomodam tanto?

A resposta é: ao focar sua mente e seu comportamento na firme e vigorosa busca da sua própria revolução humana, você manifesta sabedoria, benevolência e coragem do Buda. E o Buda é um especialista universal na convivência harmoniosa porque para ele uma coisa é imutável: todos ao redor são pessoas da mais alta estima porque são budas também.


“É natural que existam diferenças de personalidade e de temperamento. Mas, o fato de as pessoas serem diferentes de nós não significa que podemos discriminá-las, excluí-las ou menosprezá-las. [...] O que importa é respeitarmos e aceitarmos as diferenças recíprocas com uma atitude ampla e abarcadora que não permita discriminação nem distinção”, explica o presidente Ikeda.


Raiz da desarmonia

A escuridão fundamental (a força negativa inata à vida) é a raiz da discriminação e da desarmonia. Quando essa força o domina, sua mente fica iludida e investe nas diferenças. Quando o estado de buda vence a negatividade, a mente tem discernimento, ampla sabedoria e encara cada pessoa como única, especial e digna do mais alto respeito.


Liberte-se da tendência discriminatória

Ter força espiritual para não discriminar, para não excluir e não menosprezar é a chave da convivência.


A fonte dessa força está no daimoku e no shakubuku, práticas enriquecedoras e transformadoras. Práticas que fazem nossa atitude ser ampla e abarcadora. Encontramos isso em abundância no convívio entre os membros da SGI que praticam o itai doshin, ápice da unidade dentro da diversidade.


“Quem vence essa tendência de centrar-se nas diferenças, manifesta na vida as funções da Lei Mística, que conecta e harmoniza tudo no universo”, finaliza o presidente Ikeda.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.174, 6 abr. 2013, p. A4
TAGS:CONHEÇA O BUDISMO

• comentários •

;