Vamos falar sobre shitei funi
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Vamos falar sobre shitei funi

Na SGI, o discípulo atua onde o mestre não pode estar

O significado do termo shitei funi

Shi significa mestre, tei, discípulo, e funi, inseparabilidade ou unicidade. Esse conceito explica que não há distinção entre mestre e discípulo, embora seja diferente a personalidade de cada um.


Um princípio essencial

A unicidade de mestre e discípulo é essencial para a prática budista. Entende-se por mestre o buda, a pessoa iluminada para a Lei.

O discípulo é a pessoa que busca a iluminação. Uma vez que existe a unicidade, perante a Lei, ambos são iguais e se encontram unidos.

Não confunda!

É comum pensar que o discípulo é servil ao mestre. Por isso, muitos podem pensar que a unicidade entre mestre e discípulo é algo ultrapassado. Porém, no budismo, essa relação tem como base a perfeita igualdade. Em termos práticos, no Budismo Nichiren, e mais especificamente na SGI, o discípulo deve agir com o espírito de atuar onde o mestre não pode estar, levando seus ideais a todos os locais.


A essência do budismo

O presidente Ikeda orienta: “Não há nada mais belo para um ser humano que os laços de mestre e discípulo. Não existe nada mais forte. A unicidade de mestre e discípulo é a essência do budismo. Mas devemos nos lembrar que um mestre não é um ser superior; mestre e discípulo são companheiros que se empenham juntos na vida real para alcançar um mesmo ideal”.


Uma relação eterna

Essa relação é a mais fundamental e elevada forma possível de relacionamento humano. Não é necessário que o mestre e o discípulo vivam na mesma época ou no mesmo lugar para que exista a unicidade. Esse princípio transcende os limites de tempo e espaço. Como se baseia na Lei Mística, que é eterna, a unicidade de mestre e discípulo também é.


Contato direto

A unicidade de mestre e discípulo coloca a pessoa em contato direto com a Lei Mística. As pessoas, por meio de um verdadeiro mestre e uma verdadeira doutrina, podem adquirir a capacidade de tornarem-se budas.


Por que unicidade?

Conforme o Budismo de Nichiren Daishonin, a unicidade de mestre e discípulo expressa que, não obstante serem independentes, não há diferença entre eles sob o ponto de vista essencial.


Compreender a unicidade na vida diária é ter noção de que o discípulo é uno com o mestre. Quando isso ocorre, a postura é agir em exato acordo com o mestre.


Em exato acordo com o mestre

Mas como agir no cotidiano em exato acordo com o mestre? Aja a todo momento baseado no desejo de conduzir as pessoas à felicidade e realizar a ampla propagação da Lei (shakubuku).


O senso comum insiste em afirmar que o mestre é superior. Mas quem compreende a unicidade, coloca o princípio da “igualdade na iluminação de mestre e discípulo” como a base das suas ações.


Grande desejo e juramento seigan

Unicidade significa compartilhar o mesmo desejo que o mestre. O mestre possui o desejo de conduzir todos os seres à iluminação (Daigan); o discípulo possui o juramento seigan de tornar esse grande desejo real.


Em um discurso, o presidente Ikeda afirma: “Quando nos dedicamos firmemente ao caminho de mestre e discípulo, manifestamos a sabedoria e a força ilimitadas e inerentes em nossa vida. Nada neste mundo é mais forte que a luta unida de mestre e discípulo. Não existe nada mais alegre”.


A essência do Budismo Nichiren

“A unicidade de mestre e discípulo é a essência do Budismo Nichiren e a base do espírito da Soka Gakkai. No famoso escrito Sobre as flores e as sementes, Daishonin escreveu: ‘Dizem que se um mestre tem um bom discípulo, ambos atingirão o estado de buda, mas se um mestre criar um mau discípulo, ambos cairão no inferno. Se mestre e discípulo não tiverem o mesmo espírito, não poderão realizar nada’. Em resumo, a unicidade de mestre e discípulo depende do discípulo”, explica o presidente Ikeda.


A seriedade do discípulo

Ele continua: “A unicidade de mestre e discípulo é essencialmente rigorosa. Tudo depende da seriedade com que o discípulo é capaz de aceitar e agir de acordo com cada palavra do mestre. Um verdadeiro discípulo esforça-se para concretizar os objetivos do mestre, sem imitá-lo, mas colocando suas palavras em ação. As pessoas que meramente tentam imitar o mestre, agindo só na aparência, de alguma maneira acabam indo para o caminho errado”.


Compartilhar a mesma missão

Ser discípulo não é simplesmente seguir. Significa compartilhar a mesma missão do mestre. Por meio da existência do discípulo, as palavras do mestre se tornam realidade. Um verdadeiro discípulo é uma pessoa de espírito de procura e de juramento. Um discípulo pratica o budismo com incessante espírito de procura. Discípulo é quem dedica a vida ao juramento de cumprir a missão nesta existência.


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.084, 21 maio 2011, p. A6
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