Vida ativa e transformadora
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Vida ativa e transformadora

Na SGI, a meta todas as manhãs e noites é a revolução humana

Dez mundos”: a incrível dinâmica da vida

A vida é incrivelmente dinâmica e o melhor dela é que tudo pode ser transformado. A teoria budista dos “dez mundos” [1) mundo do inferno; 2) mundo dos espíritos famintos; 3) mundo dos animais; 4) mundo dos asura; 5) mundo dos seres humanos; 6) mundo dos seres celestiais; 7) mundo dos ouvintes da voz; 8) mundo dos que despertaram para a causa; 9) mundo dos bodisatvas; e 10) mundo dos budas] e sua “possessão mútua” explica que conseguimos aqui e agora recriar nosso destino e viver plenamente felizes.


Dentro da teoria dos “dez mundos”, o “mundo dos budas” se refere à condição do estado de buda, uma felicidade absoluta que não se abala por nada.


No livro Vida, um Enigma, uma Joia Preciosa, o presidente Ikeda explica que os dez mundos ou os dez estados da vida não são lineares, circulares, quadrados nem esféricos. Não há descrição visual que consiga representar como eles são. O que mais se aproxima são as ondas de rádio que podem ocupar o mesmo espaço e se sintonizar (manifestar) a qualquer momento. Mas ainda assim é parcial.


A cada momento vivemos imersos num fluxo vital dinâmico com potencial imenso de manifestar nova energia e possibilidades. Cada pessoa é, aqui e agora, dotada do potencial máximo da vida: “A mudança constante de um estado para outro é causada por nossa energia vital fundamental, que torna possível a fusão e a interação dos vários estados”.


Manifestar o “mundo dos budas” significa compreender por completo essa dinâmica na qual a totalidade da vida nunca é estática e a cada instante tudo pode mudar. Um buda tem a “visão integral e clara da vida” e utiliza de todo o potencial dos dez mundos para viver a mais rica existência de forma plena.


A meta número um na SGI

Revolução humana é o nome moderno para a condição do estado de buda. Por meio do conceito da revolução humana, os Três Mestres da Soka Gakkai revitalizaram e modernizaram o budismo tornando-o praticável novamente por todas as pessoas.


A revolução humana — uma mudança drástica interior que impacta na sociedade e no mundo. A base teórica desse conceito está conectada com a “possessão mútua dos dez mundos”:

“Quando estabelecemos o estado de buda como base de nossa vida e reconhecemos que todos os outros nove mundos estão contidos no estado de buda, então, cada um desses mundos, do mais inferior até o mais elevado, se torna um impulso para a revolução humana. Por outro lado, será impossível tornar o estado de buda a base de nossa vida rejeitando as tempestades violentas dos outros nove mundos, pois todos coexistem com o estado de buda”, cita Ikeda.


No estado de buda, experimentamos a vida ao máximo, usufruindo dos benefícios e transformando com pulso firme as dificuldades. Não há espaço para desperdiçar nem um segundo sequer: tudo o que se manifesta do nosso interior e tudo o que aparece no mundo exterior é vivenciado com entusiasmo, alegria, gratidão, coragem, sabedoria.


Viver sem medo sem arrependimentos

Qual a melhor forma de instituir o estado de buda como nossa tendência diária? “O caminho fundamental para isso é simplesmente aplicar o budismo no comportamento e na vida diária”, responde o presidente Ikeda.


O budismo, do começo ao fim, explica as maravilhas do estado mental em que vive o Buda e explicita que todos conseguem viver na mesma condição sem perder a individualidade. E ainda revela os caminhos mais curtos para pôr em prática essa condição arrebatadora.


O Nam-myoho-renge-kyo é, em si, o estado de buda; e a pura fé no Gohonzon manifesta essa condição extraordinária em toda pessoa que ora e propaga com entusiasmo a Lei Mística. É por isso que na SGI o estado de buda — a felicidade absoluta — é o ponto de partida. A pessoa começa a prática aprendendo a recitar e a propagar o daimoku, recebendo o Gohonzon, aprendendo sobre a unicidade de mestre e discípulo. Ao fazer isso, o indivíduo está desde o início estabelecendo o estado de buda como solo fértil para viver o cotidiano dos “nove mundos”.


Por meio da prática budista, os “nove mundos” (a vida diária) são enriquecidos com vontade de viver e os problemas são coloridos com força vital e encarados como devem ser: por pior que sejam, serão superados e transformados em experiência, incentivos, relatos, benefícios.


Deixa comigo!

Ao manifestar o estado de buda, a pessoa não tem mais medo de nada: ela chama para si a solução dos problemas e ainda tem energia de sobra para incentivar as pessoas. Ela transforma dramas pessoais em energia vital e tem tanta força que promove mudanças ao seu redor com impacto social e até mundial.


A pessoa passa a ter forte bom senso, fé sólida, senso de responsabilidade, é gentil com os outros e raciocina de modo flexível. Possui compaixão, sabedoria e criatividade imensas. É um estilo de vida muito rico no qual o indíviduo, não importa em que momento da existência esteja, começa a produzir mudanças em si e no ambiente de forma extraordinária.


O Dr. Ikeda conclui: “A maior motivação na vida é a aspiração ao estado de buda, ou seja, o forte desejo de se unir à energia cósmica e retornar à sua essência”.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.362, 11 mar. 2017, p. C2-C3
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