Vitória de mestre e discípulo
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Vitória de mestre e discípulo

O jazzista Herbie Hancock transformou sua música por meio da prática budista

“O presidente Makiguchi afirmou que uma religião que não se preocupa em criar valor na vida humana é inútil. Ignorar a realidade da vida é o mesmo que ignorar o ser humano”

Para exemplificar a frase acima do presidente Ikeda, vamos apresentar o exemplo do famoso músico norte-americano Herbie Hancock.

Ele ingressou na SGI em 1972, aos 32 anos. Já era uma estrela musical do jazz, mas sentiu que havia chegado a um impasse em seu desenvolvimento musical. Sua música incorporava elementos dos estilos africano e rock, atraindo vários fãs. No entanto, ele estava insatisfeito — buscava ansiosamente a música ideal: “Para criar uma nova música, será que eu não preciso de um novo alicerce para o meu espírito?”, ponderava diariamente.


Certo dia ouviu um solo improvisado do baixista de sua banda que o comoveu. Emocionado, perguntou ao amigo: — Este foi um solo fantástico! Houve alguma grande mudança em você?

— É exatamente isso. Tenho passado por uma transformação interior. Na verdade, estava pensando em como falar isso para você. E vim orando para que também pudesse praticar comigo, confidenciou-lhe o amigo. — O quê? Orando? — perguntou Herbie, espantado.


Herbie Hancock se sentou em frente ao Gohonzon pela primeira vez.

Ele recitou Nam-myoho-renge-kyo com os membros da SGI-Estados Unidos e sentiu uma ardente energia preenchendo todo o seu corpo. Sentiu algo diferente ressoar profundamente no mais íntimo do seu ser. Agora, impulsionado pela energia vital da recitação e da propagação do daimoku, ele encarava o desafio criando valor:

“Quero compor um tipo de música que agrade não somente a um restrito grupo de fãs de jazz, mas para as donas de casas que vão às reuniões da Soka Gakkai, os guardas que limpam o teatro, para todo mundo. Quero criar uma nova música que seja simples e ao mesmo tempo de alto mérito artístico” .

O amigo explicou que sua esposa estava sofrendo com sequelas de um acidente de carro quando alguém lhe falou sobre o Budismo Nichiren. Ela ingressou na Soka Gakkai e por meio da oração superou sua dor. Vendo isso, decidiu praticar. Ele disse a Herbie que o budismo ensina os princípios fundamentais do universo.

— Por meio da oração — continuou o amigo — transformamos nossa vida e alcançamos a revolução humana. Recitar Nam-myoho-renge-kyo nos permite levar a vida em harmonia com a lei fundamental do universo e experimentar a suprema alegria. Ao orar sinceramente, tudo se torna possível.

Herbie ficou comovido pelas considerações de seu amigo, mas achou difícil de acreditar: — Entendo o que está dizendo, mas não consigo acreditar que o fato de recitar essa palavra fará algo acontecer.


O amigo respondeu:

— Você não precisa acreditar em alguma coisa agora. Basta experimentar e verá os resultados. Isso o convencerá.

E assim decidiu experimentar. Dois dias depois participou de uma reunião da Soka Gakkai. Ele queria ver se essa filosofia era o que procurava. Quando chegou ao apartamento onde a atividade seria realizada, a reunião já havia terminado. Alguns membros permaneceram no local e compartilharam suas experiências de fé, dialogando e incentivando-o. Ele ficou profundamente tocado pela preocupação que tiveram com ele como ser humano.


O pianista de jazz criava e abandonava cada estilo, um atrás do outro, repetindo o processo incontáveis vezes.

Por fim, chegou a um som que incorporava funk, um ritmo e um estilo baseados em blues enraizados na cultura afro-americana contemporânea. Era uma nova condição de vida alcançada por meio da recitação do Nam-myoho-renge-kyo.

No ano seguinte, em 1973, ele formou uma banda baseada em suas ideias. A gravação feita Herbie Hancock e sua nova banda vendeu um milhão e meio de cópias, uma prova clara de sua vitória pessoal. Sua música tinha um grande apelo popular. Sua angústia inicial estava preenchida agora com o som retumbante, compassivo e harmonioso do Nam-myoho-renge-kyo.

Sua vida não era mais dedicada apenas a si mesmo. Todo o seu talento e paixão criavam alto valor para ele e para os que o ouviam.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.358, 04 fev. 2017, p. C2-C3


Imagem: www.npr.org

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