Viver é a melhor escolha
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Viver é a melhor escolha

Suicídio é um assunto dramático, especialmente para as pessoas próximas dos que atentaram contra a própria vida

Com base na seção Meu bloco, minha alegria — Respostas do romance Nova Revolução Humana para os desafios da vida diária — publicada no jornal Brasil Seikyo. Texto para apoio às atividades na linha de frente da BSGI, principalmente para novos associados.

Foram utilizados trechos do trechos do capítulo capítulo “Gratidão ao Mestre” do volume 18 da Nova Revolução Humana.


“Dizem que ‘todos nós nascemos sob a sentença de morte’. Todos nós vamos morrer um dia. Ninguém pode evitar esse destino. Portanto, a questão é como aproveitamos o limitado tempo de que dispomos. É isso o que importa. Muitas pessoas desperdiçam a vida preocupando-se e atormentando-se com questões triviais e inconsequentes. Algumas chegam até a tirar a própria vida. O suicídio é um erro terrível.”


Suicídio é um assunto dramático, especialmente para as pessoas próximas dos que atentaram contra a própria vida ou que já manifestaram comportamentos suicidas.


No capítulo “Gratidão ao Mestre” do volume 18 da Nova Revolução Humana, Shin’ichi Yamamoto [nome do presidente Ikeda no romance] retrata a história de Miyoko, uma jovem com limitações motoras decorrentes de um grave problema de saúde na infância.


“Dois meses antes do festival, iniciaram-se os testes para a dança entre as integrantes da Divisão Feminina de Jovens de Tottori. Vendo as irmãs envolvidas na dança, Miyoko sentiu vontade de participar, mas na mesma hora rejeitou a possibilidade, imaginando que não conseguiria controlar o braço direito de maneira satisfatória. Miyoko contraíra poliomielite quando tinha apenas 1 ano e meio de vida.


Durante vários dias, apresentou um quadro de febre que oscilava entre alta e baixa, e o médico a princípio diagnosticou um resfriado. Entretanto, a mãe dela, Takae, notando o olhar vago e a falta de força no braço direito da filha, questionou esse diagnóstico. Então levou Miyoko a outro médico, mas os resultados continuavam insatisfatórios. A mãe carregou seu bebê de médico em médico até que, finalmente, o quarto profissional detectou poliomielite. Isso aconteceu em julho de 1953. Depois de receber o estarrecedor diagnóstico de poliomielite, Takae voltou para casa sob o sol quente de verão em transe, com a filha atada às costas.


Miyoko foi internada às pressas

Takae permaneceu ao lado da filha, dormindo numa cama estreita próxima do leito dela. Os pensamentos sobre o futuro da filha a afligiam profundamente.


‘Como ela vai se virar sem poder usar o braço? E quanto à escola, trabalho, casamento?’ O único futuro que ela conseguia prever para filha era incrivelmente desolador. A vida dela parecia estar arruinada antes mesmo de começar. Nesse estado de angústia, ela disse à filha adormecida, com a ideia de suicídio na cabeça: ‘Vamos morrer juntas?’ Colocou as mãos sobre o pescoço pequeno e encantador da criança. Miyoko continuava dormindo tranquilamente. Nesse instante, Takae sentiu um leve movimento do bebê que carregava em seu ventre. Com isso, afastou as mãos de Miyoko.


Com o tempo, os sintomas de Miyoko foram controlados, mas os médicos disseram que o desempenho do braço direito dela nunca seria satisfatório. Takae e Terumasa continuaram muito deprimidos após Miyoko voltar do hospital. A família Takao ingressou na Soka Gakkai em fevereiro de 1956. Depois de ouvirem a afirmação convicta de um membro da Soka Gakkai de que com fé poderiam ultrapassar qualquer obstáculo, eles começaram a praticar com a esperança de que Miyako encontrasse a felicidade. O Sutra do Lótus ensina que o budismo é o ‘bom remédio’ que pode vencer qualquer adversidade.


Miyoko, mesmo com a fragilidade motora, com alegria e disposição, agarrou cada oportunidade que despontava à sua frente se tornando uma jovem sábia e forte, contrariando os pensamentos de sua mãe quando era criança.


A visão correta sobre a morte

Independentemente das circunstâncias em que estejamos, como na mais profunda escuridão e angústia, a natureza de buda inerente à nossa vida pode se manifestar com a recitação convicta do Nam-myoho-renge-kyo e assim, superaremos até mesmo as questões da morte.


Ikeda sensei, em certa ocasião, direcionou os jovens a buscar a clara visão sobre o conceito de vida e morte. Ele disse: “Quero que estudem a visão correta da vida e da morte, baseiem suas ações nessa visão e considerem cada dia como um tesouro precioso e insubstituível. Quero que cada um de vocês preencha sua vida de valor equivalente a cem anos e que conduzam uma existência invencível, cujo legado resplandeça eternamente”.


Fonte:

Brasil Seikyo, ed. 2.410, 10 mar. 2018, p. A7 


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.410, 10 mar. 2018, p. A7
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